Grumman F6F-3 Hellcat | US Navy | #5

A história do F6F hellcat já foi contada aqui no Hangar de Plástico.  Neste post vamos analisar este caça por outro ponto de vista, do jornalista Juvenal Jorge do site Auto Entusiastas.

Leroy Grumman, fundador da empresa que leva seu nome, sempre buscou contratos militares desde 1930, e o tempo e as habilidades de seu corpo técnico fizeram-na uma especialista em aviões embarcados em porta-aviões, principalmente os caças de combate. Contratos militares são fonte de renda garantida, e em tempos de guerra, mais ainda. Leroy era o maior investidor entre todos que colocaram dinheiro na empresa, daí o nome da mesma,  mas dois deles foram os principais responsáveis pelo avião aqui retratado, o Hellcat, gato do inferno nesse caso, mas que também é um termo para se referir a uma mulher maldosa.

Os engenheiros responsáveis pela criação do Hellcat, William Schwendler e Jake Swirbul, tinham em mente o máximo de simplicidade tanto de construção quanto de manutenção, características importantes em qualquer máquina, mas que em equipamentos militares podem ser a diferença entre aniquilar o inimigo ou ter que fugir, caso sua arma não funcione a contento. Este foi o segundo produto da série dos gatos da Grumman, e veio a ser o caça-padrão de grande produção e emprego na Marinha americana (US Navy), e o avião que substitui o Wildcat, esse bem mais modesto e inferior em desempenho ao Mitsubishi “Zero”, o principal motivo do projeto do Hellcat.

O avião foi projetado e desenvolvido em um ano e meio, período em que os Estados Unidos entraram oficialmente na Segunda Guerra Mundial após o ataque a Pearl Harbour em 7 de dezembro de 1941. O tempo foi curto, no ritmo normal de uma guerra, voando pelo primeira vez em 26 de junho de 1942 e iniciando o serviço ativo em agosto de 1943. A esse ponto, o conflito já tinha o Pacífico como seu teatro principal de operações, e a violência se intensificava, com os japoneses preocupando os americanos e seus aliados mais e mais a cada dia, ao contrário do que ocorria na Europa, com o enfraquecimento das forças alemãs. O japonês Mitsubishi A6M “Zero” é muito falado quando nos referimos à guerra no Pacífico, e é de fato impressionante em eficiência, com uma taxa de vitórias de 12:1 — doze inimigos abatidos para cada Zero perdido — antes do Hellcat surgir.

O F6F Hellcat derrubou mais aviões inimigos, com 5.165 vitórias em dois anos, simplesmente 75% dos abates em combate ar-ar da marinha americana. Foi o primeiro avião aliado a ser um adversário à altura das qualidades do avião japonês. Um dos motivos para essa resistência era a estrutura parruda, com grande quantidade de nervuras (peças estruturais longitudinais, que dão forma ao aerofólio da asa), tanto nas asas quanto na deriva vertical e horizontal. Muitos tiros poderiam perfurar e enfraquecer a estrutura, mas a carga era bem distribuída por muitas peças, e não era qualquer rajada de projéteis que derrubava um Hellcat.

A estrutura de alumínio em sua totalidade era um total contraste com seu principal opositor. Nesse ponto, o Zero, com sua estrutura mais leve e material diferente, uma liga de alumínio mais leve que o padrão, mas quebradiça e sujeita à corrosão, não era páreo. O Hellcat conseguia retornar ao porta-aviões com muitos danos, parecendo realmente um gato saído de uma briga no inferno. O apelido preferido para o Hellcat era Aluminum Tank, denotando a resistência do avião. Nas avaliações antes de entregar o avião, a Grumman averiguou que enfrentar o Zero em grande altitude era relativamente fácil, mas a baixa altura e velocidade o Hellcat não conseguia escapar, pois era mais pesado em manobras, com raios maiores para curvar, e subia mais devagar até 14.000 pés (4.267 m ). Acima disso, o Hellcat era matador.

