Douglas DC-7C | KLM

dc-7c seven seas | KLM

O Douglas DC-7 tinha o nome de Seven Seas em razão de seu grande alcance, capaz de cruzar Oceanos. Ele foi um avião quadrimotor a pistão, fabricado na década de 1950 pela companhia norte-americana Douglas em Santa Monica, California em um design que sucedeu o DC-6B. Foi o último grande avião quadrimotor a pistão fabricado pela Douglas, como também um dos primeiros aviões capaz de cruzar o Atlântico Norte sem escalas. Seu primeiro voo aconteceu no dia 18.05.1953.

O modelo surgiu quando a American Airlines solicitou junto ao fabricante um avião com maior capacidade e autonomia que o DC-6. No entanto, curiosamente, o primeiro modelo foi entregue para a Pan American. Trata-se de uma evolução mista entre o Douglas DC-4 e Douglas DC-6. As asas derivavam do DC-4, na mesma envergadura, com uma fuselagem bem maior e motores Wright Turbo Compound RR-3350, que lhe garantiam uma velocidade de Cruzeiro de 550 km/h e um alcance de 5.810 km, com 100 passageiros.

Com 338 unidades fabricadas até 1958, o DC-7 foi um desbravador voando em rotas entre os Estados Unidos e Europa e Ásia, mas logo ofuscado pela chegada dos jatos, o Comet, Caravelle, Boeing 707 e DC-8. Os modelos novos foram encomendados e entregues para: Alitalia, American Airlines, BOAC, Braniff Airways, Caledonian Airways, Delta Air Lines, Eastern Air Lines, Japan Airlines, KLM, Mexicana de Aviación, National Airlines, Northwest Orient, Panair do Brasil, Pan American World Airways, Sabena, SAS, South African Airways, Swissair, Turkish Airlines, Transports Aériens Intercontinentaux e United Airlines.

Entre 1957 e 1965 o tipo foi operado no Brasil pela Panair, num total de 6 unidades, 2 recebidos novos da fábrica. Sofre um um total de 79 acidentes e incidentes em suas muitas décadas de operação (1953-1988), com um total de 714 fatalidades.  No Brasil, em 01.11.1961, a aeronave DC-7C prefixo PP-PDO estava voando da Ilha do Sal para Recife quando caiu em uma colina a 2,7 km do aeroporto, em acidente atribuído a um erro do piloto, que custou a vida de 88 pessoas.

O Douglas DC-7C Seven Seas prefixo PH-DSE (serial 45184, line #816) foi operado pela empresa Holandesa KLM, que possuía um total de 15 modelos do tipo, sendo vendido em 11.12.1969 como cargueiro para a Irlandesa Air Turas (EI-ATT) e, depois, em 08.1971 para a Affretair (TR-LQC) do Gabão. Foi retirado de uso e visto pela última vez em Salisbury, Rhodesia, em 1973.

Saiba mais sobre o DC-7 clicando AQUI.

O modelo mostrado neste post é um Revell, na escala 1/122, lançado pela primeira vez em 1955 com a pintura da American Airlines, kit H-219-98. Foi lançado sucessivas vezes até 2005 pela Revell, além de outras empresas, como a Lodela no México e a Kikoler-Revell no Brasil. É um modelo extremamente simples, mas que fica muito bonito montado, como se pode ver. Foi montado com a pintura de entrega do PH-DSE em 31.05.1957.

dc-7c seven seas | KLM

dc-7c seven seas | KLM

dc-7c seven seas | KLM

Aeronave:  Douglas DC-7 Seven Seas
Operador & Registro: KLM | PH-DSE
Kit: Revell
Escala: 1/122
Número Hangar: SR01593

Douglas SBD Dauntless | US Navy

Este foi o primeiro kit a ser finalizado em 2013. É também um avião que representa do Douglas SBD Dauntless, que foi o primeiro kit que montei na vida, em 1978.

Na Segunda Guerra Mundial, 5.936 bombardeiros de mergulho Dauntless foram construídos entre 1940 e 1944. A sigla SBD (“Scout Bomber Douglas”) designava o modelo, que viu todas as principais batalhas da 2ª Guerra e foi substituído pelo Curtiss Helldiver. Voou de bases terrestres e porta-aviões. O Dauntless que este kit representa voava do USS Lexington em 1943. Os Dauntless voaram 1.189.473 horas operacionais, cerca de 25% das horas operacionais de aviões baseados em porta-aviões durante a Guerra.

O kit é um Testors na 1/72 que comecei em 2007 e ficou parado desde então. Resolvi terminar após a construção do Helldiver, no fim de dezembro. Não tinha detalhe algum, os freios foram pintados e o mesmo eu fiz com as baías do trem de pouso.

Aeronave: Douglas SBD Dauntless
Operador & Registro: US Navy | #32
Kit: Testors
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00581

C-54 Skymaster | US Army

Esse foi mais um de 2012, também da série “Bombardeiros da Segunda Guerra” da Planeta DeAgostini (Edições Altaya). Decais da caixa de sobras. Fiz um C-54 fictício, mas na configuração original, de 1942 até 1945, na cor verde em cima e cinza embaixo, camuflado. Gostei do resultado.

