SAAB SK-37 Viggen | Swedish AF

SK-37 Viggen | Swedish AF

O Saab J-37 Viggen (em inglês, thunderbolt ou seja, raio) é um caça supersônico sueco fabricado pela Saab AB, com a participação das empresas Volvo, Ericsson e Bofors. O primeiro protótipo surgiu em 1967 e o primeiro exemplar distribuído à Força Aérea da Suécia em 1971. Foram produzidos 300 aviões até 1989, ano em que cessou sua fabricação. Custava 2 milhões de dólares por unidade em 1967.

Sucedeu ao Saab Draken em 1971 e foi substituído pelo Saab Gripen em 2005, que foi escolhido pelo Brasil para ser nosso novo caça, no projeto F-X. Foram produzidas 329 unidades deste caça que era bastante grande, tinha 16,4 metros de comprimento e 10,6 metros de envergadura, que era impulsionado por um motor Volvo RM8 (derivado do motor comercial Pratt & Whitney JT8D usado pelos Boeing 727, 737 e DC-9) e chegava a 2.231 km/h de velocidade máxima (2,1 Mach), operando em um raio de ação de 2.000 km a 18.000 metros de altura.

Uma das honras do Viggen é ser o primeiro caça com canards (as pequenas asas na entrada de ar) a ser produzido em escala. Foi o mais avançado caça Europeu até a entrada em serviço do Panavia Tornado em 1979. Várias variantes distintas do Viggen foram produzidas para desempenhar separadas funções: o AJ-37 para caça e ataque, o SF-37 para reconhecimento aéreo, o SH-37 para patrulha marítima e o treinador de dois lugares SK-37, representado por este kit.

O SK-37 de dois lugares não tinha radar e para acomodar o segundo piloto, sua capacidade de combustível era reduzida. O primeiro voo deste modelo ocorreu em 02.07.1970 e foram  construídas 17 unidades, com entrega a partir de 06.1972, números de série 37801 a 37817. O treinador foi aposentado em 2003, mas 10 unidades foram convertidas para o padrão SK 37E, uma versão de treinamento de guerra eletrônica (seriais37807-37811 & 37813-37817). Estes foram aposentados em 2007.

Se quiser saber mais sobre este avião clique AQUI e AQUI.

O kit Heller é um molde bastante antigo, de 1977. A versão que eu montei em 1987 foi a 80235, lançada no Brasil em 1986 pela Kiko. Ele tem finas linhas de painel e pode ser montado em 3 versões, o caça AJ-37, o treinador SK-37 e o avião de reconhecimento SF-37. O padrão de camuflagem, característico deste avião da Svenska Flygvapnet, a Força Aérea da Suécia, fica muito bonito no Viggen. O SK-37 mostrado é do Esquadrão F 7 Såtenäs, tal como visto em Le Bourget, na França em 06.1975.

Saiba mais sobre este kit, que ainda é vendido pela Heller, atualizado, clicando AQUI.

SK-37 Viggen | Swedish AF

SK-37 Viggen | Swedish AF

SK-37 Viggen | Swedish AF

SK-37 Viggen | Swedish AF

Aeronave:  Saab SK-37 Viggen
Operador & Registro: Força Aérea Sueca | #34
Kit: Heller (80235)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00048

F9F-2 Panther | Marines (USMC)

f9f-3 panther | Marines

O Grumman F9F Panther foi uma aeronave utilizada pela Marinha dos Estados Unidos (US Navy) e os Fuzileiros Navais (Marines – USMC). Os membros desta família de aviões entraram para a história por ser os primeiros jatos de combate embarcados. Foi o principal caça a jato da marinha dos EUA durante a Guerra da Coreia. A produção total do F9F foi de 1.382 exemplares, alguns dos quais foram exportados para a Argentina onde é servido na Armada Argentina.

Ele também foi o primeiro jato do esquadrão Blue Angels da US Navy, entre 1949 e 1954. O F9F Panther foi embarcado em porta-aviões de combate naval durante a Guerra da Coreia. quatro variantes do Panther foram usadas, o F9F, F9F-2, F9F-3 e F9F-5, embora o F9F-2 tenha sido a variante mais comum.

