Boeing 727-100 | TWA

Este é um Boeing 727-31 construído especialmente para a TWA e entregue em 30.06.1965 para a empresa. Serial nº 18904, prefixo N839TW, operou até ser desmontado em 31.07.2001, ou seja, por 36 anos. Tinha 134 lugares e operou algum tempo para a empresa na Europa. Foi o Boeing 727-100 de número 152 na linha de produção. Aeronave na escala 1/200 da Phoenix Models.

Aeronave: Boeing 727-100
Operador & Registro: Trans World Airways (TWA) | N839TW
Kit: Phoenix Models
Escala: 1/200
Número Hangar: SR00143

 

Boeing 727-100 | Transbrasil

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Em 1974 a Transbrasil recebeu seu primeiro 727-100, chegando a ter 22 aeronaves deste tipo, sendo considerada a maior operadora de jatos 727 em toda a América do Sul. Seus 727 tinham o apelido de Trijatões e formaram a espinha dorsal da frota, realizando a partir de outubro de 1974, a Rede Postal Noturna, em contrato com os Correios, que faziam os 727 da empresa operar durante o dia com configuração de passageiros (117 lugares) e, durante a noite, como cargueiros, transportando malotes postais. Esta conversão rápida era possível graças aos modelos C (Combi – 04 unidades) e QC (Quick Change – 06 unidades) operados. Os 727-100QC tinham um kit desenvolvido pela Boeing, que permitia a retirada (por trilho até a porta lateral de carga) de todos os assentos, galleys e lavatórios, na ordem correta em apenas alguns minutos.

Com a Rede Postal Noturna, vários 727 eram usados 24 horas por dia, com uma das mais altas taxas de utilização deste modelo no mundo, à época. Uma encomenda de 727-200 Advanced foi cogitada, mas a empresa preferiu manter os 727-100 em uso e trocá-los diretamente por modelos de nova geração. No final dos anos 80, mais precisamente em 1989, a empresa vendeu seu último 727, passando a operar com Boeings 707, 737 e 767.

Os 727 da Transbrasil são famosos em nosso país por serem coloridos, primeiro lembrando a Braniff, com esquemas em duas cores e depois como um arco-íris. A empresa do comandante Omar Fontana, ele próprio um revolucionário na indústria aeronáutica brasileira, sempre inovadora. O primeiro sistema de pintura era intitulado “Energia Colorida” e nele cada aeronave representava diferentes modalidades de obtenção de energia.

Assim, tivemos a Energia Petrolífera homenageada no PT-TYU, a Energia Solar no PT-TYT, a Energia Solar II no PT-TYR, a Energia Eólica no PT-TCA e a Energia Cinética no primeiro esquema do PT-TYS. As pinturas mudavam sempre e apenas o primeiro 727 da empresa, o PT-TCA, ostentou nada mais nada menos do que 5 pinturas diferentes nos oito anos em que voou pela a empresa.

Em 1978 começaram a surgir os primeiros 727 pintados no novo esquema, conhecido como Arco-Íris. Isso aconteceu, segundo Gianfranco Betting (ex-diretor da empresa e entusiasta da Transbrasil), com a chegada do PT-TYM em setembro de 1978. Segundo ele, “Omar resolveu colocar ‘todo o espectro solar’ em cada avião. Encomendou à sua house-agency, Intermarket, o novo visual. Inicialmente, a pintura contemplava uma fuselagem bege (escolha do próprio Omar) e as cores do arco-íris na cauda. Aplicadas pelos pintores da empresa, estes tentaram, sem sucesso, misturá-las em suaves passagens umas às outras, utilizando somente a pistola de pintura. Esta pintura acabou tendo um caráter experimental: o resultado deixou muito a desejar.”

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Após a pintura do PT-TYM neste padrão, resolveu-se que o esquema precisava ser melhorado e assim, os designers da Intermarket foram acionados mais uma vez para encontrar uma solução que foi logo posta em prática: a aplicação de listas claramente definidas, com diferentes larguras, criando de longe um efeito de fusão cromática-exatamente como fizera a Air France alguns anos antes. Aliás, essa semelhança com a pintura da Air France foi motivo até mesmo de uma nota da revista Flap Internacional na época. A fuselagem também foi modificada e do bege, mudou para um branco profundo e que contrastava com o arco-íris da cauda, tornando a empresa brasileira mundialmente conhecida pelas suas cores. Cada aeronave ainda tinha os logotipos da empresa, detalhes das portas e asas pintados nas diversas cores do arco-íris, execeto o amarelo, que ficaria muito apagado.

Assim, tivemos quatro aeronaves de logotipo e asas em vermelho (TCHTYITYPTYU), cinco em verde (TCATCE,TCGTYNTYQ), três em violeta (TCITYMTCD), quatro em laranja (TCBTCFTYRTYT), quatro em azul médio (TCC,TYHTYOTYS) e três em azul claro (TYJTYKTYL). A fuselagem também sofreu uma sensível alteração: passou a ser pintada num tom quente de branco (a Boeing possui mais de trinta tipos diferentes de cor branca para escolha de seus clientes), ao invés de bege. O PT-TYO foi pintado por pouco tempo, experimentalmente, na cor ocre, sendo depois pintado em azul médio.

Hangar de Plástico | Boeing 727-100 | Transbrasil

Este esquema de cores permaneceu nem uso até 1998, quando o último esquema, nunca usado em modelos 727, foi implementado. Porém, desde 1986 algumas variações foram utilizadas, em especial nos modelos 737 e 767, pois as asas pararam de ser pintadas nas cores do logotipo, por medida de economia. Na sequência, em 1990, apenas o azul médio (conhecido na Transbrasil como Azul Índigo) passou a ser a cor oficial da empresa e todos os aviões daí em diante passaram a ter logotipos, portas e marcas apenas nesta cor. Por iniciativa de Gianfranco Betting, em 1995, o tom quente de branco (que parecia sujo com muita facilidade) foi substituído por outro, no mesmo padrão da Lufthansa.

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Boeing 727 Transbrasil

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TYI
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00950

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TYQ
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01000

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TYJ
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01001

Boeing 727-100 | Transbrasil

Hangar de Plástico | 727-100 | Transbrasil | PT-TCB

Esse é o segundo 727-100 da Transbrasil. Encomendado e entregue para a Pan American como N342PA em 07.10.66 (nome “Clipper Golden Age”), foi vendido para a TransBrasil em 02.10.74, onde operou até 12.81 como PT-TCB, quando a empresa brasileira vendeu-o para a International Air Leases, alugando-o em seguida e voando com este trijato até 19.03.82. A aeronave, um kit convertido do 727-200 da Minicraft, mostra a pintura que ostentava em 1975, no esquema que era chamado Riquezas Brasileiras.

727-100 Transbrasil

727-100 Transbrasil

727-100 Transbrasil

727-100 Transbrasil

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 727-100
Registro: Transbrasil – PT-TCB
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00727