Ipanema 202 | Embraer

Este é um Embraer Ipanema da fabricante brasileira Elaga. Excelente kit, este é o modelo out of the box, o 202 movido à álcool, protótipo da Embraer.Kit do mestre Edno Tsukamoto.

Aeronave: Embraer 202 Ipanema
Operador & Registro: Embraer | PT-UBM
Kit: Elaga
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01140

Boeing 727-200 | Avensa

Kit Minicraft de um 727-2D3 Advanced da Avensa (serial 20885, line number 1055), nas cores que usou de 1990 até 2000. Realmente a pintura (esquema Billboard) lembra as origens da empresa, que foi uma subsidiária da Pan Am. Aeronave by Anthony Bell. Belíssimo trabalho.

Aeronave: Boeing 727-2D3 Advanced
Operador & Registro: Avensa | YV-97C
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01027

Boeing 707-369C | Phoenix Brasil

Kit Minicraft do Boeing 707 utilizado pela Phoenix Brasil. Decais Rafael Benassi, RBX.

Aeronave: Boeing 707-369C
Operador & Registro: Phoenix Brasil | PP-PHB
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01033

De Havilland Comet 1 | B.O.A.C.

A aeronave, vista no kit deste post, um Airfix na 1/144 (by DOC), foi o segundo a explodir sem motivo, naquele que foi o maior mistério da aviação nos Anos 50.

O de Havilland Comet, ou simplesmente Comet, origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulencias e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima.

Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora. Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo.

No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Aeronave: De Havilland Comet 1
Operador & Registro: B.O.A.C. | G-ALYP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00949

Caravelle 6R | Panair

Este é mais um belo e gracioso Sud Aviation Caravelle 6R da Panair do Brasil como voava por aqui em 1967. Kit da Airfix by Anthony Bell com decais FCM. Nos anos 60, a empresa foi a introdutora da aviação a jato no Brasil, operando o Sud-Aviation SE-210 Caravelle.

A Panair do Brasil S.A. foi uma das companhias aéreas pioneiras do Brasil. Nasceu como subsidiária de uma empresa norte-americana, a NYRBA (New York-Rio-Buenos Aires), em 1929. Incorporada pela Pan Am em 1930, teve seu nome modificado de Nyrba do Brasil para Panair do Brasil, em referência ao código telegráfico da Pan American World Airways (PANAIR), controladora da empresa.

Foi a principal empresa aérea brasileira entre 1930 e 1950, e perdeu mercado – principalmente no nacional, na década de 1950 com o crescimento da Varig e do Consórcio Real. Desde 1946 as ações da empresa foram sendo transferidas para investidores brasileiras, sendo majoritariamente nacional em 1948.

No final da década de 1950 houve pressões para que a Panair fosse totalmente nacional. Tudo levava a crer, nos bastidores do poder, que a Varig naturalmente se envolveria na aquisição de parte da Panair, porém, ela acabou nas mãos dos grandes empresários Celso da Rocha Miranda e Mário Wallace Simonsen, dono da Rede Excelsior. Tal desfecho incomodou o governo e a própria VARIG, que dava como certa mais uma aquisição de outra empresa aérea nacional.

A empresa teve suas operações aéreas abruptamente encerradas em 10 de fevereiro de 1965, devido a um decreto do governo militar, que suspendeu suas linhas. A opção pela suspensão, ao invés da cassação, foi um mero artifício técnico encontrado pelo governo militar. Assim as operações poderiam ser, na prática, paralisadas de imediato, sem o decurso dos prazos legais de uma cassação. Até hoje suas linhas encontram-se tecnicamente suspensas.

O fechamento total da empresa pelo governo militar só se deu definitivamente em 1969, através de outro ato também inédito na história do direito empresarial brasileiro, um “decreto de falência” baixado pelo Poder Executivo, durante o governo do General Costa e Silva. As linhas internacionais foram cedidas para à Varig e as da Amazônia para a Cruzeiro do Sul.

Aeronave: Sud-Aviation SE-210 Caravelle 6R
Operador & Registro: Panair do Brasil | PP-PDZ
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00082