L-1049 Constellation | TAP

Constellation TAP

Lockheed L-1049G Super Constellation serial 4616, prefixo CS-TLA, batizado de Vasco da Gama, que operou nas cores da empresa portuguesa TAP – Transportes Aéreos Portugueses entre 08.08.1955 e 31.10.1967, inicialmente sem radar, recebendo-o apenas em 1961 (o último da frota a ter o equipamento instalado). Foi encomendado novo de fábrica e foi entregue em 07.1955 junto com o CS-TLB, sem radar e sem tanques nas pontas das asas. Ao ser retirado de uso pela empresa, participou da Guerra de Biafra e, mais tarde, foi preservado em Faro por alguns anos, sendo usado como restaurante, até ser destruído por vândalos em 1999. Kit Minicraft, escala 1/144, com decais Classic Airliners.

Constellation TAP

Constellation TAP

A HISTÓRIA DOS CONSTELLATION NA TAP

Em Dezembro de 1953, a primeira administração da nova TAP S.A.R.L, depois da transformação do anterior serviço público designado por Transportes Aéreos Portugueses, apressou-se a promover um estudo visando a remodelação da frota da empresa, com vista a poder oferecer um serviço de transporte aéreo moderno, de qualidade e compatível com as necessidades crescentes da linha de África, onde ainda operava com o velho e obsoleto “Dakota”. A reconversão dos velhos “Skymaster” adquiridos à KLM, foi uma medida transitória, entretanto decidida, enquanto se procediam a esses estudos para a selecção de um avião moderno para o longo curso.

Havia urgentemente que aumentar a capacidade, reduzir os tempos de voo e melhorar a qualidade do serviço. Foi assim, que a TAP encomendou à Lockheed três “Super Constellation L1049G”, também conhecidos na gíria aeronáutica por “Connie’s”, entretanto entregues na sua fábrica de Burbank (Califórnia), em Agosto e Setembro de 1955 (CS-TLA, CS-TLB e CS-TLC). Para a TAP iniciava-se a era dos “Super”, um salto qualitativo importante, já que cada novo avião significava em tonelagem e capacidade de transporte o correspondente a dois “Skymaster” ou quatro “Dakota”.

Após terem efectuado alguns voos de instrução em Lisboa, entraram ao serviço comercial da TAP a 27 de Novembro de 1955 na linha Lisboa – Luanda (que passou de 22 horas de voo para 15) e Lourenço Marques (22 em vez de 31), numa frequência bissemanal. Em Junho de 1958 um L1049H (CS-TLD) foi recebido da Seabord & Western americana, para operar durante um ano. Esta versão, basicamente idêntica ao modelo “G”, possuía a fuselagem da versão cargueira militar modelo 1049F, o chão da cabina era reforçado para utilização de carga e um peso em vazio bastante superior.

A aquisição de dois L1049-G em segunda mão em Maio de 1961 (CS-TLE e CS-TLF) permitiram à TAP adicionar novas rotas e outros destinos a este equipamento. De salientar a particularidade destes aviões virem munidos com radar de tempo, que lhes acrescentou um nariz mais comprido, e tanques suplementares nas pontas das asas (os “tip-tanks” como são vulgarmente conhecidos estes apêndices). O nariz alongado incorporando o radar de tempo foi mais tarde introduzido nos três primeiros aviões da empresa, aumentando a sua segurança e operacionalidade.

Finalmente a 14 de Setembro de 1967 pelas 17:35 locais, chegou a Lisboa proveniente do Rio de Janeiro o último voo do “Super Constellation” na TAP, o CS-TLC, tendo sido de imediato vendidos a um “broker” americano de Miami, a International Aerodyne Incorporated. Assim se fez a história dos Super Constellation na TAP, a “era da hélice” como muitos lhe chamaram, o avião que marcou sem sombra de dúvida uma geração que dificilmente será esquecida.

Na TAP, para os seus pilotos o avião recebeu a alcunha de “rebelde”, pois dificilmente se deixava domar!

Ficha Técnica:

Aeronave: Lockheed Super Constellation L1049G
Registro: TAP – CS-TLA
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00994

L-1011 Tristar | Delta

O Lockheed L-1011 Tristar, também conhecido como L-1011, foi o terceiro avião a jato de passageiros do tipo widebody a entrar em operações. Foi precedido pelos modelos Boeing 747 e o McDonnell Douglas DC-10. Assim como o DC-10, o TriStar é um avião trijato. Entre 1968 e 1984, a Lockheed produziu um total de 250 TriStars. Devido ao baixo número de vendas, após o encerramento do projeto L-1011, a Lockheed se retirou do mercado de aviões comerciais.

A Delta Air Lines foi a empresa que operou o maior número de L-1011 Tristar, 54 ao todo. A Cathay Pacific eventualmente se tornou a maior empresa não americana desta aeronave após adquirir muitos dos aviões da Eastern Airlines após a falência da companhia, operando assim, um total de 21 aeronaves.