A velocidade das mudanças na guerra são incríveis, com essa primeira vitória ocorrendo em um ano e meio após o primeiro vôo do G-50, o protótipo com motor Wright R-2600-10, com 1.727 cv, e que logo em seguida, pela opção de maior potência disponível, foi equipado com o Pratt&Whitney R-2800-10 Double Wasp, de dezoito cilindros e 46 litros de cilindrada, com potência de 2.032 cv graças ao compressor de duplo estágio. A letra R designa motores radiais, onde os cilindros são dispostos como os raios de uma roda de bicicleta. O peso da unidade é de 1.068 kg.

O objetivo da Grumman foi fazer um avião de pilotagem simples, em que o piloto pudesse se concentrar no inimigo, podendo relaxar no tocante à capacidade e facilidade de manobra. Exatamente como é o grande objetivo também dos engenheiros de automóveis, onde qualquer comando ou controle que requeira pensar muito para serem usados, ou um carro que precisa de atenção constante do motorista, podem ser considerados um trabalho não exatamente bom. A Grumman conseguiu esse intento, e as tripulações elogiavam muito o gato infernal, a ponto de existirem declarações profundas e bem-humoradas, como a de Eugene Valencia, às com 23 vitórias pilotando o Hellcat: “Eu amo tanto esse avião que se ele soubesse cozinhar, casaria com ele”.

A taxa de vitória foi de 19:1, uma das melhores de todas os aviões da Segunda Guerra Mundial. Foram 270 aviões perdidos para a destruição de 5.271 inimigos. A versão F6F-5 com melhorias no arrefecimento do motor, pára-brisa com melhor visibilidade, cabide para 900 kg de bombas debaixo da fuselagem bem no centro do avião, além de trilhos para foguetes sob as asas e dois canhões de 20 mm e quatro metralhadoras .50 (12,7 mm) nas asas, quando antes eram apenas seis metralhadoras de mesmo calibre, começou a voar em 1944.

Na corrida para armar a Marinha, a Grumman construiu 12.275 Hellcats em 30 meses, incluído uma versão de caça noturna com radar alojado em um casulo na asa, solução prática que ainda hoje é usada em alguns aviões leves, de uso particular ou empresarial. Eram as versões F6F-3N e 5N, dos quais 223 foram construídos e usados como caças noturnos. Os britânicos também usaram Hellcats na Europa, foram 1.264 unidades combatendo os Messerschmitt Bf-109 e o Focke-Wulf 190, em ações na Noruega, no Mediterrâneo e também no Pacifico, junto com tripulações americanas. Depois de terminada a guerra, França e Uruguai empregaram o Hellcat em suas Marinhas, até o início dos anos 1960.

Alguns números para ajudar a entender mais um pouco sobre o Hellcat. Podia atingir 612 km/h a 23.400 pés (7.132 m), subindo a uma velocidade ascensional máxima de 3.500 pés/min (17,8 m/s) até o máximo de 11.369 m e tendo 1.520 km de raio de ação de combate, com armamento. Para viagens e traslados (ferry flight) podia voar 2.462 km em velocidade de cruzeiro de 322 km/h.

A velocidade de aproximação para pouso, importantíssima, era de 142 km/h, não muito baixa, mas sempre menor que isso em relação ao porta-aviões, já que com ele em movimento, a velocidade de toque no convés é os 142 menos a velocidade do navio. Peso vazio 4.140 kg; máximo de decolagem carregado 6.991 kg; com três tanques externos, condição apenas para vôos longos, não para combate, onde esse peso máximo era de 5.714 kg. Envergadura 13,06 m, comprimento 10,24 m, altura 4,11 metros, área de asas 31 m², dando carga alar com peso de combate de 184 kg/m² (peso máximo dividido pela área).

