Grumman F6F-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

O Grumman F6F Hellcat era um caça embarcado em porta-aviões fabricado nos EUA, utilizado na Segunda Guerra Mundial, tendo sido concebido para substituir o F4F Wildcat na Marinha dos Estados Unidos. Mesmo com aparência semelhante ao Wildcat, era um projeto totalmente novo, equipado com o motor radial a pistão Pratt & Whitney R-2800, o mesmo motor dos caças Vought F4U Corsair e do Republic P-47 Thunderbolt.

O Hellcat, considerado inicialmente por alguns analistas como o “irmão maior do Wildcat”, era um caça embarcado resistente e bem projetado, que enfrentou o Mitsubishi A6M Zero desde 1943 e ajudou a estabelecer a superioridade aérea norte-americana na frente do Pacífico.

O design do F6F era tão simples e eficiente que o Hellcat foi o projeto menos modificado durante a guerra, com um total de 12.275 unidades produzidas em pouco mais de dois anos. Aos Hellcats foram atribuídos 5.223 aviões inimigos derrubados, durante seu serviço com a US Navy e os Marines (Fuzileiros Navais dos Estados Unidos), além da Aviação Naval Britânica. Este número é o maior entre qualquer caça aliado, com seu competidor mais próximo era o P-51 Mustang da USAAF, que derrubou 4.950 aeronaves rivais na frente européia.

O F6F Hellcat foi um sucesso tremendo e participou de quase todas as grandes batalhas do Pacífico, exceto Midway, obtendo êxito em todas elas. Abateu um grande número de aviões japoneses. Apenas o P-38 Lightning derrubou mais caças nipônicos que o Hellcat. O caça permaneceu em serviço até 1954, principalmente como caça noturno.

Teve apenas duas versões principais: o F6F-3 e a F6F-5. Seu motor, um Pratt & Whitney R-2800-10W de 18 cilindros, conferia ao avião uma velocidade máxima de 605 km/h, a uma potência de 2.200hp, uma das maiores da guerra. Era o mesmo motor das B-29 SuperFortress. Com uma razão de subida bem mais alta que a de outros aviões americanos, o Zero finalmente perdeu para o Hellcat, a posição de melhor caça do Pacífico.

O kit representa um F6F-3 Hellcat do Esquadrão VF-9 tal como existiu em Julho de 1945, quando serviu a bordo do USS Lexington, o segundo porta-aviões com este nome (CV-16), pouco antes do esquadrão receber a identificação branca na cauda. O esquema de cores “Global Glossy Sea Blue” se tornou padrão para a US Navy logo após o primeiro F6F-5 ser entregue. Os Hellcats mais antigos logo seguiram este esquema de pintura, mesmo os que não eram caças noturnos.

Os japoneses se referiam ao USS Lexington como um navio “fantasma”, por sua tendência de reaparecer depois de, supostamente, ter sido afundado. Isso, juntamente com o esquema de camuflagem azul escuro do navio, levou ao navio o nome de “Fantasma Azul”, tal como seus caças Hellcat.

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

F6f-3 Hellcat | US Navy

Aeronave:  Grumman F6F-3 Hellcat
Operador & Registro: US Navy | #30
Kit: 21st Centrury (609)
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01032

F9F-2 Panther | Marines (USMC)

f9f-3 panther | Marines

O Grumman F9F Panther foi uma aeronave utilizada pela Marinha dos Estados Unidos (US Navy) e os Fuzileiros Navais (Marines – USMC). Os membros desta família de aviões entraram para a história por ser os primeiros jatos de combate embarcados. Foi o principal caça a jato da marinha dos EUA durante a Guerra da Coreia. A produção total do F9F foi de 1.382 exemplares, alguns dos quais foram exportados para a Argentina onde é servido na Armada Argentina.

Ele também foi o primeiro jato do esquadrão Blue Angels da US Navy, entre 1949 e 1954. O F9F Panther foi embarcado em porta-aviões de combate naval durante a Guerra da Coreia. quatro variantes do Panther foram usadas, o F9F, F9F-2, F9F-3 e F9F-5, embora o F9F-2 tenha sido a variante mais comum.

Um Panther esteve envolvido em uma das histórias mais interessantes da Guerra da Coréia. Um Tenente da US Navy chamado E. Royce Williams, se viu batalhando sozinho com sete MIG-15  que tentavam atacar a Task Force 77. Mesmo com esta gritante inferioridade numérica, derrubou quatro dos MIG-15, que eram superiores ao seu F9F-5 Panther e forçou a retirada dos outros três. Essa façanha, inédita em todas as guerras das forças americanas até hoje, se deu em 18.11.1952.

