Caravelle 6R | Panair

Este é mais um belo e gracioso Sud Aviation Caravelle 6R da Panair do Brasil como voava por aqui em 1967. Kit da Airfix by Anthony Bell com decais FCM. Nos anos 60, a empresa foi a introdutora da aviação a jato no Brasil, operando o Sud-Aviation SE-210 Caravelle.

A Panair do Brasil S.A. foi uma das companhias aéreas pioneiras do Brasil. Nasceu como subsidiária de uma empresa norte-americana, a NYRBA (New York-Rio-Buenos Aires), em 1929. Incorporada pela Pan Am em 1930, teve seu nome modificado de Nyrba do Brasil para Panair do Brasil, em referência ao código telegráfico da Pan American World Airways (PANAIR), controladora da empresa.

Foi a principal empresa aérea brasileira entre 1930 e 1950, e perdeu mercado – principalmente no nacional, na década de 1950 com o crescimento da Varig e do Consórcio Real. Desde 1946 as ações da empresa foram sendo transferidas para investidores brasileiras, sendo majoritariamente nacional em 1948.

No final da década de 1950 houve pressões para que a Panair fosse totalmente nacional. Tudo levava a crer, nos bastidores do poder, que a Varig naturalmente se envolveria na aquisição de parte da Panair, porém, ela acabou nas mãos dos grandes empresários Celso da Rocha Miranda e Mário Wallace Simonsen, dono da Rede Excelsior. Tal desfecho incomodou o governo e a própria VARIG, que dava como certa mais uma aquisição de outra empresa aérea nacional.

A empresa teve suas operações aéreas abruptamente encerradas em 10 de fevereiro de 1965, devido a um decreto do governo militar, que suspendeu suas linhas. A opção pela suspensão, ao invés da cassação, foi um mero artifício técnico encontrado pelo governo militar. Assim as operações poderiam ser, na prática, paralisadas de imediato, sem o decurso dos prazos legais de uma cassação. Até hoje suas linhas encontram-se tecnicamente suspensas.

O fechamento total da empresa pelo governo militar só se deu definitivamente em 1969, através de outro ato também inédito na história do direito empresarial brasileiro, um “decreto de falência” baixado pelo Poder Executivo, durante o governo do General Costa e Silva. As linhas internacionais foram cedidas para à Varig e as da Amazônia para a Cruzeiro do Sul.

Aeronave: Sud-Aviation SE-210 Caravelle 6R
Operador & Registro: Panair do Brasil | PP-PDZ
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00082

 

Caravelle 6R | Cruzeiro

Um clássico Caravelle, modelo 6R, nas primeiras cores da Cruzeiro em 1967. Kit Heller com decais FCM by DOC. Reparem nos motores modificados.

Ficha Técnica:

Aeronave:  Caravelle 6R 
Registro: Cruzeiro – PP-PDX
Kit: Heller
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01023

 

DH Comet 4 | Aerolineas Argentinas

Kit modificado na escala 1/144 da Airfix. A aeronave mostra o prefixo LV-AIB e é um Comet 4C, serial 06460. Operou na Argentina entre 1962 e 1971, sendo repassado para a Dan Air London naquele ano e retirado de uso em 1977. Em novembro de 1978 foi desmontado em Lasham.

Esta aeronave foi o único Comet 4C da empresa argentina, tinha capacidade para 102 passageiros. Ele foi recebido para repor parte da frota da Aerolineas Argentinas perdida em acidentes. Foi o sétimo e último Comet na frota azul e tinha o nome de “Presidente Kennedy”. Aliás, pouca gente sabe, mas um dos Comet da Aerolineas Argentinas foi perdido em Campinas. A aeronave LV-AHO foi perdida em Buenos Aires, a LV-AHP em Assunção e o LV-AHR, de nome “Alborada” foi perdido em Campinas, São Paulo, no dia 23 de novembro de 1961, destruído próximo à cabeceira da pista do aeroporto de Viracopos ao iniciar a decolagem com destino a Trinidad, na rota para os Estados Unidos. Nesse acidente Faleceram 12 tripulantes e 40 passageiros.

– G-AROV, MEA NTU.
– LV-PTS, Aerolíneas Argentinas (pasavante) 26.04.62
– LV-AIB, Aerolíneas Argentinas “Presidente Kennedy”
– G-AROV Dan-Air London 10.71
– WFU Lasham 3.10.77
– Broken up 11.78

 

Ficha Técnica:

Aeronave:  De Havilland Comet 4
Registro: Aerolineas Argentinas – LV-AIB (circa 1960)
Kit: Airfix (modificado)
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01022

BAC One-eleven 500 | Transbrasil

O avião deste post é um One Eleven, como ficou conhecido no mundo ou “jatão” no Brasil. O projeto que deu origem ao BAC 1-11 tem sua origem nos anos 50, através da Hunting Aircraft, na forma de uma aeronave a jato com capacidade para 45 passageiros, chamada inicialmente de Hunting H107. Após a incorporação desta empresa pela British Aircraft Corporation (BAC) em 1960, o projeto foi modificado. O avião cresceu: a capacidade passou para 65 passageiros em configuração 2×3.

Em 1961 foi então lançado oficialmente o BAC 1-11, mais conhecido por One-Eleven. Sua cauda em forma de T, moda na época, custou caro ao fabricante: em um vôo de testes, descobriu-se um fenômeno que aflige especialmente aeronaves nesta configuração: em elevados ângulos de ataque, as asas projetam uma “sombra” aerodinâmica que priva os profundores do fluxo de ar, tornando-os inoperantes, um fenômeno conhecido como “deep stall”. Perdeu-se assim o segundo protótipo, em 1962. Este acidente acabou por atrasar a homologação e entrada em serviço.

A série inicial do modelo, conhecida como 200, foi homologada somente em abril de 1965. Seguiram-se três novas versões, a 300 e 400, com maiores capacidade de combustível e reforços estruturais. Surgiu também a versão 475: esta contava com motores mais potentes, especiais para operar em aeroportos de pistas curtas, em altas elevações e altas temperaturas (hot and high). A última e mais popular versão foi a série 500, com maior envergadura e fuselagem alongada em 4,16 metros, para até 94 passageiros, equipada com motores mais potentes.

No Brasil, a VASP e a FAB operaram dois 400 cada uma e a Sadia/Transbrasil utilizou um total de 10 aeronaves da série 500, apelidados pela empresa de “Jatões”. O PP-SDS é um dos aviões da Transbrasil, com uma pintura denominada Trigo (veja as demais na imagem acima). O kit é uma conversão do kit Airfix (código 03178). Enjoy!!!

Ficha Técnica:

Aeronave:  BAC One-eleven 500
Registro: Transbrasil – PP-SDS
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00014

Grummam Avenger | White 97

Peguei um Grummam Avenger antigo, montado em 1995, nas cores de uma aeronave do USS Yorktown e fiz um Check D, com a pintura de uma aeronave do porta-aviões USS Shangri-La, CV-38 (Classe Essex). O White 90 também participou da campanha de Okinawa com o Air Group 85 (VB-85), que possuía Helldiver’s, Avenger’s e Corsair’s. Kit Airfix, escala 1/72, reformado em janeiro de 2013.

Grummam Avenger White 97 US Navy

Grummam Avenger White 97 US Navy

Grummam Avenger White 97 US Navy

Ficha Técnica:

Aeronave: Grummam Avenger
Registro: US Navy – White 97
Kit: Airfix
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00417