HS Buccaneer S.2B | RAF

O Blackburn (depois Hawker Siddeley) Buccaneer foi uma aeronave dos Anos 50, desenvolvido como avião de ataque nuclear para missões de alta capacidade e em alta velocidade. Seria usado (como foi) pela RAF e Royal Navy da Inglaterra entre 1962 e 1994. O único operador no exterior foi a Força Aérea da África do Sul. Foram produzidos pouco mais de 200 destes aviões, dos quais 46 do modelo S.2B (estes construídos pela HS entre 1973 e 1977), com capacidade para lançar mísseis Martel, realizando missões anti-radar e anti-navio.

A carreira do Buccaneer já estava quase encerrada quando, na Guerra do Golfo (1991) a RAF já em plena campanha, se deu conta de que precisava de uma aeronave para “iluminar” alvos para ataques com bombas guiadas a laser. Os aviões que tinham esta capacidade eram estes, da base aérea de Lossiemouth. Assim, treze aeronaves foram pintadas às pressas na cor “Desert Sand” (também chamada de Desert Pink) e enviadas para o Golfo, para apoiar Tornados e outras aeronaves. Fizeram muitas missões de apoio e também lançaram bombas Paveway de 1.000lbs, conseguindo inclusive, destruir um C-130 iraquiano capturado.

O kit é um Airfix (A04049) na escala 1/72 com os decais da versão recém lançada. Aliás, o decal é bom de ser aplicado, mas traz um erro que só fui perceber após a conclusão do kit e aplicação de verniz. A marcação vem para se fazer o XW895 quando a aeronave que operou no Golfo era o XX895 (XW895 era um Gazelle). Foi montado em 2012.

No mais, kit dos anos 80 da Airfix, baseado no kit original (série S.1), com todas as desvantagens disso: não há detalhes em rodas, nada no cockpit (há decal para painéis, mas o resultado é fraco). Acabei montando este com o Royal Navy XV344, kit que já tinha há anos e notei que a nova versão (que faz RAF, Royal Navy e SAAF) tem um set extra de cabides e armamentos para se fazer a versão da Guerra do Golfo. Atenção para a cor: apesar de a caixa trazer o kit em cor errada (mais para o sand) a cor correta é a 250 (Desert Sand).

Baixei flaps, fiz detalhamento de relevo e optei por fazer a aeronave estacionada com marcações de proteção de sistemas e coberturas nas entradas e saídas de ar dos motores e do iluminador laser (asa esquerda). Enfim, é um bonito avião e fazia falta na coleção!

A base que fiz para este kit é de MDF, com o desenho de tarmac baseado em modelos que se encontra na Internet, no qual adicionei os símbolos do esquadrão e dados do modelo. Achei o resultado excelente e pretendo fazer isso para os demais aviões que montar de hoje em diante, pois valoriza o modelo.

Aeronave: HS Buccaneer S.2B
Operador & Registro: Royal Air Force (RAF) | XX895
Kit: Airfix
Escala: 1/72
Número Hangar: SR01619

Wessex HU.5 | RAF

Este também está no diorama “SS Atlantic Conveyor”. Um antigo kit Matchbox do helicóptero Westland Wessex HU.5 que eu recuperei, dobrei as pás, fechei a entrada de ar (vermelho) e as saídas de ar dos motores (cinza) e por aí vai. O XT468 afundou com o Atlantic Conveyor em maio de 1982.

Aeronave:Westland Wessex HU.5
Operador & Registro: Royal Air Force | RAF | XT468
Kit: Matchbox
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00364

BAe. Sea Harrier FRS.1 | Royal Navy

BAe. Sea Harrier FRS.1 da Royal Navy código ZA-177 que foi transportado pelo  “Atlantic Conveyor” na Falklands War.

Aeronave: BAe. Sea Harrier FRS.1
Operador & Registro: Royal Navy | ZA-177
Kit: Airfix (Esci)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00796

AMD Mirage IIIEA | FAA

Este avião está em um diorama, uma representação que mostra a aeronave em condições reais. Nele está o Mirage IIIEA da Fuerza Aerea Argentina de código I-014, que esteve entre os primeiros a entrar em combate no dia 1º de maio de 1982, nas mãos do 1º Tenente Roberto Yebra.

Kit Revell 1/72 com a base Airfix de um set que vem com o Harrier GR.3. Os soldados e pilotos vem de diversos sets e o trator é de metal, comprado nos EUA. Faz parte de um conjunto de dois dioramas, sendo o outro do R.M.S Atlantic Conveyor, que participou da campanha das Falklands/Malvinas em 1982. O segundo diorama mostra parte do deck deste cargueiro com dois Harrier’s GR3, um Sea Harrier FRS.1 e um Wessex entre vários containeres.

