Dash-8-300 | Taba

Hangar | Dash-8-300 | Taba

O kit representa um De Havilland Canada DHC-8-311 Dash 8, serial number 266, prefixo PT-OKA, utilizado pela TABA (Transportes Aéreos da Bacia Amazônica). O kit é NAZCA, muito bom, detalhado. Os decais originais do avião, também Nazca, possuem bons stencils, que dão um acabamento excelente e criam painéis da aeronave. Um show à parte.

O nome De Havilland Canada Dash-8, atualmente conhecido como Bombardier Dash 8, designa uma série de aeronaves bimotores, turbo-hélice, de médio alcance. O modelo inicial foi lançado em 1984. De 1996 em diante, estas aeronaves passaram a ser designadas como Q Series, com o Q significando quiet (silencioso). Esta designação deriva do novo Sistema de Supressão de Vibração e Ruído (em inglês Noise and Vibration Supression System ou NVS).

A série dispõe de quatro modelos: Q100, Q200, Q300 e Q400. A aeronave deste post é uma aeronave bimotor turbo-hélice de médio-porte, projetada especialmente para uso civil no transporte regional de passageiros, normalmente configurada para 50 assentos (média-densidade) ou 54 assentos (alta-densidade), cujo principal atrativo técnico desenvolvido pelo seu fabricante é a boa flexibilidade para pousar e decolar em pistas curtas ou médias, com obstáculos próximos às cabeceiras ou prolongamentos.

Na verdade, o atual e eficiente Dash Q-300 é uma versão mais refinada de outro sucesso de vendas similar denominado Dash 8-300, com mais de 200 unidades vendidas, principalmente nos mercados norte-americano e europeu.

No Brasil, a empresa TAVAJ operou o Dash-8-200 e as empresas PENTA e TABA operaram o Dash-8-300. A TABA (Transportes Aéreos Regionais da Bacia Amazônica S/A.) foi a primeira regional a entrar em funcionamento, em 1975. Fundada em 1974, deixou de voar em 1999. Os Dash-8-300 (três aeronaves) operaram por pouco tempo, entre 1991 e 1994. Chegaram a operar em Taubaté.

Dash-8-300 | Taba | PT-OKA

Ficha Técnica:

Aeronave:  Canadair Dash-8-300
Registro: Taba Amazônia – PT-OKA
Kit: Nazca
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00931

Transbrasil | Boeing 757-200

Hangar | Boeing 757-200

Novo projeto iniciado… Estou finalizando os decais, que terão quatro opções de cores: PT-TAB (Laranja), PT-TBB (Azul), PT-TDB (Verde) e PT-TEB (Vermelho). Em uma “votação” realizada no meu blog e no Café Modelismo para saber qual das cores eu deveria fazer. Da votação, sairam vencedores os PP-TAB & PP-TBB, ou seja, LARANJAAZUL.

Apenas para ilustrar, a história dos 757 na Transbrasil é a seguinte: os slots dos seriais 22782, 22783 e 22784 seriam modelos 757-2Q4 (Q4 era o código Transbrasil na Boeing) e não foram construídos. Além deles, o slot 24635 produziu aeronave cargueira com este serial para a Transbrasil (757-23APF), que seria o famoso PT-TDA. Não foi recebido pela empresa em 1990, ficou pintado de branco na Boeing por seis meses e foi depois para a Ansett e por várias empresas até, em 01.07.2002, nas cores da DHL, colidir com um TU-154 sobre a Alemanha.

Segundo o livro “Breve História da Aviação Comercial Brasileira” de Aldo Pereira, em 18.08.1981 a Transbrasil anunciou que desejava trocar seus 17 Boeing’s 727-100 por 3 modelos 767-200 e 9 modelos 757-200, em uma encomenda de 418 milhões de dólares. Após, em 24.05.1982, Omar Fontana, dono da empresa, anunciava que pretendia ter um total de 12 aeronaves 757-200 operando em um prazo de cinco anos.

Os primeiros nove 757 foram encomendados junto com os 767 (razão dos três slots iniciais), mas em 19.03.1983 a empresa anunciou que iria adiar indefinidamente a compra dos modelos 757-200, mantendo apenas a encomenda dos 767-200, que teve sua primeira unidade em solo brasileiro exatamente às 08h00 do dia 18.06.1983. Já a história do cargueiro no início dos anos 90, não foi uma encomenda da Transbrasil em si, mas da subsidiária Aerobrasil, apesar de estar em seu nome. Isso ocorreu quando Omar estava afastado da empresa.

Ao retomar a direção, mesmo com uma aeronave (das três encomendadas) já produzida, cancelou a operação e, assim, o Boeing 757 nunca operou na Transbrasil de fato.

