Boeing 727-200 | Hughes Airwest

O Boeing 727 é uma aeronave Norte-Americana, narrow-body. Um trijato, com cauda em “T” criado nos Anos 60 para impulsionar a aviação comercial, chegando onde outros jatos maiores não pousavam. O primeiro Boeing 727 voou em 1963 e por mais de uma década foi o jato comercial mais vendido e produzido no mundo. Quando a produção se encerrou em 1984, um total de 1.831 aeronaves haviam sido produzidas, o que era um recorde absoluto de venda. Esse recorde somente foi quebrado (e depois por muito ultrapassado) no começo dos anos 90 por seu irmão mais novo, o Boeing 737.

O 727 foi produzido seguindo o sucesso do quadrimotor Boeing 707. Projetado para rotas de curta distância, o 727-100 se tornou o principal apoio para rotas comerciais das empresas aéreas. Uma versão alongada, conhecida como 727-200 foi lançada em 1967. Apesar de ter dado um grande impulso para a aviação comercial, hoje há poucos Boeing 727 em operação. Na sua época de auge, nos Anos 70 e 80, diversos 727 pousavam ou decolavam a cada minuto pelo Mundo.

Segundo o site Aviation Safety Network, até hoje (06.2018), um total of 334 ocorrências foram registradas pelo tipo, incluindo 119 perdas totais, com um total de  3.865 mortes. Houveram também 183 sequestros com este modelo, com 346 fatalidades.

Se quiser saber mais sobre o Boeing 727, visite meu site especializado nesta aeronave, o 727 Datacenter.

Este modelo representa uma aeronaves  que não se acidentou. O N722RW era um 727-2M7, encomendado e construído para a Hughes Airwest, empresa do legendário Howard Hughes. Foi o 727 de número 1220 construído, serial 21201, que fez seu primeiro voo em 19.10.1976 com motores JT8D-17R.

O 727-200 Advanced N722RW foi entregue para a Hughes como “Spirit of the Racer” em 01.11.1976, passou para a Republic Airlines com a fusão das empresas em 01.10.1980 e, em 01.10.1986 para a Northwest Airlines, operando até 2003. Em 2004 foi vendido para a Aero Controls e foi desmontado em 26.10.2005.

Sua curiosa cor amarela, esquema conhecido como Flying Banana, deriva de um acidente com um DC-9 da Hughes Airwest em 1976. Às 18h02, no fim de tarde de um Domingo, dia 06.06.1971, o voo 706 entre as cidades de Los Angeles e Seattle, com 5 escalas, tinha acabado de decolar de LAX  para a primeira parada em Salt Lake City.

O DC-9 subia para o nível 155. Às 18h11, cruzando o nível 151 (4.200 metros de altura) sobre as Montanhas San Gabriel, perto de Duarte, California, a parte dianteira do DC-9 foi atingida pela cauda de um caça F-4B Phantom II do Esquadrão 323 dos Marines, serial 151458 (código 451), que estava realizando um voo de Fresno (CA) para Fallon (NE), programado para ser voado em baixa altitude.

No entanto, o Phantom II 451 estava em estado crítico, experimentando diversas panes neste voo, incluindo falha de transponder e vazamento de oxigênio. Por esta razão, em face do cair da noite e da redução na visibilidade, resolveu subiu para o nível 155. Após uma manobra nesta altitude, desceu para o nível 151 e colidiu com o DC-9.

Após o acidente, o operador de radar do F-4B, Christopher E. Schiess, ejetou seu assento e foi o único sobrevivente. O piloto, James R. Phillips, não conseguiu ejetar e caiu com o Phantom II. O caça colidiu com o solo no Mount Bliss, a 1,6 km de distância do local de queda do DC-9.

No total, 49 vidas se perderam no DC-9 e com o piloto do F-4, foram 50 fatalidades. Howard Hughes, consternado, mandou pintar todos os seus aviões de amarelo brilhante para que nunca mais fossem vítimas de uma colisão aérea. Assim, o Boeing 727-200 N722RW reflete este esquema de pintura, que foi a última da empresa Hughes Airwest.

Saiba mais sobre este acidente clicando AQUI. O kit é um antigo Airfix (03183), na escala 1/144 com decais da Guido Globales. Para saber a história do kit Airfix do Boeing 727, visite o 727 Datacenter, clicando AQUI.

Aeronave: Boeing 727-200 Advanced
Operador & Registro: Hughes Airwest | N722RW
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01682

Boeing 727-200 | Iberia

Kit Airfix montado em 2006 com decais aftermarket. Mostra o EC-GCL, que foi EC-CBJ e depois foi alugado para a Aerolineas Argentinas como LV-VFJ. Ao voltar, virou GCL, todo branco e com as clássicas faixas Iberia. Depois voou na Nigéria com a Albarka Air (5N-AMM).

