Boeing 727-100 | Transbrasil

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Em 1974 a Transbrasil recebeu seu primeiro 727-100, chegando a ter 22 aeronaves deste tipo, sendo considerada a maior operadora de jatos 727 em toda a América do Sul. Seus 727 tinham o apelido de Trijatões e formaram a espinha dorsal da frota, realizando a partir de outubro de 1974, a Rede Postal Noturna, em contrato com os Correios, que faziam os 727 da empresa operar durante o dia com configuração de passageiros (117 lugares) e, durante a noite, como cargueiros, transportando malotes postais. Esta conversão rápida era possível graças aos modelos C (Combi – 04 unidades) e QC (Quick Change – 06 unidades) operados. Os 727-100QC tinham um kit desenvolvido pela Boeing, que permitia a retirada (por trilho até a porta lateral de carga) de todos os assentos, galleys e lavatórios, na ordem correta em apenas alguns minutos. Com a Rede Postal Noturna, vários 727 eram usados 24 horas por dia, com uma das mais altas taxas de utilização deste modelo no mundo, à época. Uma encomenda de 727-200 Advanced foi cogitada, mas a empresa preferiu manter os 727-100 em uso e trocá-los diretamente por modelos de nova geração. No final dos anos 80, mais precisamente em 1989, a empresa vendeu seu último 727, passando a operar com Boeings 707, 737 e 767.

Os 727 da Transbrasil são famosos em nosso país por serem coloridos, primeiro lembrando a Braniff, com esquemas em duas cores e depois como um arco-íris. A empresa do comandante Omar Fontana, ele próprio um revolucionário na indústria aeronáutica brasileira, sempre inovadora. O primeiro sistema de pintura era intitulado “Energia Colorida” e nele cada aeronave representava diferentes modalidades de obtenção de energia. Assim, tivemos a Energia Petrolífera homenageada no PT-TYU, a Energia Solar no PT-TYT, a Energia Solar II no PT-TYR, a Energia Eólica no PT-TCA e a Energia Cinética no primeiro esquema do PT-TYS. As pinturas mudavam sempre e apenas o primeiro 727 da empresa, o PT-TCA, ostentou nada mais nada menos do que 5 pinturas diferentes nos oito anos em que voou pela a empresa. Em 1978 começaram a surgir os primeiros 727 pintados no novo esquema, conhecido como Arco-Íris. Isso aconteceu, segundo Gianfranco Betting (ex-diretor da empresa e entusiasta da Transbrasil), com a chegada do PT-TYM em setembro de 1978. Segundo ele, “Omar resolveu colocar ‘todo o espectro solar’ em cada avião. Encomendou à sua house-agency, Intermarket, o novo visual. Inicialmente, a pintura contemplava uma fuselagem bege (escolha do próprio Omar) e as cores do arco-íris na cauda. Aplicadas pelos pintores da empresa, estes tentaram, sem sucesso, misturá-las em suaves passagens umas às outras, utilizando somente a pistola de pintura. Esta pintura acabou tendo um caráter experimental: o resultado deixou muito a desejar.”

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Após a pintura do PT-TYM neste padrão, resolveu-se que o esquema precisava ser melhorado e assim, os designers da Intermarket foram acionados mais uma vez para encontrar uma solução que foi logo posta em prática: a aplicação de listas claramente definidas, com diferentes larguras, criando de longe um efeito de fusão cromática-exatamente como fizera a Air France alguns anos antes. Aliás, essa semelhança com a pintura da Air France foi motivo até mesmo de uma nota da revista Flap Internacional na época. A fuselagem também foi modificada e do bege, mudou para um branco profundo e que contrastava com o arco-íris da cauda, tornando a empresa brasileira mundialmente conhecida pelas suas cores. Cada aeronave ainda tinha os logotipos da empresa, detalhes das portas e asas pintados nas diversas cores do arco-íris, execeto o amarelo, que ficaria muito apagado. Assim, tivemos quatro aeronaves de logotipo e asas em vermelho (TCHTYITYPTYU), cinco em verde (TCATCE,TCGTYNTYQ), três em violeta (TCITYMTCD), quatro em laranja (TCBTCFTYRTYT), quatro em azul médio (TCC,TYHTYOTYS) e três em azul claro (TYJTYKTYL). A fuselagem também sofreu uma sensível alteração: passou a ser pintada num tom quente de branco (a Boeing possui mais de trinta tipos diferentes de cor branca para escolha de seus clientes), ao invés de bege. O PT-TYO foi pintado por pouco tempo, exeprimentalmente, na cor ocre, sendo depois pintado em azul médio.

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Este esquema de cores permaneceu nem uso até 1998, quando o último esquema, nunca usado em modelos 727, foi implementado. Porém, desde 1986 algumas variações foram utilizadas, em especial nos modelos 737 e 767, pois as asas pararam de ser pintadas nas cores do logotipo, por medida de economia. Na sequência, em 1990, apenas o azul médio (conhecido na Transbrasil como Azul Índigo) passou a ser a cor oficial da empresa e todos os aviões daí em diante passaram a ter logotipos, portas e marcas apenas nesta cor. Por iniciativa de Gianfranco Betting, em 1995, o tom quente de branco (que parecia sujo com muita facilidade) foi substituído por outro, no mesmo padrão da Lufthansa.

Clique AQUI, AQUI e AQUI para ver os modelos no Hangar de Plástico.

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Boeing 777-200 | Malaysia Airlines

Hangar de Plástico | 777 | Malaysia

Esse Boeing 777-200 é uma obra de arte. Foi um dos mais aguardados e fotografados Triple Seven de todos os tempos. A pintura foi uma forma de comemorar a posição da empresa como uma das mais cofortáveis para os passageiros em primeira classe e executiva. A pintura se chamou “Freedom of Space“. É um lindo avião. Veja mais fotos dele no Hangar de Plástico clicando AQUI. Abaixo a aeronave real.

