HS Trident 1C | BEA Airways

O Hawker-Siddeley Trident, modelo DH121 ou HS121, foi um avião projetado pela de Havilland na década de 50 e construído pela Hawker-Siddeley na década de 1960. Por ter sido projetado especificamente a pedidos da British European Airways, não teve muito apelo para atender às necessidades de outras companhias aéreas. A aeronave também é contemporânea do Boeing 727, que por fazer parte de uma família, iniciada com o 707 e complementada com o 737, teve mais apelo para os clientes.

O Trident foi a primeira aeronave a ser certificada para pousos automáticos em 1965, fazendo-os em serviço comercial de 1966 em diante (algo que só seria repetido pelo Tristar nos Anos 70). Foram construídas apenas 117 aeronaves. O modelo Trident 1C foi produzido somente para a BEA, que tinha 24 unidades deste modelo.

O HS 121 Trident 1C que este kit representa, G-ARPC, tem o serial 2103, foi fabricado em 1962 e operou apenas com a BEA. Em 28.12.1975 a aeronave estava estacionada em Heathrow, na área de estacionamento A3 quando um incêndio começou, possivelmente na parte elétrica, e destruiu completamente o Trident, sem causar ferimentos. O kit é o velho Airfix dos Anos 60, by DOC, com decais originais.

Aeronave: Hawker-Siddeley Trident HS-121 Trident C
Operador & Registro: British European Airways (BEA) | G-ARPC
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00986

De Havilland Comet 1 | B.O.A.C.

A aeronave, vista no kit deste post, um Airfix na 1/144 (by DOC), foi o segundo a explodir sem motivo, naquele que foi o maior mistério da aviação nos Anos 50.

O de Havilland Comet, ou simplesmente Comet, origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulencias e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima.

Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora. Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo.

No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Aeronave: De Havilland Comet 1
Operador & Registro: B.O.A.C. | G-ALYP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00949

DH Comet 4 | Aerolineas Argentinas

Kit modificado na escala 1/144 da Airfix. A aeronave mostra o prefixo LV-AIB e é um Comet 4C, serial 06460. Operou na Argentina entre 1962 e 1971, sendo repassado para a Dan Air London naquele ano e retirado de uso em 1977. Em novembro de 1978 foi desmontado em Lasham.

Esta aeronave foi o único Comet 4C da empresa argentina, tinha capacidade para 102 passageiros. Ele foi recebido para repor parte da frota da Aerolineas Argentinas perdida em acidentes. Foi o sétimo e último Comet na frota azul e tinha o nome de “Presidente Kennedy”. Aliás, pouca gente sabe, mas um dos Comet da Aerolineas Argentinas foi perdido em Campinas. A aeronave LV-AHO foi perdida em Buenos Aires, a LV-AHP em Assunção e o LV-AHR, de nome “Alborada” foi perdido em Campinas, São Paulo, no dia 23 de novembro de 1961, destruído próximo à cabeceira da pista do aeroporto de Viracopos ao iniciar a decolagem com destino a Trinidad, na rota para os Estados Unidos. Nesse acidente Faleceram 12 tripulantes e 40 passageiros.

– G-AROV, MEA NTU.
– LV-PTS, Aerolíneas Argentinas (pasavante) 26.04.62
– LV-AIB, Aerolíneas Argentinas “Presidente Kennedy”
– G-AROV Dan-Air London 10.71
– WFU Lasham 3.10.77
– Broken up 11.78

 

Ficha Técnica:

Aeronave:  De Havilland Comet 4
Registro: Aerolineas Argentinas – LV-AIB (circa 1960)
Kit: Airfix (modificado)
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01022

Comet IA | BOAC

Hangar de Plástico | Comet 1 | G-ALYP

O De Havilland Comet, ou simplesmente Comet, de origem inglesa, foi o primeiro avião comercial propulsionado por motores a jato fabricado no mundo. Com quatro reatores na raiz de suas asas, o Comet começou a operar em 1952 pela companhia aérea inglesa BOAC. Foi um grande sucesso, pois voava com o dobro da velocidade dos seus concorrentes da época, porém, com um enorme consumo de combustível, suas rotas eram curtas.

