EMB-110 Bandeirante | FAB SC-95B

SC-95 Bandeirante | FAB

Este é o primeiro avião da Embraer. O EMB-110 Bandeirante é um avião turboélice destinado ao uso civil e militar, com capacidade para até 21 passageiros, desenvolvido e fabricado no Brasil pela Empresa Brasileira de Aeronáutica, a Embraer, criada no final da década de 60 pelo governo brasileiro, que incentivou a empresa como ferramenta de expansão da indústria nacional. O Bandeirante surgiu para preencher a lacuna de uma aeronave de baixo custo operacional e capaz de ligar regiões remotas do Brasil, com pouca infraestrutura.

Coube a uma equipe do Centro Técnico Aeroespacial, liderada inicialmente pelo projetista francês Max Holste, com a supervisão do engenheiro aeronáutico Ozires Silva, a missão de desenvolver o produto. A fase do projeto demorou três anos até o primeiro voo, em 22 de outubro de 1968. Em maio de 1971 foi iniciada a produção em série do EMB-110, com a primeira entrega em 09.03.1973 para a Força Aérea Brasileira, que encomendou oitenta unidades.

A aeronave ainda foi vendida para diversos países. De um total de 498 aviões fabricados, 245 foram para o exterior, incluindo forças armadas. Utilizado para o transporte de passageiros, carga, busca e salvamento (SAR), reconhecimento fotográfico, originou também uma versão de patrulha marítima, o Bandeirante Patrulha, apelidado Bandeirulha (EMB-111).

Este kit representa um EMB-110P1SAR, versão SAR derivada do EMB-110P1 (K) com acomodações para seis macas e peso máximo de 6.000 kg. Sua designação na Força Aérea Brasileira é de SC-95B. OEMB-110P1 (K) é a versão de transporte militar, com capacidade para 1.650 kg entregue a partir de 05.1977, equipado com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750HP, deriva ventral, comprimento da fuselagem de 14,60 m, porta de carga traseira e porta extra de passageiros/tripulação, conhecido como C-95A.

Entre 1981 e 1982 foram entregues à FAB cinco exemplares da versão EMB-110P1K SAR, destinada à realização de missões de busca-e-salvamento. Essas aeronaves, designadas como SC-95B e matriculadas FAB 6542 a FAB 6546, substituíram os Grumman SA-16 Albatross no 2º/10º Grupo de Aviação.

Os SC-95B são equipados internamente para evacuação aeromédica, capazes de transportar até seis feridos a bordo, em macas; botes salva-vidas e paramédicos podem ser lançados de pára-quedas pela porta traseira. Duas largas janelas de observação, ovaladas, em bolha, foram instaladas na parte traseira da fuselagem. O kit reproduz o FAB 6546, o último dos modelos SC-95B, serial 110374.

Para saber mais sobre o EMB-100 bandeirante na Força Aérea Brasileira (FAB), clique AQUI para ir ao excelente site do meu amigo e historiador Rudnei Cunha.

O kits é um modelo em resina e trens em metal com comprimento aproximado de 10,5cm escala 1/144. Por se tratar de um kit muito pequeno, requer cuidados e é indicado para modelistas com experiência. Modelo Duarte Models DA 144-05 que você encontra no Mercado Livre.

SC-95 Bandeirante | FAB

SC-95 Bandeirante | FAB

SC-95 Bandeirante | FAB

SC-95 Bandeirante | FAB

Aeronave:  Embraer EMB-110 (SC-95B) Bandeirante
Operador & Registro: FAB | 6546
Kit: Duarte
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00754

Lockheed SC-130E Hercules | FAB

Kit Minicraft, com decais customizados para a Força Aérea Brasileira, FAB, na versão SAR (Search & Rescue) que operou no Recife (Pernambuco), entre oa anos de 1971 a 1985.

Aeronave: Lockheed SC-130E Hercules
Operador & Registro: Força Aérea Brasileira | FAB2409
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR01469

Boeing SB-17G | FAB (SAR)

Também há kits militares em Marana, este by Guick. Baseado no Bombardeiro B-17, a famosa Fortaleza Voadora da Segunda Guerra Mundial,  a Força Aérea Brasileira, que nunca usou o modelo como bombardeiro, recebeu algumas unidades e uso para uma finalidade muito especial.

Das 12 B-17 que, efetivamente, tiveram a sua vida operacional na FAB, pelo menos, oito eram SB-17G, entre elas, podemos citar, a FAB 5402, 5406, 5408 e 5409. A FAB 5402 tinha o seu bote salva-vidas na cor alumínio e o radome em preto antiofuscante. No bote trazia a inscrição, nos dois lados superiores de sua proa, FAB e, abaixo, o número 02. Já a SB-17G FAB 5409, esta ilustrada na coleção, tinha o bote pintado com o mesmo amarelo das faixas indicativas do Serviço Internacional de Busca e Salvamento, aplicadas na sua fuselagem e nas asas.

Lamentavelmente, dessas belas máquinas, que fizeram história nos 1º e 2º Esquadrões do 6º Grupo de Aviação, da FAB, após sua desativação, restaram apenas, três: a 5402 que está em monumento na Base Aérea de Recife; a 5408, desmontada, no MUSAL; e a 5400, que foi doada pela FAB ao Museu da Força Aérea dos EUA (USAF). Chegou lá voando, em impecáveis condições de vôo, em 5 de outubro de 1968, pousando na Base Aérea de Andrews, perto de Washington-D.C. Antes de pousá-la, a tripulação brasileira, comandada pelo Major-Aviador Elahir Amaral da Nóbrega, efetuou três belíssimos rasantes sobre a pista, homenageando os milhares de ex-tripulantes de B-17, da 2ª Guerra Mundial, que foram recepcioná-la!

Ao todo, foram dezoito anos, de 1951 a 1969, de ótimos serviços prestados à nossa FAB que, como a última força aérea do mundo a utilizá-la, distinguiu-a da sua função primordialmente guerreira, para transformá-la em mensageira da paz, levando em suas asas a ajuda humanitária e a esperança!

Esta é a SB-17G serial FAB5409, que se acidentou em 1964.

Aeronave: Boeing SB-17G Flying Fortress
Operador & Registro: FAB | 5409
Kit: Revell
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00933