Cat Mouth Hellcats – VF-27 & USS Princeton

Durante a Segunda Guerra Mundial, em abril de 1942, o Esquadrão VF-27 foi um dos esquadrões navais mais viajados. Eles originalmente passaram pelo USS Suwannee durante seus primeiros oito meses. Inicialmente, este esquadrão operava com F4F Wildcats e, em 1943, foi enviado para Guadalcanal até julho. Entre abril e julho de 1943, 12 vitórias foram creditadas a este esquadrão.

No início de 1944, o Esquadrão VF-27 recebeu o Grumman F6F Wildcat e treinou intensamente no Havaí em março e abril. Então embarcaram no USS Princeton. O esquadrão realizou missões de aquecimento contra Saipan, Tinian até o início de junho. No dia 19 de junho, o esquadrão participou do “Great Marianas Turkey Shoot” e conquistou mais de 30 vitórias contra aviões japoneses. Apenas um membro do esquadrão, o tenente Cdr Wood, foi abatido naquele dia.

Em 21 de setembro, o VF-27 obteve mais 38 vitórias contra aeronaves IJN e IJAAF. Vários outros ataques ocorreram durante o período contra Formosa. No dia 24 de outubro, o USS Princeton voltou para o Golfo de Leyte e o VF-27 atacou, em seguida, a ilha de Pollilo no leste. Quatro pilotos foram rotulados como “Ases em um dia” durante este conflito. Esses pilotos eram o tenente Carl Brown, Jim Shirley, o tenente Gene Townsend e o alferes Tom Conroy.

Infelizmente, no entanto, ao tentar retornar ao USS Princeton (CVL-23), eles descobriram que o porta-aviões havia sido destruído por uma única bomba que atingiu seu convés de voo. Enquanto os caças estavam na missão, às 9:38 da manhã, um bombardeiro de Judy lançou uma bomba que atravessou vários decks até explodir em meio a bombardeiros Grumman Avenger. Depois de múltiplas explosões, sete horas depois, o porta-aviões foi afundado por torpedos americanos.

O esquadrão então foi enviado ao USS Independence, de onde apenas um avião foi derrubado. O esquadrão se desfez em 26 de novembro de 1945, com um total de 200 aeronaves inimigas destruídas, 136 em combates aéreos e 64 no solo.

F6F-3Hellcat  – VF-27  – #5

O modelo representa um F6F-3 Hellcat do VF-27 como existiu em outubro de 1944 quando serviu o USS Princeton. A pintura em três cores era herança do final de 1943 – início de 1944: Dark Blue Upper, Medium Blue na fuselagem superior e White na parte inferior. Algumas marcas da US Navy possuíam um contorno azul escuro, e outras usaram este em vermelho.

Uma das características marcantes dos Hellcats do VF-27 a bordo do USS Princeton durante a guerra eram suas “bocas de gato”. Os pilotos Carl Brown, Richard Stambrook e Robert Burnell decidiram pintar a “boca de gato” durante o treinamento do VF-27 na Estação Aérea Naval de Kahului, Maui, Havaí, em março e abril de 1944. Todas eram únicas, não havia modelo definido. Nenhuma aeronave foi idêntica.

Todos os 24 Hellcats do VF-27 possuíam estas marcas quando chegaram ao porta-aviões USS Princeton em 29 de maio de 1944, mas ao serem destinados ao USS Independence, tiveram de apagar estas marcas, já que a US Navy não desejava que isso se tornasse um hábito.

Aeronave: Grumman F6F-3 Hellcat
Operador & Registro: US Navy | VF-27 | #5
Kit: Otaki (29-500)
Escala: 1/48
Número Hangar: SR02416

 

Grumman F6F-3 Hellcat | US Navy | #30

F6f-3 Hellcat | US Navy

O Grumman F6F Hellcat era um caça embarcado em porta-aviões fabricado nos EUA, utilizado na Segunda Guerra Mundial, tendo sido concebido para substituir o F4F Wildcat na Marinha dos Estados Unidos. Mesmo com aparência semelhante ao Wildcat, era um projeto totalmente novo, equipado com o motor radial a pistão Pratt & Whitney R-2800, o mesmo motor dos caças Vought F4U Corsair e do Republic P-47 Thunderbolt.