Porém, em 2 de maio de 1953, exatamente um ano após o início dos vôos regulares com os Comet, a aeronave da BOAC de prefixo G-ALYV, decolou de Calcutá, Índia e explodiu, sem aviso, sobre o mar. Após breve investigação, os Comets continuaram a voar e de fato o fizeram, sem maiores complicações por oito meses, até as 10h30 da manhã do dia 10 de janeiro de 1954, inesperadamente, o Comet G-ALYP, que havia decolado de Roma se desintegrou enquanto sobrevoava o mar, perto da Ilha de Elba, matando seus trinta e cinco ocupantes.

Os voos foram suspensos por algum tempo, mas assim que foram retomados, outra aeronave se despedaçou em pleno ar, novamente matando todos os ocupantes. Os navios de salvamento da Marinha Real Britânica foram enviados ao local do primeiro acidente para resgatar as peças do avião que estavam submersas, já que o segundo acidente aconteceu sobre águas profundas, resgatando dos terços das peças. Os destroços foram, então, enviados a Farnborough, Inglaterra onde o Comet acidentado foi cuidadosamente remontado, utilizando-se peças novas no lugar das que não foram resgatadas do avião acidentado.

Hangar de Plástico | Comet | G-ALYP

Um outro Comet foi colocado em um tanque com água, para simular a mesma situação de diferença de pressão atmosférica e desgaste de material. Cabe aqui uma explicação: Até então a maioria dos aviões da época voavam a baixas altitudes, onde a pressão atmosférica era semelhante à da superfície da terra. Porém os aviões a jatos necessitam voar a uma altitude muito grande para evitar turbulências e tempestade, onde a pressão atmosférica é mínima. Como o ser humano não consegue ficar consciente com uma pressão muito baixa, os aviões a jato precisam ter um sistema que deixe a pressão dentro do avião bem maior que a de fora.

Descobriu-se finalmente que os projetistas não tinham preparado a estrutura para ser usada com essa diferença de pressão, logo os aviões eram verdadeiras “bombas” voadoras. Bastou uma rachadura no teto do primeiro Comet acidentado para que ele se desintegrasse em pleno vôo. No caso do Comet resgatado do fundo do mar, a rachadura havia se iniciado onde a superfície metálica fora cortada em retângulo, para a instalação de uma antena de ADF. Também as janelas dos primeiros Comet eram quadradas, o que criava pontos de tensão nas extremidades. É por isso que, a partir dessas tragédias, os aviões passaram a ter janelas redondas e ovais, com o propósito de diminuir a tensão, e conseqüentemente, a fadiga metálica.

Ficha Técnica:

Aeronave: De Havilland Comet I
Registro: BOAC – G-ALYP
Kit: Airfix
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00949

Boeing 737-700 | Easyjet

737-700 Easy Jet

O kit visto acima é um Boeing 737-700 na escala 1/144. A moeda de um real dá a idéia do tamanho do avião. Trata-se de uma conversão de um Boeing 737-800 da Revell Alemã. O Boeing 737-700 tem 33,6 metros e pode levar de 149 a 126 passageiros, dependendo da configuração (classe única ou duas classes). O modelo 800 é maior, possui 39,5 metros e pode levar de 162 a 189 passageiros.

Para fazer o modelo 700 é necessário remover uma parte na frente e outra atrás da asa. Na frente 18,7 milímetros (0,74″) e atrás 19,75 milímetros (0,78″). Também é necessário remover o tail bumper (suporte de colisão) na traseira e reposicionar as antenas.  Como já tenho um Boeing 737-700 da Gol na coleção, procurei outra empresa para fazer este modelo.

Procurei os decais para 737-700 em minha coleção e encontrei um BD (Brasil Decals) da Easyjet, uma empresa inglesa de low-fare, exatamente como a Gol. A pintura também é semelhante, com o estabilizador laranja. Em outra coincidência, o avião que eu decidi fazer tem o prefixo G-EZJD (com a pintura especial “Big @ Gatwick” – nome do aeroporto base da empresa em Londres) que hoje em dia, opera na Gol com o prefixo PR-GIN. O kit foi feito no Carnaval, excelente diversão. Foi o 7º kit que eu finalizei em 2011.

737-700 Easyjet

Boeing 737-700 Easyjet

737-700 Easyjet

Boeing 737-700 Easyjet

Boeing 737-700 Easyjet

Ficha Técnica:

Aeronave:  Boeing 737-700
Registro: Easyjet – G-EZJD
Kit: Revell
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01115