Boeing 737-300 | Webjet

O Boeing 737 é uma família de aeronaves narrowbody bimotor turbofan, desenvolvida e fabricada pela Boeing. Criado para ser um avião com custos de operação mais baixos, o 737 tornou-se uma série com dez variantes, cujas capacidades vão de 85 a 215 passageiros. É o único avião narrowbody (corredor único) da Boeing em produção, nas versões -700, -800 e -900 que será substituída em breve pela sua nova geração, o Boeing 737 MAX, mais eficiente no consumo de combustível e com maior capacidade de passageiros.

Originalmente previsto para 1964, o Boeing 737 fez seu primeiro voo em abril de 1967. Entrou em serviço em fevereiro de 1968, com a Lufthansa. A versão -200, com maior capacidade de passageiros, entrou em serviço em abril de 1968. Na década de 1980, a Boeing lançou as versões -300, -400 e -500, que hoje são conhecidos como série “Classic“. Contavam com mudanças no número de assentos e novos motores turbofan, além de melhorias nas asas.

Na década de 1990, a Boeing lançou a série conhecida hoje como “Next Generation“, com diversas mudanças, incluindo asas redesenhadas, aumento na envergadura, cockpit digitais e novo design do interior. Esta série foi lançada com as versões -600, -700, -800 e -900, variando de 31 a 42 metros de comprimento da fuselagem.

No início dos Anos 80 os engenheiros da Boeing decidiram projetar uma nova versão, usando novos motores da CFM International e outras modificações, que tornam a aeronave mais eficiente. O motor CFM56 que foi escolhido, permitia uma economia de combustível e redução de ruídos para a aeronave, porém, por conta da baixa altura da aeronave, os ventiladores do motor tiveram que ser reduzidos, deixando o motor a frente da asa e movendo os acessórios para as laterais, dando um aspecto achatado na entrada de ar.

A capacidade da primeira aeronave redesenhada, o Boeing 737-300, foi aumentada para 149 passageiros, aumentando a fuselagem em 2,87 metros. A asa teve uma série de mudanças para melhorar a aerodinâmica, incluindo um aumento de 53 centímetros na envergadura. O estabilizador vertical foi redesenhado, foram colocados sistemas eletrônicos no cockpit, e a cabine de passageiros teve melhorias semelhantes as instaladas no Boeing 757. A primeira aeronave da versão -300 fez seu primeiro voo em 24 de fevereiro de 1984.

A Webjet Linhas Aéreas era uma empresa aérea brasileira que operava no conceito low cost low fare (companhia aérea de baixo custo, baixa tarifa). Sua sede estava localizada na cidade do Rio de Janeiro. Iniciou suas operações aéreas em julho de 2005 e deixou de operar em 23 de novembro de 2012, após a aceitação do CADE da compra feita pela Gol Linhas Aéreas, sendo assim demitidos 850 funcionários nos meses seguintes da conclusão da incorporação com a companhia aérea Gol Linhas Aéreas.

Operou ao todo 24 Boeing 737-300 (148 lugares) e 6 unidades do Boeing 737-800 (184 lugares). O modelo, um Minicraft na escala 1/144, representa o PR-WJE, um Boeing 737-33A, Serial 25057, fabricado em 1991 para a  VASP (PP-SOK), que passou ainda pela Transbrasil (PT-TEQ), pela Nordeste (PT-MNJ) e, depois da Webjet, pela Ansett (N706DB), sendo vendido em 2013 para a Boliviana de Aviación (BoA) como CP-2718, onde opera até hoje (06.2018).

Aeronave:  Boeing 737-300
Operador & Registro: Webjet | PR-WJE
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01590

Airbus A300B4 | Alitalia

O Airbus A300 foi um avião de médio alcance, o primeiro bimotor de fuselagem larga (widebody) da história da aviação, bem como a primeira aeronave produzida pela Airbus. O primeiro voo deste significativo avião foi feito em 28 de outubro de 1972 e a aeronave modelo A300 foi fabricada pela Airbus de 1972 até 2007, tendo sido aperfeiçoada tecnologicamente ao longo dos anos pela fabricante européia. Transportava cerca de 280 passageiros em médias distâncias. Vendeu cerca de 900 unidades.

A Vasp, Varig e Cruzeiro utilizaram o modelo A-300B2 e B4/200 em rotas nacionais e continentais, com grande sucesso. A Vasp foi a pioneira no uso dessas aeronaves na América do Sul e fez muito sucesso na rota São Paulo – Brasília – Manaus.

O kit Airfix na escala 1/144 (by Guick) representa a aeronave foi o #67 na linha de produção da Airbus, com primeiro voo em 20.10.1978 e entrega em 12.12.1978 para a empresa que o encomendou, a Eastern Air Lines (N207EA). Voou nos EUA até ser vendido para a Alitalia em 30.10.1988. A Alitalia operou unidades dos modelos A300B4-103 e 203, duas das quais em versão de carga. O I-BUSP era um A300B4-103 e tinha o nome de “Masaccio”, operando até 1997.

