L-1011 Tristar | Delta

O Lockheed L-1011 Tristar, também conhecido como L-1011, foi o terceiro avião a jato de passageiros do tipo widebody a entrar em operações. Foi precedido pelos modelos Boeing 747 e o McDonnell Douglas DC-10. Assim como o DC-10, o TriStar é um avião trijato. Entre 1968 e 1984, a Lockheed produziu um total de 250 TriStars. Devido ao baixo número de vendas, após o encerramento do projeto L-1011, a Lockheed se retirou do mercado de aviões comerciais.

A Delta Air Lines foi a empresa que operou o maior número de L-1011 Tristar, 54 ao todo. A Cathay Pacific eventualmente se tornou a maior empresa não americana desta aeronave após adquirir muitos dos aviões da Eastern Airlines após a falência da companhia, operando assim, um total de 21 aeronaves.

Este, em particular é famoso… Na tarde abafada e chuvosa de 21 de agosto de 1985, o N726DA caiu segundos antes do pouso em Dallas. Era o voo 191 e ele mudaria a história da aviação. O grande trijato que até então sofrera apenas dois acidentes fatais em quase 14 anos de carreira, deixou poucos sobreviventes no Texas. Curiosamente, nem este e nem os dois acidentes anteriores foram ocasionados por falhas da aeronave.

De fato, naquela tarde em Dallas, o Tristar não caiu, mas foi derrubado, varrido dos céus por uma força sobre-humana. O que o derrubou ganhou o nome de Windshear (literalmente, Tesouras de Vento), um fenômeno que derrubava aviões com frequência mas que, com os avanços da investigação deste acidente, foi praticamente eliminado como risco no mundo todo. Leia mais nos links abaixo. Em breve teremos uma matéria própria sobre o assunto.

O kit é um Lockheed L-1011 Tristar da Airfix na 1/144, com marcas Delta Air Lines by Mark Borer. Os detalhes na fuselagem são feitos por mim e, os principais, Nazca. As antenas serão colocadas depois da minha mudança para o novo apartamento. Achei legal a foto dos meus dois Tristar, Eastern e Delta juntos.

Ficha Técnica:

Aeronave:  Lockheed Tristar
Registro: Delta Air Lines – N726DA
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01017

Comet IA | BOAC

Hangar de Plástico | Comet 1 | G-ALYP

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Hangar de Plástico | Comet | G-ALYP

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulências e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima. Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora.

Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo. No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Ficha Técnica:

Aeronave: De Havilland Comet I
Registro: BOAC – G-ALYP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00949