O Hellcat, considerado inicialmente por alguns analistas como o “irmão maior do Wildcat”, era um caça embarcado resistente e bem projetado, que enfrentou o Mitsubishi A6M Zero desde 1943 e ajudou a estabelecer a superioridade aérea norte-americana na frente do Pacífico.

O design do F6F era tão simples e eficiente que o Hellcat foi o projeto menos modificado durante a guerra, com um total de 12.275 unidades produzidas em pouco mais de dois anos. Aos Hellcats foram atribuídos 5.223 aviões inimigos derrubados, durante seu serviço com a US Navy e os Marines (Fuzileiros Navais dos Estados Unidos), além da Aviação Naval Britânica. Este número é o maior entre qualquer caça aliado, com seu competidor mais próximo era o P-51 Mustang da USAAF, que derrubou 4.950 aeronaves rivais na frente européia.

O F6F Hellcat foi um sucesso tremendo e participou de quase todas as grandes batalhas do Pacífico, exceto Midway, obtendo êxito em todas elas. Abateu um grande número de aviões japoneses. Apenas o P-38 Lightning derrubou mais caças nipônicos que o Hellcat. O caça permaneceu em serviço até 1954, principalmente como caça noturno.

Teve apenas duas versões principais: o F6F-3 e a F6F-5. Seu motor, um Pratt & Whitney R-2800-10W de 18 cilindros, conferia ao avião uma velocidade máxima de 605 km/h, a uma potência de 2.200hp, uma das maiores da guerra. Era o mesmo motor das B-29 SuperFortress. Com uma razão de subida bem mais alta que a de outros aviões americanos, o Zero finalmente perdeu para o Hellcat, a posição de melhor caça do Pacífico.

O kit representa um F6F-3 Hellcat do Esquadrão VF-9 tal como existiu em Julho de 1945, quando serviu a bordo do USS Lexington, o segundo porta-aviões com este nome (CV-16), pouco antes do esquadrão receber a identificação branca na cauda. O esquema de cores “Global Glossy Sea Blue” se tornou padrão para a US Navy logo após o primeiro F6F-5 ser entregue. Os Hellcats mais antigos logo seguiram este esquema de pintura, mesmo os que não eram caças noturnos.

Os japoneses se referiam ao USS Lexington como um navio “fantasma”, por sua tendência de reaparecer depois de, supostamente, ter sido afundado. Isso, juntamente com o esquema de camuflagem azul escuro do navio, levou ao navio o nome de “Fantasma Azul”, tal como seus caças Hellcat.

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

Aeronave:  Grumman F6F-3 Hellcat
Operador & Registro: US Navy | #30
Kit: 21st Century (609)
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01032

F9F-2 Panther | Marines (USMC)

f9f-3 panther | Marines

O Grumman F9F Panther foi uma aeronave utilizada pela Marinha dos Estados Unidos (US Navy) e os Fuzileiros Navais (Marines – USMC). Os membros desta família de aviões entraram para a história por ser os primeiros jatos de combate embarcados. Foi o principal caça a jato da marinha dos EUA durante a Guerra da Coreia. A produção total do F9F foi de 1.382 exemplares, alguns dos quais foram exportados para a Argentina onde é servido na Armada Argentina.

Ele também foi o primeiro jato do esquadrão Blue Angels da US Navy, entre 1949 e 1954. O F9F Panther foi embarcado em porta-aviões de combate naval durante a Guerra da Coreia. quatro variantes do Panther foram usadas, o F9F, F9F-2, F9F-3 e F9F-5, embora o F9F-2 tenha sido a variante mais comum.

Um Panther esteve envolvido em uma das histórias mais interessantes da Guerra da Coréia. Um Tenente da US Navy chamado E. Royce Williams, se viu batalhando sozinho com sete MIG-15  que tentavam atacar a Task Force 77. Mesmo com esta gritante inferioridade numérica, derrubou quatro dos MIG-15, que eram superiores ao seu F9F-5 Panther e forçou a retirada dos outros três. Essa façanha, inédita em todas as guerras das forças americanas até hoje, se deu em 18.11.1952.

