Boeing 747SP | Pan Am

O Boeing 747 trouxe para aviação um novo parâmetro com capacidade e desempenho impressionantes na época de seu lançamento, em 1969, e sempre foi referência no campo dos grandes aviões comerciais, conhecido como “Jumbo” e também “Rainha dos Ares”. A primeira geração do Jumbo, o 747-100, tinha alcance de 9.800 km e uma capacidade média para 360 passageiros. Era o maior avião do mundo, com 70,6 metros de comprimento,  capaz de ligar continentes voando a velocidade máxima de 955 km/h.

Em razão de suas rotas, a empresa que convenceu a Boeing a criar o Jumbo, a lendária Pan American World Airways (Pan Am) pediu para a Boeing em 1973, uma versão capaz de cobrir duas vezes o alcance do 747 normal. A ela se juntou a Iran Air, que também desejava um avião com mais alcance. A Boeing optou por redesenhar o 747 e mudá-lo radicalmente, começando por diminuir seu peso. Menos 30 toneladas de peso e 16 metros de comprimento e uma grande reengenharia no estabilizador vertical, que tem 20 metros de altura.

Podia transportar até 400 ocupantes, mas em geral tinha entre 220 e 250 lugares nos seus operadores. O “Baby Jumbo” podia voar a até de 12.320 km de distância, alcance que apesar de ser o maior da época, era menor do que o desejado. Operado de 1976 em diante, foi recebido pela Iran Air (4 unidades), South African Airways (SAA, com 5 unidades) e a própria Pan Am (11 unidades). No total, 45 aeronaves foram compradas entre os anos de produção, 1976 e 1989.

Era especializado em voos transcontinentais e aumentou a frequência de viagens sem escalas para os EUA partindo de países da Ásia, Oriente Médio e África. O que antes exigia parada para reabastecimento, se tornou um voo non-stop. O 747SP foi iniciou uma série de voos regulares de longa distância com destino a Nova York partindo de cidades como Tóquio, Johanesburgo e Buenos Aires direto para New York. Ele estabeleceu diversos recordes: em 1976 um 747SP da Pan Am deu a volta ao mundo com apenas duas paradas. A aeronave decolou de New York, pousou em Nova Delhi, na Índia e em seguida em Tóquio para em retornar ao ponto de origem. A viagem durou 46 horas e 26 minutos e cobriu uma distância de 37 mil quilômetros.

Este recorde foi quebrado por ele mesmo durante as celebrações dos 50 anos da Pan Am quando efetuou um voo especial, conhecido como “Pan Am Flight 50”. Em 28.10.1977, o 747SP-21 Clipper New Horizons, N533PA (ex- Clipper Liberty Bell) voou de San Francisco para Londres, Cidade do Cabo e Auckland, na Austrália, completando uma volta ao globo voando sobre os polos sul e norte em 35 horas e 54 minutos.

Para comemorar este dia 4 de Julho, o 747SP-21 deste post, N540PA, que tinha o nome de China Clipper, serial 21649, voou pela primeira vez em 01.05.1979 e foi entregue dez dias depois para a Pan Am. Em 1986 passou para a United Airlines como N149UA e segue operando ainda em 2018. Desde 1995 se tornou aeronave executiva e voou para os governos de Brunei e Bahrein e, em 2008 foi vendido para a Las Vegas Sands Corporation com o prefixo VQ-BMS.

O kit é um vacuumform da Welsh by Guick.

Aeronave:  Boeing 747SP
Operador & Registro: Pan American World Airways (Pan Am) | 
Kit: Welsh Models (SL293V)
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01324

Boeing 747-100 | Braniff

O Boeing 747-127 prefixo N601BN (serial 20207), chamado de Great Pumpkin, o 100º Boeing 747 construído, voou pela primeira vez em 09.12.1970 e operou na Braniff International entre 1971 e 1981. Em 1982 foi para a Polaris, em 1983 para a Metro International e, ao fim do mesmo ano, para a Tower Air, com a qual voou pela última vez em 03.03.1991 entre Estocolmo e Miami. Foi desmontado pouco tempo depois.

Uma particularidade deste 747: durante muito tempo (1971 e 1977), foi o avião do tipo mais utilizado no mundo, operando rotas diárias entre Dallas (Love Field (DAL) até 1973 e depois DFW) e Honolulu (HNL), com uma viagem completa de 16 horas diárias de voo (oito em cada direção). Ele só voou entre estas duas cidades por sete anos.

Modelo Dragon/DML na 1/144, Project Cutaway, que vem semi-montado. Deverá ser reformado em breve.

 

Aeronave: Boeing 747-127
Operador & Registro: Braniff International | N601BN
Kit: Drago DML
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01485

 

Boeing 747-132SF | Flying Tigers

Belo kit Revell, na 1/144, representando o Boeing 747-132SF, cargueiro que operou nos Anos 70 e 80 (vejam foto real abaixo), serial 19897, o 747 de número 82 na linha de montagem que foi operado pela primeira vez pela Delta em 1970. Foi convertido em CARGO em 1977 e operou pela Flying Tigers, El Al, fedex, Air Hong Kong, Polar Air Cargo e foi desmontado em 2001. Desde que vi numa capa da Flap dos Anos 80, desejei ter um kit assim. Pelo mestre dos 747, Osni Vieira.

Aeronave: Boeing 747-123F
Operador & Registro: Flying Tigers | N803FT
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01041

Boeing 747SP | Aerolineas Argentinas

Esse é o menor kit da coleção: escala 1/400, aproximadamente 14 centímetros. Mas é surpreendentemente bonito. Vejam nas fotos. Modelo da GeminiJets (código GJARG055) que está esgotado na maioria das lojas, em geral se acha ele somente em sites de leilão. O Boeing 747SP foi utilizado entre 1980 e 1990, nas rotas para Austrália e Nova Zelândia, voando por sobre o Pólo Sul.

Aeronave: Boeing 747SP
Operador & Registro: Aerolineas Argentinas | LV-OHV
Kit: GeminiJets
Escala: 1/400
Número Hangar: SR01325

Boeing 747-400 | Northwest

Kit do Boeing 747-400 nas cores (ou falta de cores) da Northwest, de 1989.  Uma das pinturas mais clássicas dos Anos 70/80 na última aeronave moderna da empresa a usar este padrão. Kit Revell by Osni Vieira Jr.

Aeronave: Boeing 747-400
Operador & Registro: Nothwest Orient | N662US
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00866