Um Panther esteve envolvido em uma das histórias mais interessantes da Guerra da Coréia. Um Tenente da US Navy chamado E. Royce Williams, se viu batalhando sozinho com sete MIG-15  que tentavam atacar a Task Force 77. Mesmo com esta gritante inferioridade numérica, derrubou quatro dos MIG-15, que eram superiores ao seu F9F-5 Panther e forçou a retirada dos outros três. Essa façanha, inédita em todas as guerras das forças americanas até hoje, se deu em 18.11.1952.

Ao pousar no porta-aviões USS Oriskany, seu Panther, serial 127150 do esquadrão VF-781, tinha 263 orifícios de balas dos canhões dos MIG-15. Por este ato de bravura, recebeu a Silver Star do presidente Eisenhower. Muitos dos detalhes das missões são secretos até hoje. Saiba mais clicando AQUI.

POUSO EM PORTA-AVIÕES ERRADO

A tradição naval Norte-Americana dita que quando um piloto pousa por engano no porta-aviões errado, os membros da tripulação fazem o melhor que podem para permanecer discretos, de modo a não envergonhar o piloto.

Esta tradição continua até hoje.

No entanto, em algumas circunstâncias extremamente raras e incomuns, alguns marinheiros se encarregavam de aproveitar o infeliz erro de navegação do pobre piloto para garantir o fato não passasse despercebido. Imagine o constrangimento e os horrores de ter que retornar ao seu porta-aviões de origem com “marcas” do seu erro de navegação para todos verem…

Supostamente aconteceu pela primeira vez quando a aeronave F2H-2P Banshee do VC-62, USS Coral Sea (CVB-43) pousou a bordo do USS Wasp (CVA-18) em 1952. Outro caso conhecido foi um F-4B Phantom da US Navy que aterrissou em uma base da força aérea anônima. O avião permaneceu por uma semana antes que a Marinha carregasse um novo motor e, quando chegaram, foram recebidos por seu F-4 usando o esquema de pintura de camuflagem da Força Aérea do Vietnam.

E não é só a US Navy/USMC que sofria com isso: há o caso de um avião alemão que pousou em uma base da RAF e foi levado para casa no dia seguinte usando cores e marcações da Força Aérea Inglesa.

Enfim, de qualquer maneira, o erro mais embaraçoso na aviação embarcada é pousar no convés de vôo errado e sair com o avião decorado. O F9F Panther teve diversos casos, entre eles o de um piloto do VF-111 “Sundowners”, William A. Finlay, Jr., que retornou à sua casa, o USS Lake Champlain (CVA-39), com um marco de marcas não regulamentares aplicadas ao seu F9F-5 Panther.

O kit visto neste post é um AMT-ERTL, muito antigo, de 1977 com alto relevo e praticamente nenhum detalhe (veja AQUI). Para montá-lo, decidi fazer algo especial e resgatar a tradição dos anfitriões de um aviador errante que enfeitavam seu jato com todo tipo de graffiti.

Este Panther em particular representa um F9F-2 (BuNo 125091) da USMC (Marines) que operou na Guerra da Coréia, pilotado pelo Capitão James Sharp, da Pohang Air Base e do USS Franklyn D. Roosevelt com oVMF-115 (Able Eagles) em 1952. Ele, ao que se sabe, não pousou em nenhum porta-aviões errado, mas em liberdade poética, fiz seu Panther como se tivesse, com o graffiti apropriado.

Estes escritor eram feitos a mão-livre e fiz o mesmo no kit, mantendo a originalidade e o mesmo tom das brincadeiras que eram feitas à época, inclusive com a força do avião (no caso Marines) e o número do esquadrão. Fiz uma base para representar a história e coloquei uma versão reduzida do (envergonhado) Capitão James Sharp.

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

Aeronave:  Grumman F9F Panther
Operador & Registro: USMC | VMF-115 | #125091
Kit: AMT-ERTL (AM00813)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02138

AMD Mirage IIIB | SAAF

O Dassault Mirage III é um dos mais bem sucedidos caças supersônicos já construídos. Desenvolvido pela Dassault Aviation da França na década de 1950, foi o primeiro avião de combate europeu capaz de voar a uma velocidade de Mach 2. O Mirage III foi produzido em diversas versões e adquirido pelas forças aéreas de vinte países num total de 1.422 unidades construídas.

Devido a possuir como característica ser um caça simples e confiável e por possuir um bom desempenho, o Mirage foi por muito tempo o principal avião de defesa da Força Aérea Francesa. Também obteve grande sucesso durante a Guerra dos Seis Dias quando a Força Aérea Israelense o utilizaram amplamente com sucesso em combate contra as Forças Aéreas do Egito, Síria e Jordânia.

