BAC One-eleven 500 | Transbrasil

O avião deste post é um One Eleven, como ficou conhecido no mundo ou “jatão” no Brasil. O projeto que deu origem ao BAC 1-11 tem sua origem nos anos 50, através da Hunting Aircraft, na forma de uma aeronave a jato com capacidade para 45 passageiros, chamada inicialmente de Hunting H107. Após a incorporação desta empresa pela British Aircraft Corporation (BAC) em 1960, o projeto foi modificado. O avião cresceu: a capacidade passou para 65 passageiros em configuração 2×3.

Em 1961 foi então lançado oficialmente o BAC 1-11, mais conhecido por One-Eleven. Sua cauda em forma de T, moda na época, custou caro ao fabricante: em um vôo de testes, descobriu-se um fenômeno que aflige especialmente aeronaves nesta configuração: em elevados ângulos de ataque, as asas projetam uma “sombra” aerodinâmica que priva os profundores do fluxo de ar, tornando-os inoperantes, um fenômeno conhecido como “deep stall”. Perdeu-se assim o segundo protótipo, em 1962. Este acidente acabou por atrasar a homologação e entrada em serviço.

A série inicial do modelo, conhecida como 200, foi homologada somente em abril de 1965. Seguiram-se três novas versões, a 300 e 400, com maiores capacidade de combustível e reforços estruturais. Surgiu também a versão 475: esta contava com motores mais potentes, especiais para operar em aeroportos de pistas curtas, em altas elevações e altas temperaturas (hot and high). A última e mais popular versão foi a série 500, com maior envergadura e fuselagem alongada em 4,16 metros, para até 94 passageiros, equipada com motores mais potentes.

No Brasil, a VASP e a FAB operaram dois 400 cada uma e a Sadia/Transbrasil utilizou um total de 10 aeronaves da série 500, apelidados pela empresa de “Jatões”. O PP-SDS é um dos aviões da Transbrasil, com uma pintura denominada Trigo (veja as demais na imagem acima). O kit é uma conversão do kit Airfix (código 03178). Enjoy!!!

Ficha Técnica:

Aeronave:  BAC One-eleven 500
Registro: Transbrasil – PP-SDS
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00014

Douglas DC-3 | Real-Nacional

Os aviões são bonitos, mas a história é complicada… Houve um agrupamento de empresas aéreas no Brasil chamado consórcio Real-Aerovias-Aeronorte-Nacional, criado pela união destas empresas. Mais conhecido pelo nome Real surgiu após o final da Segunda Guerra, quando o transporte aéreo se popularizou, seja pela necessidade de locomoção com a expansão da economia, seja com a facilidade de obtenção de aeronaves militares excedentes de guerra, muitas delas novas ainda, a preços muito baixos. Baixos também eram os preços das passagens do consórcio que reuniu Real, Aerovias Brasil e Nacional, que ofereciam competição à Panair e Varig. E não apenas no Brasil: a Real foi a pioneira em vôos para o Japão.

O Consórcio Real-Aerovias existiu até os anos 60. Nessa época, por problemas financeiros em face dos desafios que a empresa enfrentava por ser muito atuante, em manobras questionadas até hoje, tal como aconteceria depois com a Panair, o Consórcio Real-Aerovias foi absorvido pela Varig. Segundo dados do site SP Modelismo, a Real teve duas pinturas básicas: a primeira basicamente em alumínio natural, com os dizeres em verde e com as listras horizontais na cauda na mesma cor (o DC-3 todo em metal em 1957) e o segundo, variante do primeiro, apenas com o branco na metade superior da fuselagem, o que se tornou comum a todos os aviões dessa época em diante (1958).

Já mais à frente, no final de sua história, a Real passou a ter o nome-fantasia de Real-Aerovias-Brasília e esta tinha um logo verde na cauda, com os desenhos de Oscar Niemeyer referentes à nova capital federal, também repetidos entre as janelas, mas com as cores azul e amarelo (em breve, outro DC-3 de Marana terá estas cores).

