Embraer Ipanema 201 | FAB

Este kit é um Ipanema baseado no kit da fabricante brasileira Elaga. Excelente kit, foi convertido para representar a primeira geração do Ipanema, o 201. Lindo kit, excelente trabalho, esse é único no mundo! O Ipanema EMB-201 foi fabricado pela Embraer e adquirido pela FAB em 1976 para ser utilizado como rebocador de planadores na AFA – Academia da Força Aérea em Pirassununga. Trabalho Edno Tsukamoto.

Aeronave: Embraer 201 Ipanema | U-19
Operador & Registro: FAB | 1053
Kit: Elaga
Escala: 1/72
Número Hangar: SR01141

Embraer Xavante AT-26 | FAB

Este é um EMB-326GB Xavante da FAB, Kit da marca Supermodel que montei em 1994. Excelente kit. Tenho mais um que será dos hermanos, (para comemorar os 30 anos da Guerra das Malvinas em 2012). Kit bem simples de um avião emblemático na FAB, este é o 4600 do 1/10º GAV (1º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação na terminologia brasileira), sediado na Base Aérea de São Paulo, onde operou de 1976 a 1999 como aeronave de reconhecimento tático/caça. A pintura é o segundo padrão, tal como estava em 1990.

Aeronave: Embraer EMB-326GB | Xavante AT-26 | FAB
Operador & Registro: FAB | 4600
Kit: Supermodel
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00392

Boeing SB-17G | FAB (SAR)

Também há kits militares em Marana, este by Guick. Baseado no Bombardeiro B-17, a famosa Fortaleza Voadora da Segunda Guerra Mundial,  a Força Aérea Brasileira, que nunca usou o modelo como bombardeiro, recebeu algumas unidades e uso para uma finalidade muito especial.

Das 12 B-17 que, efetivamente, tiveram a sua vida operacional na FAB, pelo menos, oito eram SB-17G, entre elas, podemos citar, a FAB 5402, 5406, 5408 e 5409. A FAB 5402 tinha o seu bote salva-vidas na cor alumínio e o radome em preto antiofuscante. No bote trazia a inscrição, nos dois lados superiores de sua proa, FAB e, abaixo, o número 02. Já a SB-17G FAB 5409, esta ilustrada na coleção, tinha o bote pintado com o mesmo amarelo das faixas indicativas do Serviço Internacional de Busca e Salvamento, aplicadas na sua fuselagem e nas asas.

Lamentavelmente, dessas belas máquinas, que fizeram história nos 1º e 2º Esquadrões do 6º Grupo de Aviação, da FAB, após sua desativação, restaram apenas, três: a 5402 que está em monumento na Base Aérea de Recife; a 5408, desmontada, no MUSAL; e a 5400, que foi doada pela FAB ao Museu da Força Aérea dos EUA (USAF). Chegou lá voando, em impecáveis condições de vôo, em 5 de outubro de 1968, pousando na Base Aérea de Andrews, perto de Washington-D.C. Antes de pousá-la, a tripulação brasileira, comandada pelo Major-Aviador Elahir Amaral da Nóbrega, efetuou três belíssimos rasantes sobre a pista, homenageando os milhares de ex-tripulantes de B-17, da 2ª Guerra Mundial, que foram recepcioná-la!

Ao todo, foram dezoito anos, de 1951 a 1969, de ótimos serviços prestados à nossa FAB que, como a última força aérea do mundo a utilizá-la, distinguiu-a da sua função primordialmente guerreira, para transformá-la em mensageira da paz, levando em suas asas a ajuda humanitária e a esperança!

Esta é a SB-17G serial FAB5409, que se acidentou em 1964.

Aeronave: Boeing SB-17G Flying Fortress
Operador & Registro: FAB | 5409
Kit: Revell
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00933

Douglas DC-4 | Cruzeiro (Canopus)

Esse é o segundo da série especial Cruzeiro do Sul, o Douglas DC-4 Skymaster prefixo PP-CCJ, tal como voava no Brasil em 1949. Mais um da Altaya, convertido de versão militar para comercial.