Também foi empregado na guerra do Paquistão em Dezembro de 1971 onde obteve 8 vitórias sobre a Força Aérea Indiana. Em 1982 foram utilizados pela Força Aérea da Argentina nas Guerra das Malvinas contra a Inglaterra.

Em 1959, a Força Aérea da França ordenou a construção de versões biplace, de dois lugares, para conversão operacional, do Mirage IIIA. Estas aeronaves foram denominadas Mirage IIIB. A fuselagem foi aumentada em um metro e o canhão foi retirado, para a instalação do segundo cockpit. Esta versão não contava com radar e nem com provisão para motor-foguete, porém, poderia carregar armamento como bombas e mísseis ar-ar por infravermelho (como o AIM-9B Sidewinder ou o R.550 Magic I).

Mirage III in SAAF

Algumas forças aéreas adquiriram estas aeronaves de treinamento, entre elas a África do Sul (SAAF), que no total teve 58 aeronaves, das quais do modelo chamado Mirage IIIBZ (Serial 823 até 825). A aeronave #825 era um deles e foi convertida nos Anos 80 para o modelo Cheetah D.

O kit é o Matchbox PK-44 (veja mais AQUI), lançado em 1973 como PK-20 e recebeu novas partes 1986, mas ainda em alto relevo, sem cockpit e bem básico. Comprei na HobbyCraft de Porto Alegre em 1987. Montei no mesmo ano nas cores da Força Aérea da França. Fiz overhaul em 2018 para as cores da SAAF.

Aeronave: AMD Mirage IIIB
Operador & Registro: South African Air Force (SAAF) | #825
Kit: Matchbox (PK-44)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00046

Boeing 727-200 | Hughes Airwest

O Boeing 727 é uma aeronave Norte-Americana, narrow-body. Um trijato, com cauda em “T” criado nos Anos 60 para impulsionar a aviação comercial, chegando onde outros jatos maiores não pousavam. O primeiro Boeing 727 voou em 1963 e por mais de uma década foi o jato comercial mais vendido e produzido no mundo. Quando a produção se encerrou em 1984, um total de 1.831 aeronaves haviam sido produzidas, o que era um recorde absoluto de venda. Esse recorde somente foi quebrado (e depois por muito ultrapassado) no começo dos anos 90 por seu irmão mais novo, o Boeing 737.

O 727 foi produzido seguindo o sucesso do quadrimotor Boeing 707. Projetado para rotas de curta distância, o 727-100 se tornou o principal apoio para rotas comerciais das empresas aéreas. Uma versão alongada, conhecida como 727-200 foi lançada em 1967. Apesar de ter dado um grande impulso para a aviação comercial, hoje há poucos Boeing 727 em operação. Na sua época de auge, nos Anos 70 e 80, diversos 727 pousavam ou decolavam a cada minuto pelo Mundo.

Segundo o site Aviation Safety Network, até hoje (06.2018), um total of 334 ocorrências foram registradas pelo tipo, incluindo 119 perdas totais, com um total de  3.865 mortes. Houveram também 183 sequestros com este modelo, com 346 fatalidades.

Se quiser saber mais sobre o Boeing 727, visite meu site especializado nesta aeronave, o 727 Datacenter.

Este modelo representa uma aeronaves  que não se acidentou. O N722RW era um 727-2M7, encomendado e construído para a Hughes Airwest, empresa do legendário Howard Hughes. Foi o 727 de número 1220 construído, serial 21201, que fez seu primeiro voo em 19.10.1976 com motores JT8D-17R.

O 727-200 Advanced N722RW foi entregue para a Hughes como “Spirit of the Racer” em 01.11.1976, passou para a Republic Airlines com a fusão das empresas em 01.10.1980 e, em 01.10.1986 para a Northwest Airlines, operando até 2003. Em 2004 foi vendido para a Aero Controls e foi desmontado em 26.10.2005.

Sua curiosa cor amarela, esquema conhecido como Flying Banana, deriva de um acidente com um DC-9 da Hughes Airwest em 1976. Às 18h02, no fim de tarde de um Domingo, dia 06.06.1971, o voo 706 entre as cidades de Los Angeles e Seattle, com 5 escalas, tinha acabado de decolar de LAX  para a primeira parada em Salt Lake City.

