Boeing 727-200 | VASP

Este é um kit do Boeing 727-200 da Paulista VASP. Encomendado e entregue para a empresa como PP-SNJ em 12/12/80, foi vendido para a Polaris Aircraft Corporation em 17/04/89 como o N328AS e em seguida foi locado para a Alaska Airlines. Em 01/09/93 foi alugado para a Sun Country, sendo registrado como N286SC em 12/93 e, após modificação para o padrão 727 2A1F, operou na Capital Cargo International com o mesmo prefixo N286SC.

A Vasp queria o modelo 727-200 em suas rotas há mais tempo, porém apenas em 1977, recebeu autorização para comprar as aeronaves diretamente da Boeing, sendo a única empresa brasileira a operar o modelo 200 em linhas regulares entre as quatro grandes (as demais, Varig, Cruzeiro e Transbrasil, operavam apenas o modelo 727-100). O total de 727 operados pela empresa, até hoje, soma 15 aeronaves, incluindo o PP-SFQ que não voará mais.

Em 1980, doze aviões 727 operavam pela Vasp e entre eles dois 727-030C, arrendados da Lufthansa, que atuavam como cargueiros desde 1979, ambos nas cores básicas da empresa alemã, apenas com o nome Vasp na fuselagem e cauda e a inscrição “carga” na entrada de ar do motor central. O último 727-200 de passageiros deixou a empresa em 1989, mas em 1996, foi criada a Vaspex, visando atuar principalmente no setor de pequenas encomendas, trazendo de volta o Boeing 727 para a empresa paulista.

A Vaspex, em outubro de 1996, recebeu seus primeiros aviões, matriculados como PP-SFC e PP-SFE, com os quais operou até a chegada do PP-SFF em junho de 1997 e do PP-SFG em julho do mesmo ano. Este último, o PP-SFG, chegou nas cores de sua antiga operadora, a Qatar Airways, e foi convertido em cargueiro nas oficinas da própria Vasp em São Paulo, sendo finalizada a conversão no mês de novembro de 97, elevando a frota da empresa para quatro 727-200F e mais dois 737-200F (ambos ex-Vasp) e um DC-10-30CF.

Entretanto, problemas nos últiumos anos na principal empresa do grupo, a Vasp, ameaçaram a Vaspex, que foi obrigada a reduzir o total de 727-200 para apenas 2 aviões. O PP-SFE e PP-SFF foram retomados por falta de pagamento e hoje voam com a Varig Log. Além disso, a Vasp havia trazido ao Brasil um dos 727-200 da sua subsidiária Lóide Aéreo Boliviano, o CP-2294, para ser transformado em 727-200F nas suas oficinas em São Paulo, mas a aeronave está parada no pátio da empresa desde 1999, já com a porta de carga, mas sem motores.

A aeronave não tinha mais condições de vôo, sendo considerada como PT (perda total), porque a porta de carga foi cortada no local errado, o que não foi confirmado pela empresa. O braço de carga da empresa paulista, que tem a mesma pintura da Vasp, apenas com a adição do “EX” em vermelho após o nome e a inscrição “CARGO” na entrada de ar do motor central, respondia por 30% da receita do grupo então controlado por Wagner Canhedo, operando em 4.000 localidades no Brasil. A Vaspex operou, além dos dois 727-200F, dois 737-200F dos quais era dona, tendo devolvido o DC-10. Todas as aeronaves, porém, pararam de voar em janeiro de 2005.

Aeronave: Boeing 727-200
Operador & Registro: Viação Aérea Paulista (VASP) | PP-SNJ
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01402

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