Ao pousar no porta-aviões USS Oriskany, seu Panther, serial 127150 do esquadrão VF-781, tinha 263 orifícios de balas dos canhões dos MIG-15. Por este ato de bravura, recebeu a Silver Star do presidente Eisenhower. Muitos dos detalhes das missões são secretos até hoje. Saiba mais clicando AQUI.

POUSO EM PORTA-AVIÕES ERRADO

A tradição naval Norte-Americana dita que quando um piloto pousa por engano no porta-aviões errado, os membros da tripulação fazem o melhor que podem para permanecer discretos, de modo a não envergonhar o piloto.

Esta tradição continua até hoje.

No entanto, em algumas circunstâncias extremamente raras e incomuns, alguns marinheiros se encarregavam de aproveitar o infeliz erro de navegação do pobre piloto para garantir o fato não passasse despercebido. Imagine o constrangimento e os horrores de ter que retornar ao seu porta-aviões de origem com “marcas” do seu erro de navegação para todos verem…

Supostamente aconteceu pela primeira vez quando a aeronave F2H-2P Banshee do VC-62, USS Coral Sea (CVB-43) pousou a bordo do USS Wasp (CVA-18) em 1952. Outro caso conhecido foi um F-4B Phantom da US Navy que aterrissou em uma base da força aérea anônima. O avião permaneceu por uma semana antes que a Marinha carregasse um novo motor e, quando chegaram, foram recebidos por seu F-4 usando o esquema de pintura de camuflagem da Força Aérea do Vietnam.

E não é só a US Navy/USMC que sofria com isso: há o caso de um avião alemão que pousou em uma base da RAF e foi levado para casa no dia seguinte usando cores e marcações da Força Aérea Inglesa.

Enfim, de qualquer maneira, o erro mais embaraçoso na aviação embarcada é pousar no convés de vôo errado e sair com o avião decorado. O F9F Panther teve diversos casos, entre eles o de um piloto do VF-111 “Sundowners”, William A. Finlay, Jr., que retornou à sua casa, o USS Lake Champlain (CVA-39), com um marco de marcas não regulamentares aplicadas ao seu F9F-5 Panther.

O kit visto neste post é um AMT-ERTL, muito antigo, de 1977 com alto relevo e praticamente nenhum detalhe (veja AQUI). Para montá-lo, decidi fazer algo especial e resgatar a tradição dos anfitriões de um aviador errante que enfeitavam seu jato com todo tipo de graffiti.

Este Panther em particular representa um F9F-2 (BuNo 125091) da USMC (Marines) que operou na Guerra da Coréia, pilotado pelo Capitão James Sharp, da Pohang Air Base e do USS Franklyn D. Roosevelt com oVMF-115 (Able Eagles) em 1952. Ele, ao que se sabe, não pousou em nenhum porta-aviões errado, mas em liberdade poética, fiz seu Panther como se tivesse, com o graffiti apropriado.

Estes escritor eram feitos a mão-livre e fiz o mesmo no kit, mantendo a originalidade e o mesmo tom das brincadeiras que eram feitas à época, inclusive com a força do avião (no caso Marines) e o número do esquadrão. Fiz uma base para representar a história e coloquei uma versão reduzida do (envergonhado) Capitão James Sharp.

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

Aeronave:  Grumman F9F Panther
Operador & Registro: USMC | VMF-115 | #125091
Kit: AMT-ERTL (AM00813)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02138

F-4J Phantom II | US Marines

É o antigo kit Monogram, velho de guerra, modificado, com decais CAMPRO P48-014. A aeronave é a DB-9 do VMFA-235 (Death Angels), tal como baseado no Hawaii, na MCAS Kaneohe Bay, entre 1970 e 1972.