Aeronave:  Airbus A300B4-103
Operador & Registro: Alitalia | I-BUSP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01601

C-54 Skymaster | US Army

Esse foi mais um de 2012, também da série “Bombardeiros da Segunda Guerra” da Planeta DeAgostini (Edições Altaya). Decais da caixa de sobras. Fiz um C-54 fictício, mas na configuração original, de 1942 até 1945, na cor verde em cima e cinza embaixo, camuflado. Gostei do resultado.

Aeronave: Douglas DC-4 (C-54) Skymaster
Operador & Registro: USAAF 
Kit: Altaya
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01685

Vickers Viscount SRS.700 | FAB

Kit 1/144 S&M Models, custom decals. O kit representa o Viscount VC-90, registro 2101, serial number 345, modelo 789D, recebido novo em 23.12.1957. A aeronave fez seu 1º vôo em 01.12.1957 e encontra-se preservado no Museu Aeroespacial no Campo dos Afonsos. Rio de Janeiro.

O Vickers Viscount FAB VC 90 foi o segundo avião presidencial do governo brasileiro. Sua aquisição foi feita em 1954, da Vickers-Armstrong para atender o presidente Juscelino Kubitschek e substituir o avião anterior VC 66, por ser limitado em autonomia e ter pouco conforto. Foram encomendados 2 unidades, que ficaram designados como VC 90 2100 e VC 90 2101. Sua configuração contava com 71 assentos e 4 motores Rolls-Royce Dart.

Este avião foi bastante usado pelo presidente Juscelino Kubitschek para acompanhar a construção da nova capital Brasília. Em 1964 foram tirados de serviço e em 1968 aposentados, pois não voavam mais como avião presidencial. O modelo 2101 encontra-se hoje no Museu Aeroespacial no Rio de Janeiro. O modelo 2100, por sua vez, foi comprado em um leilão da massa falida da VASP pela prefeitura do município paulista de Araçariguama, por R$ 80 mil, e foi restaurado a um custo de R$ 20 mil.

Aeronave: Vickers Viscount SRS.700
Operador & Registro: Força Aérea Brasileira | FAB2101 | VC-90
Kit: S&M Models
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01441

Douglas DC-6B (C-118) | FAB

Kit Minicraft, escala 1/144 de um dos cinco Douglas DC-6 utilizados pela FAB, todos ex-Varig, matriculados de 2412 a 2416, este representado pelo modelo. O 2416 (serial 43824) foi entregue novo para a Northeast Orient (N91304), foi vendido para a Panair (PP-YSN) e operou na Varig (com o mesmo prefixo) até ser vendido à FAB. Após a passagem pela força brasileira, foi vendido à Força Aérea do Paraguai (FAP), recebendo o registro T-89. Os C-118 eram usados no 2º/2º Grupo de Transporte em Manaus, no Amazonas, onde o 2414 foi perdido em acidente no dia 28.04.71.

O C-118 FAB2413 foi canibalizado em 1973 para fornecer peças aos demais que foram vendidos em 1975, fechando o ciclo de operações do modelo. As aeronaves, que foram repassadas para FAB em 1968, atuaram muito no Projeto “RONDON”, levando Universitários do projeto para à Região Amazônica.

Os Douglas DC-6 de primeira versão de produção (os “DC-6 puros”) foram produzidos até 1951, num total de 175 unidades. Destes, nenhum chegou a operar nas companhias brasileiras. Em 1948, entretanto, a Douglas começara a estudar a possibilidade de uma versão ampliada, com maior volume de cabine, carga útil e peso operacional, aproveitando para isso a disponibilidade dos novos e excelentes motores Pratt & Whitney Doublé Wasp C 16, de 2.400 hp. Que foram oferecidos com um sistema de injeção de água/metanol, para uso na decolagem. Permitindo um incremento sensível na potência.

Foi feito um novo alongamento da fuselagem, de 1,52 m, e a capacidade de combustível também foi ampliada, passando de 16.125 para 20.915 litros. Esta nova geração do DC-6 voou em 1949 e foi oferecida em duas variantes- DC-6 A, otimizado para carga (com assoalho reforçado e duas grandes portas do lado esquerdo, uma antes e outra atrás da asa), e o DC-6B, especifico para o transporte de passageiros. Ao todo foram produzidos 288 DC-6B, com o último sendo entregue em 10 de fevereiro de 1959, exatamente para a companhia brasileira Lóide Aéreo Nacional – cujos quatro DC-6 A, foram, assim, os últimos DC-6 a saírem das linhas de montagem da Douglas.

Abaixo, dados da vida operacional deste DC-6:

43824 | 299 | N91304 | Western AL | 15.12.52 | DC-6B

Northwest Orient AL 59
International Air Svcs 25.08.61
REAL SA NTU
PP-YSN VARIG 08.61
2416 Brasilian Air Force 68
T-89 Paraguan AF 06.75
4002 Paraguan AF rr 80

Aeronave: Douglas DC-6B 
Operador & Registro: Força Aérea Brasileira | FAB2413 | C-118
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00960