Hangar de Plástico | 777-200 | Malaysia

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Comet IA | BOAC

Hangar de Plástico | Comet 1 | G-ALYP

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas. Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes. Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Hangar de Plástico | Comet | G-ALYP

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulencias e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima. Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora. Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo. No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Veja mais no Hangar de Plástico clicando AQUI.

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FAB: Aniversário da EDA

Hangar | Esquadrilha da Fumaça

Neste final de semana aconteceu a festa de aniversário de 59 Anos da Esquadrilha da Fumaça, nome popular do EDA – Esquadão de Demonstrações Aéreas da FAB. Clique AQUI para ver as fotos no fórum Papo de Hangar.  Espero que gostem das fotos!!!

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Livro Estrela Brasileira

Pessoal,

Estrela Brasileira

A imagem acima mostra a capa do livro “Estrela Brasileira” da ex-comissária de bordo da Varig, Claudia Vasconcelos. Nele ela conta suas aventuras em uma vida pelos céus. A versão digital (para PC, MAC e até iPad) está à venda em diversos sites, como a Livraria Saraiva, onde adquiri o meu (apenas R$ 12,00), via download. Durante o período em que voou como comissária de bordo da Varig, Cláudia Vasconcelos viu, ouviu e viveu inúmeras histórias. Algumas engraçadas, outras dramáticas, todas interessantes. Somadas a depoimentos de colegas, registrou-as em seu livro de memórias para preservar a trajetória da empresa aérea que foi, por muito tempo, um símbolo do Brasil. A capa mostra um Boeing 707 da empresa, o PP-VJS do meu amigo Igor Leitzan. Vale a compra!!! Já estou lendo o meu no iPad!!!

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Boeing 727-100 | Transbrasil

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Hangar de Plástico | 727-100 | Transbrasil | PT-TCBEsse é o segundo 727-100 da Transbrasil. Encomendado e entregue para a Pan American como N342PA em 07.10.66 (nome ”Clipper Golden Age“), foi vendido para a TransBrasil em 02.10.74, onde operou até 12.81 como PT-TCB, quando a empresa brasileira vendeu-o para a International Air Leases, alugando-o em seguida e voando com este trijato até 19.03.82. A aeronave, um kit convertido do 727-200 da Minicraft, mostra a pintura que ostentava em 1975. Veja mais fotos AQUI.

 

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Decais 757 Transbrasil

Pessoal,

Atualizando, estou nos últimos retoques aos decais dos Boeing 757-200 da Transbrasil. Vejam abaixo e saiba mais AQUI.

Hangar de Plástico | Decal 757-200 | Transbrasil

Hangar de Plástico | Boeing 757-200 | Transbrasil

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Boeing 737-800 | Kulula Airways

Pessoal,

Hangar de Plástico | 737-800 Kulula

E um outdoor bem animado, rsrsrs Esta aeronave é um 737-86N, o 455º 737NG construído, serial 28612. Foi aos céus pela primeira vez em 14.12.1999 e pertence à GECAS. Já operou com a Sun Express, Futura, Ryanair e New Axis Airways antes de ser alugado para a Kulula da África do Sul em 01.2010. O esquema de pintura bem humorado, marca registrada da empresa, chama-se Flying 101 e mostra por marcações onde estão os sistemas da aeronave, é muuuito legal. Ostenta a pintura até hoje. Saiba mais sobre este kit e veja o processo de montagem dele clicando AQUI.

 

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Boeing 737-800 | Gol

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Mais uma aeronave nova para o Hangar de Plástico. A meta é colocar uma por dia. Este é um Boeing 737-800SFP, prefixo PR-GGE (tecnicamente um 737-8EH com serial 35824), para divulgar sua nova (na época) campanha publicitária, denominada “Aqui todo mundo pode voar”, que tinha com principal estrelas simpáticas borboletas laranjas. De maneira lúdica, a campanha utilizou imagens da lagarta e de sua transformação em borboleta para mostrar como era fácil voar com a GOL. O kit, na escala 1/144, é da Revell alemã. Os decais são do Rafael Benassi, da marca brasileira RBX (Set 144-62), com detalhamentos do set de decais original do kit. As winglets e o estabilizador horizontal foram pintados, mas o set RBX traz a opção de decal para eles. A aeronave operou com estas cores até o final de 2010, mas agora já ostenta as cores normais da empresa. Para ver mais fotos deste kit clique AQUI.

Hangar de Plástico | 737-800 | GOL

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Boeing 727-200 | Braniff Calder

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A aeronave acima é uma obra de arte sobre rodas. As fotos deste post mostram o maravilhoso Boeing 727-200 de prefixo N408BN da lendária empresa americana Braniff, que foi pintado pelo artista Alexander Calder (clique AQUI e veja uma foto do avião real). A pintura é oficialmente conhecida como “The Flying Colors of the United States” e foi feita em 1976 para comemorar os 200 anos da Independência (Bicentennial). O avião tinha o apelido de “Sneaky Snake” por duas razões: uma cobra que foi pintada/apagada/pintada de novo no motor esquerdo da aeronave e por uma característica deste 727, que constantemente, voava pendendo para os lados e perdendo altitude, requerendo trabalho dos tripulantes da empresa, que não gostavam dele não. O kit é Minicraft na escala 1/144, com decais exclusivos. Após o fechamento da empresa em 1982, operou com outras companhias e foi destruído em uma explosão no filme Bad Boys de 1995. Porém, na época da pintura de Calder, ele foi mesmo uma obra de arte voadora!!! Para ver mais fotos do kit clique AQUI.

Hangar de Plástico | Calder 727-200

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