A Aerovias voou com os DC-3 entre 1945 e 1961, chegando a operar um total de 30 aeronaves, inclusive o de prefixo YS-22 arrendado da TACA. Os outros DC-3 da Aerovias foram os: PP-AVI, PP-AVJ, PP-AVK, PP-AVL, PP-AVM, PP-AVN, PP-AVO, PP-AVP, PP-AVQ, PP-AVR, PP-AVS, PP-AVT, PP-AVU, PP-AVV, PP-AVW, PP-AVY, PP-AVZ, PP-AXD, PP-AXE, PP-AXF, PP-AXG, PP-AXI, PP-AXJ, PP-AXK, PP-AXL, PP-AXV, PP-AXW, PP-AXY, PP-AXZ; Quando a Varig adquiriu o controle do consórcio Real-Aerovias-Aeronorte-Nacional, os DC-3 PP-AVJ/L/N/T passaram pra a empresa gaúcha, tendo o AVJ seu prefixo mudado para VDM.

A REAL (Redes Estaduais Aéreas Limitada), com 38 aeronaves DC-3 entre 1943 e 1961 foi a maior, mas com a incorporação de outras empresas do consórcio Real-Aerovias-Nacional. Chegou a operar em meados dos anos 50 mais de 100 aviões DC-3 ao mesmo tempo. Os DC-3 da Real receberam os prefixos: PP-YQA, PP-YQB, PP-YQF, PP-YQG, PP-YQH, PP-YQJ, PP-YQK, PP-YQL, PP-YQM, PP-YQN, PP-YQO, PP-YQP, PP-YQQ, PP-YQR, PP-YQS, PP-YPA, PP-YPB, PP-YPC, PP-YPG, PP-YPH, PP-YPI, PP-YPJ, PP-YPK, PP-YPL, PP-YPM, PP-YPN, PP-YPO, PP-YPP, PP-YPQ, YPR, PP-YPS, PP-YPT, PP-YPU, PP-YPV, PP-YPW, PP-YPX, PP-YPY, PP-YPZ. Quando a Varig assumiu o controle da Real recebeu as aeronaves PP-YPC/I/J/K/O/T/U/Y e YQQ.

A Transportes Aéreos Nacional foi fundada no final de 1946 e começou suas operações com dois DC-3 no inicio de 1947, chegando a operar um total de 31 dessas aeronaves até 1961. Em 1948 a Nacional formou um consorcio operacional com a Viabrás , recebendo dela os aviões de prefixos PP-KAA/B e D, que tiveram os mesmos mudado para PP-ANS/ANM e ANT, respectivamente, Poucos meses depois foi incluída no consórcio a Central Aérea Limitada, que acrescentou à frota as aeronaves PP-IBA e PP-IBB, que receberam respectivamente os prefixos PP-ANR e PP-ANP. Os outro DC-3 da Nacional foram os PP-ANA, PP-ANB, PP-ANC, PP-ANF, PP-ANG, PP-ANI, PP-ANJ, PP-ANK, PP-ANL, PP-ANN, PP-ANO, PP-ANU, PP-ANV, PP-ANW, PP-ANX, PP-ANY, PP-ANZ, PP-AKA, PP-AKB, PP-AKC, PP-AKD, PP-AKI.

Assim, tecnicamente o PP-ANL veio da Nacional e é visto abaixo nos dois esquemas: o SR01111 deste post é o branco (1958), feito com decais FCM e o SR01112 é o em metal natural (1957).

Ficha Técnica:

Aeronave:  Douglas DC-3 
Registro: Real-Nacional – PP-ANL (branco)
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01111

Aeronave:  Douglas DC-3 
Registro: Real-Nacional – PP-ANL (metal)
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01112

P-47D Thunderbolt | FAB A6

História interessante, em um kit Hasegawa na escala 1/48 by Edno Tsukamoto: em 27.01.1945 o P-47 Thunderbolt da FAB na Itália, código A-6, pilotado pelo Tenente Raymundo Canario (50 missões de combate) perdeu 1,28m de sua asa direita depois de ter sito atingido por estilhaços de uma flak alemã. Mesmo avariado, conseguiu voltar a salvo, o que comprova a força do P-47. Mais tarde, Em 15.02.1945 ele foi atingido por flak outra vez, mas teve de saltar de para-quedas e foi resgatado pela infantaria Brasileira.

