De Havilland Comet 1 | B.O.A.C.

A aeronave, vista no kit deste post, um Airfix na 1/144 (by DOC), foi o segundo a explodir sem motivo, naquele que foi o maior mistério da aviação nos Anos 50.

O de Havilland Comet, ou simplesmente Comet, origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulencias e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima.

Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora. Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo.

No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Aeronave: De Havilland Comet 1
Operador & Registro: B.O.A.C. | G-ALYP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00949

DH Comet 4 | Aerolineas Argentinas

Kit modificado na escala 1/144 da Airfix. A aeronave mostra o prefixo LV-AIB e é um Comet 4C, serial 06460. Operou na Argentina entre 1962 e 1971, sendo repassado para a Dan Air London naquele ano e retirado de uso em 1977. Em novembro de 1978 foi desmontado em Lasham.

Esta aeronave foi o único Comet 4C da empresa argentina, tinha capacidade para 102 passageiros. Ele foi recebido para repor parte da frota da Aerolineas Argentinas perdida em acidentes. Foi o sétimo e último Comet na frota azul e tinha o nome de “Presidente Kennedy”. Aliás, pouca gente sabe, mas um dos Comet da Aerolineas Argentinas foi perdido em Campinas. A aeronave LV-AHO foi perdida em Buenos Aires, a LV-AHP em Assunção e o LV-AHR, de nome “Alborada” foi perdido em Campinas, São Paulo, no dia 23 de novembro de 1961, destruído próximo à cabeceira da pista do aeroporto de Viracopos ao iniciar a decolagem com destino a Trinidad, na rota para os Estados Unidos. Nesse acidente Faleceram 12 tripulantes e 40 passageiros.

– G-AROV, MEA NTU.
– LV-PTS, Aerolíneas Argentinas (pasavante) 26.04.62
– LV-AIB, Aerolíneas Argentinas “Presidente Kennedy”
– G-AROV Dan-Air London 10.71
– WFU Lasham 3.10.77
– Broken up 11.78

 

Ficha Técnica:

Aeronave:  De Havilland Comet 4
Registro: Aerolineas Argentinas – LV-AIB (circa 1960)
Kit: Airfix (modificado)
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01022

Comet IA | BOAC

Hangar de Plástico | Comet 1 | G-ALYP

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Hangar de Plástico | Comet | G-ALYP

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulências e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima. Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora.

Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo. No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Ficha Técnica:

Aeronave: De Havilland Comet I
Registro: BOAC – G-ALYP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00949