Ao pousar no porta-aviões USS Oriskany, seu Panther, serial 127150 do esquadrão VF-781, tinha 263 orifícios de balas dos canhões dos MIG-15. Por este ato de bravura, recebeu a Silver Star do presidente Eisenhower. Muitos dos detalhes das missões são secretos até hoje. Saiba mais clicando AQUI.

POUSO EM PORTA-AVIÕES ERRADO

A tradição naval Norte-Americana dita que quando um piloto pousa por engano no porta-aviões errado, os membros da tripulação fazem o melhor que podem para permanecer discretos, de modo a não envergonhar o piloto.

Esta tradição continua até hoje.

No entanto, em algumas circunstâncias extremamente raras e incomuns, alguns marinheiros se encarregavam de aproveitar o infeliz erro de navegação do pobre piloto para garantir o fato não passasse despercebido. Imagine o constrangimento e os horrores de ter que retornar ao seu porta-aviões de origem com “marcas” do seu erro de navegação para todos verem…

Supostamente aconteceu pela primeira vez quando a aeronave F2H-2P Banshee do VC-62, USS Coral Sea (CVB-43) pousou a bordo do USS Wasp (CVA-18) em 1952. Outro caso conhecido foi um F-4B Phantom da US Navy que aterrissou em uma base da força aérea anônima. O avião permaneceu por uma semana antes que a Marinha carregasse um novo motor e, quando chegaram, foram recebidos por seu F-4 usando o esquema de pintura de camuflagem da Força Aérea do Vietnam.

E não é só a US Navy/USMC que sofria com isso: há o caso de um avião alemão que pousou em uma base da RAF e foi levado para casa no dia seguinte usando cores e marcações da Força Aérea Inglesa.

Enfim, de qualquer maneira, o erro mais embaraçoso na aviação embarcada é pousar no convés de vôo errado e sair com o avião decorado. O F9F Panther teve diversos casos, entre eles o de um piloto do VF-111 “Sundowners”, William A. Finlay, Jr., que retornou à sua casa, o USS Lake Champlain (CVA-39), com um marco de marcas não regulamentares aplicadas ao seu F9F-5 Panther.

O kit visto neste post é um AMT-ERTL, muito antigo, de 1977 com alto relevo e praticamente nenhum detalhe (veja AQUI). Para montá-lo, decidi fazer algo especial e resgatar a tradição dos anfitriões de um aviador errante que enfeitavam seu jato com todo tipo de graffiti.

Este Panther em particular representa um F9F-2 (BuNo 125091) da USMC (Marines) que operou na Guerra da Coréia, pilotado pelo Capitão James Sharp, da Pohang Air Base e do USS Franklyn D. Roosevelt com oVMF-115 (Able Eagles) em 1952. Ele, ao que se sabe, não pousou em nenhum porta-aviões errado, mas em liberdade poética, fiz seu Panther como se tivesse, com o graffiti apropriado.

Estes escritor eram feitos a mão-livre e fiz o mesmo no kit, mantendo a originalidade e o mesmo tom das brincadeiras que eram feitas à época, inclusive com a força do avião (no caso Marines) e o número do esquadrão. Fiz uma base para representar a história e coloquei uma versão reduzida do (envergonhado) Capitão James Sharp.

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

Aeronave:  Grumman F9F Panther
Operador & Registro: USMC | VMF-115 | #125091
Kit: AMT-ERTL (AM00813)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02138

F-4J Phantom II | US Marines

É o antigo kit Monogram, velho de guerra, modificado, com decais CAMPRO P48-014. A aeronave é a DB-9 do VMFA-235 (Death Angels), tal como baseado no Hawaii, na MCAS Kaneohe Bay, entre 1970 e 1972.

O F-4 Phantom II é um caça-bombardeiro de alto desempenho, capacitado para operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade. Desenvolvido originalmente durante a segunda metade da década de 1950 pela McDonell Douglas Corporation, mais tarde McDonnell Douglas e a atual Boeing, entrou ao serviço da Marinha dos Estados Unidos no final de 1960.