P-47D Thunderbolt - FAB A6

P-47D Thunderbolt - FAB A6

P-47D Thunderbolt - FAB A6

Ficha Técnica:

Aeronave:  P-47D Thunderbolt 
Registro: FAB A6
Kit: Hasegawa
Escala: 1/48
Número Hangar: SR00014

Boeing 757-200 | Transbrasil

Boeing 757 | Transbrasil

As imagens acima e abaixo mostram o PT-TAB, que seria o primeiro Boeing 757-200 da Transbrasil, em 1982/1983 e o PT-TBB, que seria o segundo. São kits na escala 1/144 com decais feitos por mim mesmo. Assim, são aeronaves únicas no mundo. Mas, no fórum Papo de Hangar, em breve estarão ao dispor dos modelistas, para download. Vamos povoar o mundo de 757’s coloridos.

Apenas para ilustrar, a história dos 757 na Transbrasil é a seguinte: os slots dos seriais 22782, 22783 e 22784 seriam modelos 757-2Q4 (Q4 era o código Transbrasil na Boeing) e não foram construídos. Além deles, o slot 24635 produziu aeronave cargueira com este serial para a Transbrasil (757-23APF), que seria o famoso PT-TDA. Não foi recebido pela empresa em 1990, ficou pintado de branco na Boeing por seis meses e foi depois para a Ansett e por várias empresas até, em 01.07.2002, nas cores da DHL, colidir com um TU-154 sobre a Alemanha.

Segundo o livro “Breve História da Aviação Comercial Brasileira” de Aldo Pereira, em 18.08.1981 a Transbrasil anunciou que desejava trocar seus 17 Boeing’s 727-100 por 3 modelos 767-200 e 9 modelos 757-200, em uma encomenda de 418 milhões de dólares. Após, em 24.05.1982, Omar Fontana, dono da empresa, anunciava que pretendia ter um total de 12 aeronaves 757-200 operando em um prazo de cinco anos. Os primeiros nove 757 foram encomendados junto com os 767 (razão dos três slots iniciais), mas em 19.03.1983 a empresa anunciou que iria adiar indefinidamente a compra dos modelos 757-200, mantendo apenas a encomenda dos 767-200, que teve sua primeira unidade em solo brasileiro exatamente às 08h00 do dia 18.06.1983. Já a história do cargueiro no início dos anos 90, não foi uma encomenda da Transbrasil em si, mas da subsidiária Aerobrasil, apesar de estar em seu nome. Isso ocorreu quando Omar estava afastado da empresa. Ao retomar a direção, mesmo com uma aeronave (das três encomendadas) já produzida, cancelou a operação e, assim, o Boeing 757 nunca operou na Transbrasil de fato.

Mas, no Hangar de Plástico, o Boeing 757-200 tem as cores da Transbrasil. Clique AQUI para ver o PT-TAB (laranja) e AQUI para ver o PT-TBB (azul).

boeing 757-200 | transbrasil

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 757-200
Registro: Transbrasil – PT-TAA (Azul)
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01081

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 757-200
Registro: Transbrasil – PT-TAB (Laranja)
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01082

Boeing 727-100 | Transbrasil

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Em 1974 a Transbrasil recebeu seu primeiro 727-100, chegando a ter 22 aeronaves deste tipo, sendo considerada a maior operadora de jatos 727 em toda a América do Sul. Seus 727 tinham o apelido de Trijatões e formaram a espinha dorsal da frota, realizando a partir de outubro de 1974, a Rede Postal Noturna, em contrato com os Correios, que faziam os 727 da empresa operar durante o dia com configuração de passageiros (117 lugares) e, durante a noite, como cargueiros, transportando malotes postais. Esta conversão rápida era possível graças aos modelos C (Combi – 04 unidades) e QC (Quick Change – 06 unidades) operados. Os 727-100QC tinham um kit desenvolvido pela Boeing, que permitia a retirada (por trilho até a porta lateral de carga) de todos os assentos, galleys e lavatórios, na ordem correta em apenas alguns minutos.

Com a Rede Postal Noturna, vários 727 eram usados 24 horas por dia, com uma das mais altas taxas de utilização deste modelo no mundo, à época. Uma encomenda de 727-200 Advanced foi cogitada, mas a empresa preferiu manter os 727-100 em uso e trocá-los diretamente por modelos de nova geração. No final dos anos 80, mais precisamente em 1989, a empresa vendeu seu último 727, passando a operar com Boeings 707, 737 e 767.