Lockheed Electra II | Eastern Air Lines

L-188 Electra - Eastern Airlines

O avião da foto acima é um Lockheed L-188 Electra II da Eastern Air Lines na pintura clássica dos anos 50 chamada “Golden Falcon”. A Eastern foi uma das maiores empresas americanas e existiu entre 1926 e 1991. Sua sede principal era Miami, Florida. No auge, chegou a ter 304 aeronaves e voava para 140 cidades. Foi uma empresa muito influente nos anos 50, capitaneada por Eddie Rickenbaker, lendário executivo da aviação.

Apesar de bem recebido, o avião da Lockheed teve um começo problemático. Após seu primeiro voo em 1957, foi introduzido em operação comercial pela Eastern Air Lines, juntamente com a American, Braniff e KLM. Um total de 170 foram produzidos entre 1957 e 1961.  Pouco depois de sua entrada em serviço, dois graves acidentes envolvendo aeronaves novas da American (03.02.1959) e Braniff (29.09.1957). Nestes acidentes, as asas se separaram dos aviões em um problema estrutrural que, após resolvido, nunca mais trouxe problemas ao L-188 (ele operou décadas na Ponte Aérea Rio-São Paulo pela Varig sem nenhum acidente).

Porém, o Electra ficaria marcado nos Estados Unidos por mais dois acidentes, em rápida sequência. Ainda que por outras razões, os acidentes da Northwest Orient (17.03.1960) e Eastern Air Lines (04.10.1960) acabaram com a reputação da aeronave no país. O Northwest caiu por um erro grosseiro de manutenção e o Golden Falcon prefixo N5533 da Eastern caiu logo após a decolagem do aeroporto Logan International em Boston por chocar-se com um grupo de centenas de Starlings (conhecidos no Brasil como Estorninhos).

O acidente aconteceu às 17h40 quando o voo 1959 da Eastern decolava de Boston (Logan International) com 72 pessoas a bordo (67 passageiros e 5 tripulantes) rumo à cidade de Philadelphia . Após a corrida de decolagem, a aeronave iniciou sua subida e poucos segundos após deixar a Pista 05, chocou-se contra um grupo de Estorninhos. Enquanto praticamente 100 pássaros ficaram na pista, mortos, o Electra iniciou sua luta para manter-se no ar, sem sucesso. Com os motores 1, 2 e 4 fatalmente atingidos por pássaros que entraram em seus sistemas, a aeronave ainda voou por quase um quilômetro e, rolando para a esquerda, perdeu sustentação e caiu verticalmente, com o nariz apontado para a água. Apenas 10 pessoas (entre elas, duas comissárias) sobreviveram.

Eastern Electra N5533

O acidente foi causado pela perda de potência causada pelo choque com as aves, já que a aeronave não conseguiu manter a velocidade e não tinha altura suficiente para tentar uma manobra de emergência. O design do Electra em si não teve culpa nenhuma no acidente, mas foi um ponto crítico na carreira do L-188 nos Estados Unidos. Foram quatro acidentes em um ano e oito meses, com um total de 219 mortos. Demais para a opinião pública.

Eastern Electra N5533

O Kit que representa este Electra II prefixo N5533 é um Minicraft, escala 1/144, montado em 2002. Foi meu primeiro kit montado após sete anos sem praticar o hobby, desde 1995. Inicialmente montado nas cores da American Airlines (veja a primeira foto abaixo), há muito tempo este kit aguardava uma reforma. Usando decais originais da Minicraft, o resultado do trabalho deste final de semana de Páscoa (22 a 24.04.2011) pode ser visto abaixo. Foi o 14º kit finalizado por mim em 2011.

Electra American Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Ficha Técnica:

Aeronave:  Lockheed L-188 Electra II
Registro: Eastern Air Lines – N5533
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00139

Boeing 737-700 | Easyjet

737-700 Easy Jet

O kit visto acima é um Boeing 737-700 na escala 1/144. A moeda de um real dá a idéia do tamanho do avião. Trata-se de uma conversão de um Boeing 737-800 da Revell Alemã. O Boeing 737-700 tem 33,6 metros e pode levar de 149 a 126 passageiros, dependendo da configuração (classe única ou duas classes). O modelo 800 é maior, possui 39,5 metros e pode levar de 162 a 189 passageiros.

Para fazer o modelo 700 é necessário remover uma parte na frente e outra atrás da asa. Na frente 18,7 milímetros (0,74″) e atrás 19,75 milímetros (0,78″). Também é necessário remover o tail bumper (suporte de colisão) na traseira e reposicionar as antenas.  Como já tenho um Boeing 737-700 da Gol na coleção, procurei outra empresa para fazer este modelo.