Aeronave: Boeing 727-200
Operador & Registro: Iberia | EC-GCL
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00075

Boeing 727-200 | VASP

Este é um kit do Boeing 727-200 da Paulista VASP. Encomendado e entregue para a empresa como PP-SNJ em 12/12/80, foi vendido para a Polaris Aircraft Corporation em 17/04/89 como o N328AS e em seguida foi locado para a Alaska Airlines. Em 01/09/93 foi alugado para a Sun Country, sendo registrado como N286SC em 12/93 e, após modificação para o padrão 727 2A1F, operou na Capital Cargo International com o mesmo prefixo N286SC.

A Vasp queria o modelo 727-200 em suas rotas há mais tempo, porém apenas em 1977, recebeu autorização para comprar as aeronaves diretamente da Boeing, sendo a única empresa brasileira a operar o modelo 200 em linhas regulares entre as quatro grandes (as demais, Varig, Cruzeiro e Transbrasil, operavam apenas o modelo 727-100). O total de 727 operados pela empresa, até hoje, soma 15 aeronaves, incluindo o PP-SFQ que não voará mais.

Em 1980, doze aviões 727 operavam pela Vasp e entre eles dois 727-030C, arrendados da Lufthansa, que atuavam como cargueiros desde 1979, ambos nas cores básicas da empresa alemã, apenas com o nome Vasp na fuselagem e cauda e a inscrição “carga” na entrada de ar do motor central. O último 727-200 de passageiros deixou a empresa em 1989, mas em 1996, foi criada a Vaspex, visando atuar principalmente no setor de pequenas encomendas, trazendo de volta o Boeing 727 para a empresa paulista.

A Vaspex, em outubro de 1996, recebeu seus primeiros aviões, matriculados como PP-SFC e PP-SFE, com os quais operou até a chegada do PP-SFF em junho de 1997 e do PP-SFG em julho do mesmo ano. Este último, o PP-SFG, chegou nas cores de sua antiga operadora, a Qatar Airways, e foi convertido em cargueiro nas oficinas da própria Vasp em São Paulo, sendo finalizada a conversão no mês de novembro de 97, elevando a frota da empresa para quatro 727-200F e mais dois 737-200F (ambos ex-Vasp) e um DC-10-30CF.

Entretanto, problemas nos últiumos anos na principal empresa do grupo, a Vasp, ameaçaram a Vaspex, que foi obrigada a reduzir o total de 727-200 para apenas 2 aviões. O PP-SFE e PP-SFF foram retomados por falta de pagamento e hoje voam com a Varig Log. Além disso, a Vasp havia trazido ao Brasil um dos 727-200 da sua subsidiária Lóide Aéreo Boliviano, o CP-2294, para ser transformado em 727-200F nas suas oficinas em São Paulo, mas a aeronave está parada no pátio da empresa desde 1999, já com a porta de carga, mas sem motores.

A aeronave não tinha mais condições de vôo, sendo considerada como PT (perda total), porque a porta de carga foi cortada no local errado, o que não foi confirmado pela empresa. O braço de carga da empresa paulista, que tem a mesma pintura da Vasp, apenas com a adição do “EX” em vermelho após o nome e a inscrição “CARGO” na entrada de ar do motor central, respondia por 30% da receita do grupo então controlado por Wagner Canhedo, operando em 4.000 localidades no Brasil. A Vaspex operou, além dos dois 727-200F, dois 737-200F dos quais era dona, tendo devolvido o DC-10. Todas as aeronaves, porém, pararam de voar em janeiro de 2005.

Aeronave: Boeing 727-200
Operador & Registro: Viação Aérea Paulista (VASP) | PP-SNJ
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01402

Boeing 727-100 | TWA

Este é um Boeing 727-31 construído especialmente para a TWA e entregue em 30.06.1965 para a empresa. Serial nº 18904, prefixo N839TW, operou até ser desmontado em 31.07.2001, ou seja, por 36 anos. Tinha 134 lugares e operou algum tempo para a empresa na Europa. Foi o Boeing 727-100 de número 152 na linha de produção. Aeronave na escala 1/200 da Phoenix Models.

Aeronave: Boeing 727-100
Operador & Registro: Trans World Airways (TWA) | N839TW
Kit: Phoenix Models
Escala: 1/200
Número Hangar: SR00143

 

Boeing 727-200 | Avensa

Kit Minicraft de um 727-2D3 Advanced da Avensa (serial 20885, line number 1055), nas cores que usou de 1990 até 2000. Realmente a pintura (esquema Billboard) lembra as origens da empresa, que foi uma subsidiária da Pan Am. Aeronave by Anthony Bell. Belíssimo trabalho.

Aeronave: Boeing 727-2D3 Advanced
Operador & Registro: Avensa | YV-97C
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01027