Inicialmente desenvolvido para uso a bordo dos porta-aviões, como interceptador de longo alcance, providenciando a defesa aérea da frota, veio a demonstrar uma grande flexibilidade de desempenho, sendo também adotado pela Força Aérea, pelo Corpo de Fuzileiros e ainda por uma dezena de países aliados, revelando-se uma aeronave capaz de executar uma ampla gama de funções, desde a interseção até ao bombardeamento, passando pelo reconhecimento e pela guerra eletrónica, para o que foram desenvolvidas versões especificas.

Em finais de 1979, quando a sua produção terminou, tinham sido construídos 5.195 exemplares de todas as variantes, das quais 2.874 para a USAF, 1.264 para a Marinha e Marines e 1.057 para exportação, mantendo-se na atualidade ainda em atividade em algumas nações, após uma extensiva atualização.

O VMFA-235, Death Angels, foi criado em 01.01.1943 e existiu até 14.06.1996. Voou SBD Dauntless no início e terminou sua carreira voando F-18C Hornet. Na Guerra do Vietnam voou F-8 Crusader, operando mais de 6.000 missões de sua base em Da Nang, no Vietnam. Em 1968 foi realocado para a Naval Air Station Kaneohe Bay, no Hawaii, recebendo novo equipamento,  os F-4J Phantom II, que ficaram maravilhosos com o radome vermelho cheio de estrelas, a marca registrada dos Death Angels.

Aeronave: McDonnell Douglas F-4 Phantom II
Operador & Registro: US Marines | VMFA-235
Kit: Monogram
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01759

P-47D Thunderbolt MK.I | RAF

Republic P-47 Thunderbolt, kit Revell (código 5261), na escala 1/48, com decais brasileiros do Leonardo Prado (LPS Hobby – LPM48-04 – British Thunderbolts). Esse avião está nas cores da Royal Air Force (RAF), a força aérea inglesa, onde era conhecido como Thunderbolt MK.I. Ostenta o código HD176 (White 36) e era um P-47D-22-RE, Serial 42-26231, fornecido pelos Estados Unidos que lutou na 73 OTU, em Fayid no Egipto ao final de 1944 e início de 1945.

O kit da Revell é antigo, o molde é de 1967. Atualmente, a versão vendida aqui nos Estados Unidos por 16 dólares é injetada na China e possui versões da 8ª e 9ª Forças Aéreas do Exército Americano, na Inglaterra, durante o fim da Segunda Guerra Mundial. É um bom kit.

Foi construído totalmente OTB (out of the box), ou seja, sem adição de detalhes extras, exceto as antenas, feitas com plástico estirado do próprio kit. Recomendo este kit, pois com pouco trabalho, se transforma em um excelente P-47 Razorback, como era conhecida esta versão. A FAB não usou operacionalmente este modelo e teve apenas uma unidade, que foi usada na escola de cadetes em Guaratinguetá, São Paulo, no final dos anos 40/50.

Os decais usados são da LPS Hobby, do meu amigo Leonardo Prado (a quem agradeço) que enviou alguns de seus sets mais recentes militares nas escalas 1/48 e 1/72 para que eu fizesse um review. Entre sets de P-47 (bolha ou razorback) e Mustangs em ambas as escalas, optei por usar o set LPM-48-04, que custa 15 dólares e tem três versões de aeronaves do 73 OTU no Egito: este razorback e dois com capota bolha, incluindo a aeronave do comandante, o famoso Black Thunderbolt, todo preto com faixas vermelhas, o KJ348.

Foi o primeiro kit que montei nos Estados Unidos.

Aeronave: Republic P-47D Thunderbolt MK.I
Operador & Registro: Royal Air Force (RAF) | HD176
Kit: Revell
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01760

P-47D Thunderbolt | FAB A6

História interessante, em um kit Hasegawa na escala 1/48 by Edno Tsukamoto: em 27.01.1945 o P-47 Thunderbolt da FAB na Itália, código A-6, pilotado pelo Tenente Raymundo Canario (50 missões de combate) perdeu 1,28m de sua asa direita depois de ter sito atingido por estilhaços de uma flak alemã. Mesmo avariado, conseguiu voltar a salvo, o que comprova a força do P-47. Mais tarde, Em 15.02.1945 ele foi atingido por flak outra vez, mas teve de saltar de para-quedas e foi resgatado pela infantaria Brasileira.

P-47D Thunderbolt - FAB A6

P-47D Thunderbolt - FAB A6

P-47D Thunderbolt - FAB A6

Ficha Técnica:

Aeronave:  P-47D Thunderbolt 
Registro: FAB A6
Kit: Hasegawa
Escala: 1/48
Número Hangar: SR00014