Aeronave: Douglas DC-4 (C-54) Skymaster
Operador & Registro: USAAF 
Kit: Altaya
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01685

Douglas DC-6B (C-118) | FAB

Kit Minicraft, escala 1/144 de um dos cinco Douglas DC-6 utilizados pela FAB, todos ex-Varig, matriculados de 2412 a 2416, este representado pelo modelo. O 2416 (serial 43824) foi entregue novo para a Northeast Orient (N91304), foi vendido para a Panair (PP-YSN) e operou na Varig (com o mesmo prefixo) até ser vendido à FAB. Após a passagem pela força brasileira, foi vendido à Força Aérea do Paraguai (FAP), recebendo o registro T-89. Os C-118 eram usados no 2º/2º Grupo de Transporte em Manaus, no Amazonas, onde o 2414 foi perdido em acidente no dia 28.04.71.

O C-118 FAB2413 foi canibalizado em 1973 para fornecer peças aos demais que foram vendidos em 1975, fechando o ciclo de operações do modelo. As aeronaves, que foram repassadas para FAB em 1968, atuaram muito no Projeto “RONDON”, levando Universitários do projeto para à Região Amazônica.

Os Douglas DC-6 de primeira versão de produção (os “DC-6 puros”) foram produzidos até 1951, num total de 175 unidades. Destes, nenhum chegou a operar nas companhias brasileiras. Em 1948, entretanto, a Douglas começara a estudar a possibilidade de uma versão ampliada, com maior volume de cabine, carga útil e peso operacional, aproveitando para isso a disponibilidade dos novos e excelentes motores Pratt & Whitney Doublé Wasp C 16, de 2.400 hp. Que foram oferecidos com um sistema de injeção de água/metanol, para uso na decolagem. Permitindo um incremento sensível na potência.

Foi feito um novo alongamento da fuselagem, de 1,52 m, e a capacidade de combustível também foi ampliada, passando de 16.125 para 20.915 litros. Esta nova geração do DC-6 voou em 1949 e foi oferecida em duas variantes- DC-6 A, otimizado para carga (com assoalho reforçado e duas grandes portas do lado esquerdo, uma antes e outra atrás da asa), e o DC-6B, especifico para o transporte de passageiros. Ao todo foram produzidos 288 DC-6B, com o último sendo entregue em 10 de fevereiro de 1959, exatamente para a companhia brasileira Lóide Aéreo Nacional – cujos quatro DC-6 A, foram, assim, os últimos DC-6 a saírem das linhas de montagem da Douglas.

Abaixo, dados da vida operacional deste DC-6:

43824 | 299 | N91304 | Western AL | 15.12.52 | DC-6B

Northwest Orient AL 59
International Air Svcs 25.08.61
REAL SA NTU
PP-YSN VARIG 08.61
2416 Brasilian Air Force 68
T-89 Paraguan AF 06.75
4002 Paraguan AF rr 80

Aeronave: Douglas DC-6B 
Operador & Registro: Força Aérea Brasileira | FAB2413 | C-118
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00960

Douglas DC-4 | MAC Air Charter

Este é um Minicraft com decais F-Decal da Martin’s Air Charter, a MAC. O avião real que este kit representa teve uma vida cheia de operadores. Ele começou sua vida como C-54B-1-DC Skymaster, serial 42-72433, entregue para a USAAF em 23.01.1945. Com o fim da guerra foi declarado surplus e vendido para a empresa chinesa CNAC (China National Aviation Corp.) de Shanghai em 1946, registrado inicialmente XT-T-04 e, depois, XT-104. Após a revolução comunista foi vendido em 1949 para a CAT (Civil Air Transport) de Taipei, em Taiwan e registrado N8345C.

Em 02.1953, foi arrendado para a TALOA (Transocean Air Lines) de Los Angeles, até 1955 quando foi vendido ao LAB (Lloyd Aéreo Boliviano) da Bolívia em 28.03.1955. Retornou aos EUA em 1961, comprado pela empresa de leasing Boreas Corporation de New York, registrado N538G e alugado para a Miami Airlines. Em 01.06.1962 foi alugado para a empresa holandesa Martin’s Luchtvervoer Maatschappij NV (que operava como Martin’s Air Charter e foi renomeada Martinair Holland em 1966), recebendo o registro PH-MAE.

Nove meses depois, em 06.03.1963, a Martin’s Air Charter comprou o avião. Foi vendido para a alemã Transportflug em 02.02.1967 e registrado D-ADAC. Em 1969 foi vendido para a Sodemac do Congo Belga (que passou a se chamar depois Zaire em 1971) e em 28.10.1970 foi registrado 9Q-CTD. Em 1971 foi transferido para a Força Aérea do Zaire e voou até 1981. Após, foi armazenado e, aos poucos, foi sucateado e desmontado.

Aeronave: Douglas DC-4 Skymaster
Operador & Registro: Martin’s Air Charter (MAC) | PH-MAE
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00992