Procurei os decais para 737-700 em minha coleção e encontrei um BD (Brasil Decals) da Easyjet, uma empresa inglesa de low-fare, exatamente como a Gol. A pintura também é semelhante, com o estabilizador laranja. Em outra coincidência, o avião que eu decidi fazer tem o prefixo G-EZJD (com a pintura especial “Big @ Gatwick” – nome do aeroporto base da empresa em Londres) que hoje em dia, opera na Gol com o prefixo PR-GIN. O kit foi feito no Carnaval, excelente diversão. Foi o 7º kit que eu finalizei em 2011.

737-700 Easyjet

Boeing 737-700 Easyjet

737-700 Easyjet

Boeing 737-700 Easyjet

Boeing 737-700 Easyjet

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 737-700
Registro: Easyjet – G-EZJD
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01115

Boeing 777-200 | Pan Am

Boeing 777-200LR Pan Am

O Boeing 777-200LR que está na imagem acima não existe de verdade. É uma montagem de como teria sido um Boeing 777 nas cores da Pan Am. A empresa, que operou entre 1927 e 1991 foi uma das mais importantes companhias aéreas de todos os tempos. Muitos aviões comerciais foram desenvolvidos em parceria dos fabricantes e a empresa. Um dos exemplos foi o Boeing 747. Infelizmente, razões financeiras e o atentado terrorista de Lockerbie, no início da década de 90, encerrou suas operações.

O Boeing 777 iniciou operações em 1994 e, assim, nunca ostentou as cores da lendária empresa americana. Porém, a magia do nome Pan Am continua até hoje. Como a empresa é uma das minhas favoritas, em um recente Grupo de Montagem, decidi fazer uma dupla de Triple Seven’s como se tivessem operado na Pan Am. Um seria de passageiros (777-200LR) e o outro, na versão cargeuira (777F).

777-200LR - Construction 01

A imagem acima mostra a ficha de acompanhamento de montagens que fiz para o 777 na versão de passageiros. Utilizei kits da marca Minicraft , uma indústria americana, cujos kits são fabricados na China. Ambos os kits (o de passageiros e o cargueiro) receberam diversas modificações e os decais (as marcas de pintura com o nome da empresa, incluindo janelas, portas, títulos, tudo) foi feito por mim e impresso em casa. Meu primeiro primeiro trabalho de decal.

777F Pan Am

A imagem acima mostra a ficha de acompanhamento que fiz para o 777 cargueiro. O que diferencia esta aeronave da versão de passageiros é, em uma visão simplista, a fuselagem totalmente sem janelas, pois nela se transporta apenas carga em containers.

777 Pan Am - O Início

As diversas etapas de construção envolveram o detalhamento dos motores (vistos acima – o tom azul na saída da turbina é um tratamento químico especial anti-corrosão que dá esta cor que desaparece entre 30 a 60 dias de operação da aeronave) e dos trens de pouso, em especial, vistos nas imagens abaixo:

777 Pan Am - Detalhes 01

777 Pan Am - Detalhes 02

Os decais exigiram mais trabalho e um teste em uma fuselagem de outro avião do mesmo modelo:

777 Pan Am - Detalhes 03

Após o teste, uma versão final foi criada (vista abaixo) e ela foi impressa em duas passagens separadas na impressora jato de tinta, uma imprimindo apenas em preto e a segunda, imprimindo a parte colorida. Após, o decal recebeu uma demão de verniz para poder ser aplicado ao kit.

777 Pan Am - Decal

O resultado pode ser visto nas imagens abaixo. Dois belos Triple Seven nas lendárias cores da Pan Am. O de passageiros é um Boeing 777-200LR, prefixo N777PA e com o nome de Clipper Stella Maris (homenagem à minha filha que se chama Stella. O Maris foi só um toque a mais no nome do “veleiro”) e o cargueiro é um 777F (Freighter), prefixo N778PA, batizado Clipper Hercules, ambos com as cores fictícias do que seria a Pan Am em 2007, comemorando seus 80 anos (há até um selo comemorativo disso, veja nas fotos abaixo). Foram ambos construídos em menos de 20 dias (19.03 até 06.04.2011) para o 1º Grupo de Montagem de um outro site de modelismo.

777 Pan Am

777 Pan Am

777 Pan Am

777F Pan Am (Cargo)

777F Pan Am (Cargo)

777F Pan Am (Cargo)

777-200LR Pan Am

777-200LR Pan Am

777-200LR Pan Am

777-200LR Pan Am

777 Pan Am - Detalhes

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 777-200LR
Registro: Pan Am – N777PA
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01064

Aeronave:  Boeing 777-200F
Registro: Pan Am – N778PA
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01065