O F-4 Phantom II é um caça-bombardeiro de alto desempenho, capacitado para operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade. Desenvolvido originalmente durante a segunda metade da década de 1950 pela McDonell Douglas Corporation, mais tarde McDonnell Douglas e a atual Boeing, entrou ao serviço da Marinha dos Estados Unidos no final de 1960.

Inicialmente desenvolvido para uso a bordo dos porta-aviões, como interceptador de longo alcance, providenciando a defesa aérea da frota, veio a demonstrar uma grande flexibilidade de desempenho, sendo também adotado pela Força Aérea, pelo Corpo de Fuzileiros e ainda por uma dezena de países aliados, revelando-se uma aeronave capaz de executar uma ampla gama de funções, desde a interseção até ao bombardeamento, passando pelo reconhecimento e pela guerra eletrónica, para o que foram desenvolvidas versões especificas.

Em finais de 1979, quando a sua produção terminou, tinham sido construídos 5.195 exemplares de todas as variantes, das quais 2.874 para a USAF, 1.264 para a Marinha e Marines e 1.057 para exportação, mantendo-se na atualidade ainda em atividade em algumas nações, após uma extensiva atualização.

O VMFA-235, Death Angels, foi criado em 01.01.1943 e existiu até 14.06.1996. Voou SBD Dauntless no início e terminou sua carreira voando F-18C Hornet. Na Guerra do Vietnam voou F-8 Crusader, operando mais de 6.000 missões de sua base em Da Nang, no Vietnam. Em 1968 foi realocado para a Naval Air Station Kaneohe Bay, no Hawaii, recebendo novo equipamento,  os F-4J Phantom II, que ficaram maravilhosos com o radome vermelho cheio de estrelas, a marca registrada dos Death Angels.

Aeronave: McDonnell Douglas F-4 Phantom II
Operador & Registro: US Marines | VMFA-235
Kit: Monogram
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01759

P-47D Thunderbolt MK.I | RAF

Republic P-47 Thunderbolt, kit Revell (código 5261), na escala 1/48, com decais brasileiros do Leonardo Prado (LPS Hobby – LPM48-04 – British Thunderbolts). Esse avião está nas cores da Royal Air Force (RAF), a força aérea inglesa, onde era conhecido como Thunderbolt MK.I. Ostenta o código HD176 (White 36) e era um P-47D-22-RE, Serial 42-26231, fornecido pelos Estados Unidos que lutou na 73 OTU, em Fayid no Egipto ao final de 1944 e início de 1945.

O kit da Revell é antigo, o molde é de 1967. Atualmente, a versão vendida aqui nos Estados Unidos por 16 dólares é injetada na China e possui versões da 8ª e 9ª Forças Aéreas do Exército Americano, na Inglaterra, durante o fim da Segunda Guerra Mundial. É um bom kit.

Foi construído totalmente OTB (out of the box), ou seja, sem adição de detalhes extras, exceto as antenas, feitas com plástico estirado do próprio kit. Recomendo este kit, pois com pouco trabalho, se transforma em um excelente P-47 Razorback, como era conhecida esta versão. A FAB não usou operacionalmente este modelo e teve apenas uma unidade, que foi usada na escola de cadetes em Guaratinguetá, São Paulo, no final dos anos 40/50.

Os decais usados são da LPS Hobby, do meu amigo Leonardo Prado (a quem agradeço) que enviou alguns de seus sets mais recentes militares nas escalas 1/48 e 1/72 para que eu fizesse um review. Entre sets de P-47 (bolha ou razorback) e Mustangs em ambas as escalas, optei por usar o set LPM-48-04, que custa 15 dólares e tem três versões de aeronaves do 73 OTU no Egito: este razorback e dois com capota bolha, incluindo a aeronave do comandante, o famoso Black Thunderbolt, todo preto com faixas vermelhas, o KJ348.

Foi o primeiro kit que montei nos Estados Unidos.

Aeronave: Republic P-47D Thunderbolt MK.I
Operador & Registro: Royal Air Force (RAF) | HD176
Kit: Revell
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01760