Lockheed L-18 Lodestar | Panair

Este é o PP-PBB, um Lockheed L-18 Lodestar da Panair do Brasil. A aeronave tem o serial 2080 e foi adquirido pela Pan Am em 1941, registrado como NC 33665. O registro fotográfico da aeronave real, ao final, pertence a coleção particular do meu amigo Vito Cedrini, que gentilmente a divulga, mantendo viva a história da aviação civil brasileira.

Até junho de 2007, este avião apareceu no registro dos Estados Unidos como N134NJ, com a indicação de que o registro estava revogado. O status atual deste Lockheed L-18 Lodestar não é conhecido. O kit na escala 1/72, da marca Special Hobby, adquirido via DOC, mostra o PP-PBB por volta de 1942.

Ficha Técnica:

Aeronave: Lockheed L-18 Lodestar
Registro: Panair – PP-PPB
Kit: Special Hobby
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00999

Douglas DC-4 | Real Aerovias

O PP-AXR foi um dos aviões utilizados pela Real Aerovias Brasil nos Anos 50. Trata-se de um C-54B-20-DK, serial number 44-9024, que operou inicialmente com passageiros na Chicago & Southern Airlines, com o nome “City of San Juan” por quatro anos. Depois, veio para a Aerovias Brasil como “George Washington”, utilizando o esquema de cores vermelho de antes da união com a Real. Após operar na empresa por alguns anos, foi para o Loide Aéreo Nacional com o prefixo PP-LEZ, o mesmo com o qual foi operado pela VASP, antes de voltar para o Loide. Em 1968 voltou para os EUA e foi desmontado em 1974 em Fort Worth, Texas. O kit é um Minicraft, na escala 1/144 com decais LPS, código LPS144-11. Finalizado em 30.04.2011.

Ficha Técnica:

Aeronave:  Douglas DC-4 
Registro: Real Aerovias Brasil
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR001019

BAC One-eleven 500 | Transbrasil

O avião deste post é um One Eleven, como ficou conhecido no mundo ou “jatão” no Brasil. O projeto que deu origem ao BAC 1-11 tem sua origem nos anos 50, através da Hunting Aircraft, na forma de uma aeronave a jato com capacidade para 45 passageiros, chamada inicialmente de Hunting H107. Após a incorporação desta empresa pela British Aircraft Corporation (BAC) em 1960, o projeto foi modificado. O avião cresceu: a capacidade passou para 65 passageiros em configuração 2×3.

Em 1961 foi então lançado oficialmente o BAC 1-11, mais conhecido por One-Eleven. Sua cauda em forma de T, moda na época, custou caro ao fabricante: em um vôo de testes, descobriu-se um fenômeno que aflige especialmente aeronaves nesta configuração: em elevados ângulos de ataque, as asas projetam uma “sombra” aerodinâmica que priva os profundores do fluxo de ar, tornando-os inoperantes, um fenômeno conhecido como “deep stall”. Perdeu-se assim o segundo protótipo, em 1962. Este acidente acabou por atrasar a homologação e entrada em serviço.

A série inicial do modelo, conhecida como 200, foi homologada somente em abril de 1965. Seguiram-se três novas versões, a 300 e 400, com maiores capacidade de combustível e reforços estruturais. Surgiu também a versão 475: esta contava com motores mais potentes, especiais para operar em aeroportos de pistas curtas, em altas elevações e altas temperaturas (hot and high). A última e mais popular versão foi a série 500, com maior envergadura e fuselagem alongada em 4,16 metros, para até 94 passageiros, equipada com motores mais potentes.

No Brasil, a VASP e a FAB operaram dois 400 cada uma e a Sadia/Transbrasil utilizou um total de 10 aeronaves da série 500, apelidados pela empresa de “Jatões”. O PP-SDS é um dos aviões da Transbrasil, com uma pintura denominada Trigo (veja as demais na imagem acima). O kit é uma conversão do kit Airfix (código 03178). Enjoy!!!

Ficha Técnica:

Aeronave:  BAC One-eleven 500
Registro: Transbrasil – PP-SDS
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00014

Douglas DC-3 | Real-Nacional

Os aviões são bonitos, mas a história é complicada… Houve um agrupamento de empresas aéreas no Brasil chamado consórcio Real-Aerovias-Aeronorte-Nacional, criado pela união destas empresas. Mais conhecido pelo nome Real surgiu após o final da Segunda Guerra, quando o transporte aéreo se popularizou, seja pela necessidade de locomoção com a expansão da economia, seja com a facilidade de obtenção de aeronaves militares excedentes de guerra, muitas delas novas ainda, a preços muito baixos. Baixos também eram os preços das passagens do consórcio que reuniu Real, Aerovias Brasil e Nacional, que ofereciam competição à Panair e Varig. E não apenas no Brasil: a Real foi a pioneira em vôos para o Japão.

O Consórcio Real-Aerovias existiu até os anos 60. Nessa época, por problemas financeiros em face dos desafios que a empresa enfrentava por ser muito atuante, em manobras questionadas até hoje, tal como aconteceria depois com a Panair, o Consórcio Real-Aerovias foi absorvido pela Varig. Segundo dados do site SP Modelismo, a Real teve duas pinturas básicas: a primeira basicamente em alumínio natural, com os dizeres em verde e com as listras horizontais na cauda na mesma cor (o DC-3 todo em metal em 1957) e o segundo, variante do primeiro, apenas com o branco na metade superior da fuselagem, o que se tornou comum a todos os aviões dessa época em diante (1958).