Os 727 da Transbrasil são famosos em nosso país por serem coloridos, primeiro lembrando a Braniff, com esquemas em duas cores e depois como um arco-íris. A empresa do comandante Omar Fontana, ele próprio um revolucionário na indústria aeronáutica brasileira, sempre inovadora. O primeiro sistema de pintura era intitulado “Energia Colorida” e nele cada aeronave representava diferentes modalidades de obtenção de energia.

Assim, tivemos a Energia Petrolífera homenageada no PT-TYU, a Energia Solar no PT-TYT, a Energia Solar II no PT-TYR, a Energia Eólica no PT-TCA e a Energia Cinética no primeiro esquema do PT-TYS. As pinturas mudavam sempre e apenas o primeiro 727 da empresa, o PT-TCA, ostentou nada mais nada menos do que 5 pinturas diferentes nos oito anos em que voou pela a empresa.

Em 1978 começaram a surgir os primeiros 727 pintados no novo esquema, conhecido como Arco-Íris. Isso aconteceu, segundo Gianfranco Betting (ex-diretor da empresa e entusiasta da Transbrasil), com a chegada do PT-TYM em setembro de 1978. Segundo ele, “Omar resolveu colocar ‘todo o espectro solar’ em cada avião. Encomendou à sua house-agency, Intermarket, o novo visual. Inicialmente, a pintura contemplava uma fuselagem bege (escolha do próprio Omar) e as cores do arco-íris na cauda. Aplicadas pelos pintores da empresa, estes tentaram, sem sucesso, misturá-las em suaves passagens umas às outras, utilizando somente a pistola de pintura. Esta pintura acabou tendo um caráter experimental: o resultado deixou muito a desejar.”

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Após a pintura do PT-TYM neste padrão, resolveu-se que o esquema precisava ser melhorado e assim, os designers da Intermarket foram acionados mais uma vez para encontrar uma solução que foi logo posta em prática: a aplicação de listas claramente definidas, com diferentes larguras, criando de longe um efeito de fusão cromática-exatamente como fizera a Air France alguns anos antes. Aliás, essa semelhança com a pintura da Air France foi motivo até mesmo de uma nota da revista Flap Internacional na época. A fuselagem também foi modificada e do bege, mudou para um branco profundo e que contrastava com o arco-íris da cauda, tornando a empresa brasileira mundialmente conhecida pelas suas cores. Cada aeronave ainda tinha os logotipos da empresa, detalhes das portas e asas pintados nas diversas cores do arco-íris, execeto o amarelo, que ficaria muito apagado.

Assim, tivemos quatro aeronaves de logotipo e asas em vermelho (TCHTYITYPTYU), cinco em verde (TCATCE,TCGTYNTYQ), três em violeta (TCITYMTCD), quatro em laranja (TCBTCFTYRTYT), quatro em azul médio (TCC,TYHTYOTYS) e três em azul claro (TYJTYKTYL). A fuselagem também sofreu uma sensível alteração: passou a ser pintada num tom quente de branco (a Boeing possui mais de trinta tipos diferentes de cor branca para escolha de seus clientes), ao invés de bege. O PT-TYO foi pintado por pouco tempo, experimentalmente, na cor ocre, sendo depois pintado em azul médio.

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Este esquema de cores permaneceu nem uso até 1998, quando o último esquema, nunca usado em modelos 727, foi implementado. Porém, desde 1986 algumas variações foram utilizadas, em especial nos modelos 737 e 767, pois as asas pararam de ser pintadas nas cores do logotipo, por medida de economia. Na sequência, em 1990, apenas o azul médio (conhecido na Transbrasil como Azul Índigo) passou a ser a cor oficial da empresa e todos os aviões daí em diante passaram a ter logotipos, portas e marcas apenas nesta cor. Por iniciativa de Gianfranco Betting, em 1995, o tom quente de branco (que parecia sujo com muita facilidade) foi substituído por outro, no mesmo padrão da Lufthansa.

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TYI
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00950

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TYQ
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01000

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TYJ
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01001