O DC-9 subia para o nível 155. Às 18h11, cruzando o nível 151 (4.200 metros de altura) sobre as Montanhas San Gabriel, perto de Duarte, California, a parte dianteira do DC-9 foi atingida pela cauda de um caça F-4B Phantom II do Esquadrão 323 dos Marines, serial 151458 (código 451), que estava realizando um voo de Fresno (CA) para Fallon (NE), programado para ser voado em baixa altitude.

No entanto, o Phantom II 451 estava em estado crítico, experimentando diversas panes neste voo, incluindo falha de transponder e vazamento de oxigênio. Por esta razão, em face do cair da noite e da redução na visibilidade, resolveu subiu para o nível 155. Após uma manobra nesta altitude, desceu para o nível 151 e colidiu com o DC-9.

Após o acidente, o operador de radar do F-4B, Christopher E. Schiess, ejetou seu assento e foi o único sobrevivente. O piloto, James R. Phillips, não conseguiu ejetar e caiu com o Phantom II. O caça colidiu com o solo no Mount Bliss, a 1,6 km de distância do local de queda do DC-9.

No total, 49 vidas se perderam no DC-9 e com o piloto do F-4, foram 50 fatalidades. Howard Hughes, consternado, mandou pintar todos os seus aviões de amarelo brilhante para que nunca mais fossem vítimas de uma colisão aérea. Assim, o Boeing 727-200 N722RW reflete este esquema de pintura, que foi a última da empresa Hughes Airwest.

Saiba mais sobre este acidente clicando AQUI. O kit é um antigo Airfix (03183), na escala 1/144 com decais da Guido Globales. Para saber a história do kit Airfix do Boeing 727, visite o 727 Datacenter, clicando AQUI.

Aeronave: Boeing 727-200 Advanced
Operador & Registro: Hughes Airwest | N722RW
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01682

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Este é um Eurofighter Typhoon, um avião para as funções de caça e caça-bombardeiro desenvolvido por um programa conjunto envolvendo as empresas Européias Alenia Aeronautica, BAE Systems e pela ADS (Airbus Defence & Space – ex-EADS) e os governos do Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha. Em janeiro de 2014 a EADS foi extinta pela Airbus, que criou uma nova divisão aeroespacial, a Airbus Defence & Space. A ADS passou a ser a responsável pela fabricação do caça, em sua unidade de aviões militares.

Sua tecnologia inova em várias tecnologias muitos caças a jato modernos não possuem como, por exemplo, a capacidade de alcançar a velocidade supersônica por longos períodos e chegar a esta velocidade sem o uso do pós combustor.  Ou seja, o Eurofighter Typhoon é capaz de voar em Supercruise.

Lista de países que operaram ou assinaram contrato de compra do Eurofighter Typhoon até Junho de 2018:

Alemanha: 143 aeronaves
Arábia Saudita: 72 aeronaves
Áustria: 15 aeronaves
Qatar: 24 aeronaves
Espanha: 73 aeronaves
Itália: 96 aeronaves
Kwait: 28 aeronaves
Omã: 12 aeronaves
Reino Unido: 160 aeronaves

Total: 623 aeronaves

A Luftwaffe recebeu sua primeira aeronave de série em 04.08.2003, comprou 143 aeronaves e recebeu 130 até Junho de 2018. Operam nos Esquadrões (Jagdgeschwader) 31 “Boelcke”, 71 “Richthofen”, 73 “Steinhoff” e 74 “Mölders”.

Demonstrando a capacidade de resistência do avião, uma aeronave se envolveu em uma colisão no dia 30.06.2014 durante um treinamento, mas não foi perdida. Naquela data, o Typhoon 30+91 sofreu uma colisão em voo com o Learjet 35A (D-CGFI), que participava do exercício como aeronave interceptada. O Learjet fez uma curva e bateu no 30+91, perdendo controle e caindo perto de Olsberg, na Alemanha, matando ambos pilotos a bordo. O bastante danificado Typhoon 30+91, mesmo atingido e danificado, fez um pouso de emergência na Base Aérea de Nörvenich Air Base e seu piloto sobreviveu.

Para saber mais sobre este acidente e até acessar o reporte oficial, clique AQUI.

Este é um modelo em metal da marca espanhola DeAgostini, da coleção Caças de Combate. A miniatura sofreu diversas alterações, como pintura do radome, antenas, entradas de ar e trem de pouso.

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Aeronave:  Eurofighter Typhoon
Operador & Registro: Luftwaffe | 30+26
Kit: DeAgostini
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02212