Este, em particular é famoso… Na tarde abafada e chuvosa de 21 de agosto de 1985, o N726DA caiu segundos antes do pouso em Dallas. Era o voo 191 e ele mudaria a história da aviação. O grande trijato que até então sofrera apenas dois acidentes fatais em quase 14 anos de carreira, deixou poucos sobreviventes no Texas. Curiosamente, nem este e nem os dois acidentes anteriores foram ocasionados por falhas da aeronave.

De fato, naquela tarde em Dallas, o Tristar não caiu, mas foi derrubado, varrido dos céus por uma força sobre-humana. O que o derrubou ganhou o nome de Windshear (literalmente, Tesouras de Vento), um fenômeno que derrubava aviões com frequência mas que, com os avanços da investigação deste acidente, foi praticamente eliminado como risco no mundo todo. Leia mais nos links abaixo. Em breve teremos uma matéria própria sobre o assunto.

O kit é um Lockheed L-1011 Tristar da Airfix na 1/144, com marcas Delta Air Lines by Mark Borer. Os detalhes na fuselagem são feitos por mim e, os principais, Nazca. As antenas serão colocadas depois da minha mudança para o novo apartamento. Achei legal a foto dos meus dois Tristar, Eastern e Delta juntos.

Ficha Técnica:

Aeronave:  Lockheed Tristar
Registro: Delta Air Lines – N726DA
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01017

Lockheed Electra II | Eastern Air Lines

L-188 Electra - Eastern Airlines

O avião da foto acima é um Lockheed L-188 Electra II da Eastern Air Lines na pintura clássica dos anos 50 chamada “Golden Falcon”. A Eastern foi uma das maiores empresas americanas e existiu entre 1926 e 1991. Sua sede principal era Miami, Florida. No auge, chegou a ter 304 aeronaves e voava para 140 cidades. Foi uma empresa muito influente nos anos 50, capitaneada por Eddie Rickenbaker, lendário executivo da aviação.

Apesar de bem recebido, o avião da Lockheed teve um começo problemático. Após seu primeiro voo em 1957, foi introduzido em operação comercial pela Eastern Air Lines, juntamente com a American, Braniff e KLM. Um total de 170 foram produzidos entre 1957 e 1961.  Pouco depois de sua entrada em serviço, dois graves acidentes envolvendo aeronaves novas da American (03.02.1959) e Braniff (29.09.1957). Nestes acidentes, as asas se separaram dos aviões em um problema estrutrural que, após resolvido, nunca mais trouxe problemas ao L-188 (ele operou décadas na Ponte Aérea Rio-São Paulo pela Varig sem nenhum acidente).

Porém, o Electra ficaria marcado nos Estados Unidos por mais dois acidentes, em rápida sequência. Ainda que por outras razões, os acidentes da Northwest Orient (17.03.1960) e Eastern Air Lines (04.10.1960) acabaram com a reputação da aeronave no país. O Northwest caiu por um erro grosseiro de manutenção e o Golden Falcon prefixo N5533 da Eastern caiu logo após a decolagem do aeroporto Logan International em Boston por chocar-se com um grupo de centenas de Starlings (conhecidos no Brasil como Estorninhos).

O acidente aconteceu às 17h40 quando o voo 1959 da Eastern decolava de Boston (Logan International) com 72 pessoas a bordo (67 passageiros e 5 tripulantes) rumo à cidade de Philadelphia . Após a corrida de decolagem, a aeronave iniciou sua subida e poucos segundos após deixar a Pista 05, chocou-se contra um grupo de Estorninhos. Enquanto praticamente 100 pássaros ficaram na pista, mortos, o Electra iniciou sua luta para manter-se no ar, sem sucesso. Com os motores 1, 2 e 4 fatalmente atingidos por pássaros que entraram em seus sistemas, a aeronave ainda voou por quase um quilômetro e, rolando para a esquerda, perdeu sustentação e caiu verticalmente, com o nariz apontado para a água. Apenas 10 pessoas (entre elas, duas comissárias) sobreviveram.

Eastern Electra N5533

O acidente foi causado pela perda de potência causada pelo choque com as aves, já que a aeronave não conseguiu manter a velocidade e não tinha altura suficiente para tentar uma manobra de emergência. O design do Electra em si não teve culpa nenhuma no acidente, mas foi um ponto crítico na carreira do L-188 nos Estados Unidos. Foram quatro acidentes em um ano e oito meses, com um total de 219 mortos. Demais para a opinião pública.

Eastern Electra N5533

O Kit que representa este Electra II prefixo N5533 é um Minicraft, escala 1/144, montado em 2002. Foi meu primeiro kit montado após sete anos sem praticar o hobby, desde 1995. Inicialmente montado nas cores da American Airlines (veja a primeira foto abaixo), há muito tempo este kit aguardava uma reforma. Usando decais originais da Minicraft, o resultado do trabalho deste final de semana de Páscoa (22 a 24.04.2011) pode ser visto abaixo. Foi o 14º kit finalizado por mim em 2011.

Electra American Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Electra Eastern Airlines

Ficha Técnica:

Aeronave:  Lockheed L-188 Electra II
Registro: Eastern Air Lines – N5533
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00139