 

Aeronave: Douglas DC-4 Skymaster
Operador & Registro: Cruzeiro do Sul | PP-CCJ
Kit: Altaya
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01685

Douglas DC-4 | Cruzeiro (Sirius)

O Douglas DC-4 Skymaster, derivado do C-54 do US Army veio para o Brasil em 1946 através da Cruzeiro, que utilizou-se de três aeronaves: PP-CCI (Canopus – c/n 10441), PP-CCJ (Sirius – c/n 10322) e PP-CCS (Vega – c/n 27234), os três ex-C-54. O PP-CCI, serial 10441, era um C-54B-1-DC e foi recebido pela Força Aérea do Exército dos Estados Unidos em 13.11.1944 com o registro 42-72336.

Foi entregue para a Cruzeiro em 22.04.1946 e 15.06.1949 foi vendido para a Transocean (N226A). Na vida operacional, passou pela California Eastern Air Lines (mesmo prefixo), Air Liban (OD-ACA em 1954), Air France (F-BIUT em 1959), Aer Turas (EI-AOR em 1965), Africair (ZS-IGC em 1969), Wenela (A2-ZFH em 1971 e ZS-IGC em 1976) e African Lux (9Q-CAM em 1977). Foi derrubado e destruído em 26.11.1977 na Província Tete, em Moçambique.

Cruzeiro, que começou a voar para fora do Brasil após a Segunda Guerra Mundial, ganhou em 1947 o direito de servir New York e Washington com escala em San Juan de Puerto Rico. Para tais voos comprou os Douglas DC-4, mas a empresa precisaria de ajuda governamental para operar nesta rota. Apenas 30 voos de “reconhecimento” foram feitos entre 1948 e 1949. A ajuda não saiu e os DC-4 foram vendidos por 600 mil dólares da época cada um e, com este dinheiro, a empresa adquiriu modelos Convair 340, que chegaram em março de 1954.

Apenas para constar, em 1952 esta rota para os EUA foi tomada da empresa e repassada para a Varig que, inicialmente, disse que não precisava de ajuda, mas acabou por recebê-la meses depois, em mais um caso de benefício da Varig em detrimento das outras empresas da época (dados do livro Breve História da Aviação Brasileira de Aldo Pereira).

Há informações de que os DC-4 voaram em algumas rotas de maior densidade entre cidades brasileiras e chegavam a Buenos Aires, entre 1946 e 1949. Alguns comentam que havia um quarto DC-4, que seria o PP-CCU (s/n 10483), mas acredita-se que essa aeronave nunca operou no Brasil de verdade. Pelo que se sabe, a Cruzeiro “pulou” o registro PP-CCU por motivos óbvios.

Depois, operaram o Skymaster por aqui a Aerovias Brasil (quatro aparelhos), Lóide Aéreo (nove), Paraense (cinco) e Vasp (sete). A Cruzeiro os teve na frota somente até 1949, mas a aviação brasileira operou DC-4 até 1970. Eles podiam transportar 44 passageiros e até seis tripulantes a 310 km/h. A FAB também teve C-54.

O modelo foi feito baseado no modelo da coleção Bombardeiros da Segunda Guerra, vendido no Brasil pela Planeta DeAgostini, com modelos Altaya (Espanha). Estão à venda nas bancas com pintura da US Army. A escala é 1/144 e ficam iguais em proporções e aspecto aos Minicraft. Comprei dez para fazer mais versões deste lendário avião.

Os decais são do Leonardo Prado, LPS (veja link abaixo). Deu para fazer os dois (CCI & CCJ) com uma folha. Pintei as janelas e acertei os cockpits. Sobre a pintura, anotem um detalhe: apesar de ser raro achar foto deles, as hélices eram prata e as pontas estavam pintadas de azul, segundo pude encontrar na pesquisa para fazer estes modelos.

Aeronave: Douglas DC-4 Skymaster
Operador & Registro: Cruzeiro do Sul | PP-CCI
Kit: Altaya
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01684