Já mais à frente, no final de sua história, a Real passou a ter o nome-fantasia de Real-Aerovias-Brasília e esta tinha um logo verde na cauda, com os desenhos de Oscar Niemeyer referentes à nova capital federal, também repetidos entre as janelas, mas com as cores azul e amarelo (em breve, outro DC-3 de Marana terá estas cores).

A Aerovias voou com os DC-3 entre 1945 e 1961, chegando a operar um total de 30 aeronaves, inclusive o de prefixo YS-22 arrendado da TACA. Os outros DC-3 da Aerovias foram os: PP-AVI, PP-AVJ, PP-AVK, PP-AVL, PP-AVM, PP-AVN, PP-AVO, PP-AVP, PP-AVQ, PP-AVR, PP-AVS, PP-AVT, PP-AVU, PP-AVV, PP-AVW, PP-AVY, PP-AVZ, PP-AXD, PP-AXE, PP-AXF, PP-AXG, PP-AXI, PP-AXJ, PP-AXK, PP-AXL, PP-AXV, PP-AXW, PP-AXY, PP-AXZ; Quando a Varig adquiriu o controle do consórcio Real-Aerovias-Aeronorte-Nacional, os DC-3 PP-AVJ/L/N/T passaram pra a empresa gaúcha, tendo o AVJ seu prefixo mudado para VDM.

A REAL (Redes Estaduais Aéreas Limitada), com 38 aeronaves DC-3 entre 1943 e 1961 foi a maior, mas com a incorporação de outras empresas do consórcio Real-Aerovias-Nacional. Chegou a operar em meados dos anos 50 mais de 100 aviões DC-3 ao mesmo tempo. Os DC-3 da Real receberam os prefixos: PP-YQA, PP-YQB, PP-YQF, PP-YQG, PP-YQH, PP-YQJ, PP-YQK, PP-YQL, PP-YQM, PP-YQN, PP-YQO, PP-YQP, PP-YQQ, PP-YQR, PP-YQS, PP-YPA, PP-YPB, PP-YPC, PP-YPG, PP-YPH, PP-YPI, PP-YPJ, PP-YPK, PP-YPL, PP-YPM, PP-YPN, PP-YPO, PP-YPP, PP-YPQ, YPR, PP-YPS, PP-YPT, PP-YPU, PP-YPV, PP-YPW, PP-YPX, PP-YPY, PP-YPZ. Quando a Varig assumiu o controle da Real recebeu as aeronaves PP-YPC/I/J/K/O/T/U/Y e YQQ.

A Transportes Aéreos Nacional foi fundada no final de 1946 e começou suas operações com dois DC-3 no inicio de 1947, chegando a operar um total de 31 dessas aeronaves até 1961. Em 1948 a Nacional formou um consorcio operacional com a Viabrás , recebendo dela os aviões de prefixos PP-KAA/B e D, que tiveram os mesmos mudado para PP-ANS/ANM e ANT, respectivamente, Poucos meses depois foi incluída no consórcio a Central Aérea Limitada, que acrescentou à frota as aeronaves PP-IBA e PP-IBB, que receberam respectivamente os prefixos PP-ANR e PP-ANP. Os outro DC-3 da Nacional foram os PP-ANA, PP-ANB, PP-ANC, PP-ANF, PP-ANG, PP-ANI, PP-ANJ, PP-ANK, PP-ANL, PP-ANN, PP-ANO, PP-ANU, PP-ANV, PP-ANW, PP-ANX, PP-ANY, PP-ANZ, PP-AKA, PP-AKB, PP-AKC, PP-AKD, PP-AKI.

Assim, tecnicamente o PP-ANL veio da Nacional e é visto abaixo nos dois esquemas: o SR01111 deste post é o branco (1958), feito com decais FCM e o SR01112 é o em metal natural (1957).

Ficha Técnica:

Aeronave:  Douglas DC-3 
Registro: Real-Nacional – PP-ANL (branco)
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01111

Aeronave:  Douglas DC-3 
Registro: Real-Nacional – PP-ANL (metal)
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01112

P-47D Thunderbolt | FAB A6

História interessante, em um kit Hasegawa na escala 1/48 by Edno Tsukamoto: em 27.01.1945 o P-47 Thunderbolt da FAB na Itália, código A-6, pilotado pelo Tenente Raymundo Canario (50 missões de combate) perdeu 1,28m de sua asa direita depois de ter sito atingido por estilhaços de uma flak alemã. Mesmo avariado, conseguiu voltar a salvo, o que comprova a força do P-47. Mais tarde, Em 15.02.1945 ele foi atingido por flak outra vez, mas teve de saltar de para-quedas e foi resgatado pela infantaria Brasileira.

P-47D Thunderbolt - FAB A6

P-47D Thunderbolt - FAB A6

P-47D Thunderbolt - FAB A6

Ficha Técnica:

Aeronave:  P-47D Thunderbolt 
Registro: FAB A6
Kit: Hasegawa
Escala: 1/48
Número Hangar: SR00014