Vickers Viscount | Capital Airlines

Vickers Viscount

Sempre quis ter um kit deste avião desta empresa: Vickers Viscount nas cores da Capital Airlines, a primeira empresa aérea dos Estados Unidos a operar a aeronave, que era um turbo-hélice, um avanço para a época. O ano era 1955 e as primeiras aeronaves não possuíam radar (começaram a ser instalados em 1956). Todavia, problemas com greve de mecânicos (que parou a empresa por 38 dias) e um processo por racismo de uma comissária de bordo, acabaram por abalar a saúde financeira da empresa que, em 1960, fizeram a Vickers retomar todos os Viscount da empresa e pedir sua falência.]

Em maio do mesmo ano foi absorvida pela United Airlines, na então maior fusão da história da aviação civil no mundo. A empresa tinha encomendado 40 aeronaves do modelo 745 (e mais 27 de outros modelos do mesmo avião), recebeu pouco mais de trinta Viscounts, mas perdeu cinco em acidentes em pouco tempo.

O N7465 fez parte da encomenda inicial em 1954 (era o avião 63 da encomenda da Série 745), foi construído enter 1956 e 1957, já recebendo radar e demais equipamentos padrão da época (escada frontal incorporada, inclusive), além de pintura da empresa e matrícula americana, mas não foi entregue, ficando nas mãos da Vickers e nunca operando oficialmente com a Capital. Por esta razão, a pintura foi feita parcialmente, faltando as faixas azuis (exceto uma na deriva) e o número de frota estava só do lado esquerdo do estabilizador vertical, como chegou a ser visto na fábrica. Foi vendido depois para a Skyline da Suécia como SE-CNK, voando até ser desativado e sucateado em 03.1978.

Kit S&M Models e decal Mark Borer (Pointer Dog).

Vickers Viscount

Vickers Viscount

Ficha Técnica:

Aeronave: Vickers Viscount
Registro: Capital Airlines – N7465
Kit: S&M Models
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01500

L-1049 Constellation | TAP

Constellation TAP

Lockheed L-1049G Super Constellation serial 4616, prefixo CS-TLA, batizado de Vasco da Gama, que operou nas cores da empresa portuguesa TAP – Transportes Aéreos Portugueses entre 08.08.1955 e 31.10.1967, inicialmente sem radar, recebendo-o apenas em 1961 (o último da frota a ter o equipamento instalado). Foi encomendado novo de fábrica e foi entregue em 07.1955 junto com o CS-TLB, sem radar e sem tanques nas pontas das asas. Ao ser retirado de uso pela empresa, participou da Guerra de Biafra e, mais tarde, foi preservado em Faro por alguns anos, sendo usado como restaurante, até ser destruído por vândalos em 1999. Kit Minicraft, escala 1/144, com decais Classic Airliners.

Constellation TAP

Constellation TAP

A HISTÓRIA DOS CONSTELLATION NA TAP

Em Dezembro de 1953, a primeira administração da nova TAP S.A.R.L, depois da transformação do anterior serviço público designado por Transportes Aéreos Portugueses, apressou-se a promover um estudo visando a remodelação da frota da empresa, com vista a poder oferecer um serviço de transporte aéreo moderno, de qualidade e compatível com as necessidades crescentes da linha de África, onde ainda operava com o velho e obsoleto “Dakota”. A reconversão dos velhos “Skymaster” adquiridos à KLM, foi uma medida transitória, entretanto decidida, enquanto se procediam a esses estudos para a selecção de um avião moderno para o longo curso.

Havia urgentemente que aumentar a capacidade, reduzir os tempos de voo e melhorar a qualidade do serviço. Foi assim, que a TAP encomendou à Lockheed três “Super Constellation L1049G”, também conhecidos na gíria aeronáutica por “Connie’s”, entretanto entregues na sua fábrica de Burbank (Califórnia), em Agosto e Setembro de 1955 (CS-TLA, CS-TLB e CS-TLC). Para a TAP iniciava-se a era dos “Super”, um salto qualitativo importante, já que cada novo avião significava em tonelagem e capacidade de transporte o correspondente a dois “Skymaster” ou quatro “Dakota”.

Após terem efectuado alguns voos de instrução em Lisboa, entraram ao serviço comercial da TAP a 27 de Novembro de 1955 na linha Lisboa – Luanda (que passou de 22 horas de voo para 15) e Lourenço Marques (22 em vez de 31), numa frequência bissemanal. Em Junho de 1958 um L1049H (CS-TLD) foi recebido da Seabord & Western americana, para operar durante um ano. Esta versão, basicamente idêntica ao modelo “G”, possuía a fuselagem da versão cargueira militar modelo 1049F, o chão da cabina era reforçado para utilização de carga e um peso em vazio bastante superior.

A aquisição de dois L1049-G em segunda mão em Maio de 1961 (CS-TLE e CS-TLF) permitiram à TAP adicionar novas rotas e outros destinos a este equipamento. De salientar a particularidade destes aviões virem munidos com radar de tempo, que lhes acrescentou um nariz mais comprido, e tanques suplementares nas pontas das asas (os “tip-tanks” como são vulgarmente conhecidos estes apêndices). O nariz alongado incorporando o radar de tempo foi mais tarde introduzido nos três primeiros aviões da empresa, aumentando a sua segurança e operacionalidade.

Finalmente a 14 de Setembro de 1967 pelas 17:35 locais, chegou a Lisboa proveniente do Rio de Janeiro o último voo do “Super Constellation” na TAP, o CS-TLC, tendo sido de imediato vendidos a um “broker” americano de Miami, a International Aerodyne Incorporated. Assim se fez a história dos Super Constellation na TAP, a “era da hélice” como muitos lhe chamaram, o avião que marcou sem sombra de dúvida uma geração que dificilmente será esquecida.

Na TAP, para os seus pilotos o avião recebeu a alcunha de “rebelde”, pois dificilmente se deixava domar!

Ficha Técnica:

Aeronave: Lockheed Super Constellation L1049G
Registro: TAP – CS-TLA
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00994