Fiz em 2012 para a comemoração de 30 Anos da Guerra das Malvinas/Falklands. Este diorama ganhou medalha de prata no 17 Open GPC de Campinas em 2012.

Aeronave: AMD Mirage IIIEA
Operador & Registro: Fuerza Aerea Argentina (FAA) | I-014
Kit: Revell
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00513

P-51B Mustang | USAAF

Comemorando o lançamento do filme Red Tails, contando a história, vejam abaixo meu P-51B do 332FG, o famoso Tuskegee Group, formado só com negros, no final de 2ª Guerra Mundial. Esse é um Hasegawa 1/48 do mestre Tsukamoto e inclui um piloto. Na realidade, ele tem nome: o “Topper III” é um clássico, que foi pilotado pelo Capitão Ed Toppins do 99th Fighter Squadron, parte do 332nd Fighter Group.

Em 1940, o presidente Franklin D. Roosevelt ordenou a criação de uma unidade aérea só de negros. Nascia assim o famoso 99º Esquadrão de Caça da USAAF. A base de treinamento para a nova unidade foi instalada numa região isolada: a cidade de Tuskegee, no Alabama. Ali funcionava um centro de treinamento para pilotos civis no Tuskegee Institute, onde foram recrutados os instrutores. O treinamento começou na primavera de 1941 e o progresso foi lento. Em 2 de setembro de 1941 o então Capitão Benjamim O. Davis Jr. Tornou-se o primeiro oficial negro do exercito dos EUA a solar um avião. Dos 13 primeiros alunos de Tuskegee, o capitão Davis e mais quatro pilotos ganharam suas asas em março de 1942.

A instrução primaria era feita normalmente no biplano Stearman PT 17 fora da cidade de Tuskegee. O treino básico acontecia no Vultee BT 13A e o avançado no AT-6, ambos em Tuskegee e ministrado por instrutores brancos. Os treinos de tiro real eram feitos na base aérea do exercito de Eglin, Florida, com aviões AT-6. depois da formatura em Tuskegee e já familiarizado com o Curtiss P-40, os Pilotos recebiam instruções de voo acrobático e em formação em Selfridge Field, Michigan. Já na Europa, usaram o P-51B Mustang que ficaram famosos por suas caudas vermelhas.

Sobre o EsquadrãoTuskegee Airmen, vejamos o que disse o General Ronald R. Fogleman, Chefe do Estado-Maior, Força Aérea dos Estados Unidos: “O Ten Gen Benjamin O. Davis, Jr., sofreu cerca de 4 anos de brutal isolamento em West Point por causa do preconceito dos cadetes contra os afro-americanos. Mas ele perseverou e obteve sua patente. Ao ingressar no serviço ativo, enfrentou diversas formas de preconceito, mas a oportunidade de servir seu país não lhe seria negada. Buscou com denodo a oportunidade de voar e chefiou o núcleo inicial dos Tuskegee Airmen no treinamento de vôo, em 1941.

Em seguida, comandou o primeiro esquadrão de caça dos Estados Unidos em combate na Segunda Guerra Mundial inteiramente composto por negros, ajudando a provar falsos os mitos da incapacidade dos negros para voar e combater.

Depois disso, o General Davis liderou o primeiro grupo de caça inteiramente composto por negros na Europa, distinguindo-se grandemente. Seu 332º Grupo de Caça não perdeu um único bombardeiro em 200 missões de escolta. O Grupo recebeu, além disso, uma Citação de Unidade Emérita por uma missão de escolta a Berlim, de 1600 milhas, que resultou na derrubada de 3 jatos Me-262, em março de 1945.

Em última análise, o General Davis teve uma longa e ilustre carreira militar durante a qual desempenhou um papel central na integração bem sucedida dos afro-americanos na nossa Força Aérea. Podemos aprender muito com sua perseverança extraordinária e com sua disposição de subordinar os interesses pessoais ao serviço de seu país, mesmo nas circunstâncias mais adversas.”

Enfim: os aviadores negros foram tão meticulosamente treinados e cobrados que acabaram se tornando uma das melhores (talvez a melhor) equipes aéreas americanas na guerra. E, no entanto, ironicamente, apesar de soldados notáveis e heróicos, se estivessem no mesmo trem com prisioneiros alemães (brancos) teriam de ceder seus lugares a eles – um absurdo deplorável…

O filme Red Tails

A história do filme é assinada por George Lucas, que também financia o longa. O nome Red Tails vem das traseiras dos aviões pintadas de vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, da esquadra dos Tuskegee Airmen.

Aeronave: North American P-51B Mustang
Operador & Registro: USAAF | Red Tails
Kit: Hasegawa
Escala: 1/72
Número Hangar: SR01210