F9F-2 Panther | Marines (USMC)

f9f-3 panther | Marines

O Grumman F9F Panther foi uma aeronave utilizada pela Marinha dos Estados Unidos (US Navy) e os Fuzileiros Navais (Marines – USMC). Os membros desta família de aviões entraram para a história por ser os primeiros jatos de combate embarcados. Foi o principal caça a jato da marinha dos EUA durante a Guerra da Coreia. A produção total do F9F foi de 1.382 exemplares, alguns dos quais foram exportados para a Argentina onde é servido na Armada Argentina.

Ele também foi o primeiro jato do esquadrão Blue Angels da US Navy, entre 1949 e 1954. O F9F Panther foi embarcado em porta-aviões de combate naval durante a Guerra da Coreia. quatro variantes do Panther foram usadas, o F9F, F9F-2, F9F-3 e F9F-5, embora o F9F-2 tenha sido a variante mais comum.

Um Panther esteve envolvido em uma das histórias mais interessantes da Guerra da Coréia. Um Tenente da US Navy chamado E. Royce Williams, se viu batalhando sozinho com sete MIG-15  que tentavam atacar a Task Force 77. Mesmo com esta gritante inferioridade numérica, derrubou quatro dos MIG-15, que eram superiores ao seu F9F-5 Panther e forçou a retirada dos outros três. Essa façanha, inédita em todas as guerras das forças americanas até hoje, se deu em 18.11.1952.

Ao pousar no porta-aviões USS Oriskany, seu Panther, serial 127150 do esquadrão VF-781, tinha 263 orifícios de balas dos canhões dos MIG-15. Por este ato de bravura, recebeu a Silver Star do presidente Eisenhower. Muitos dos detalhes das missões são secretos até hoje. Saiba mais clicando AQUI.

POUSO EM PORTA-AVIÕES ERRADO

A tradição naval Norte-Americana dita que quando um piloto pousa por engano no porta-aviões errado, os membros da tripulação fazem o melhor que podem para permanecer discretos, de modo a não envergonhar o piloto.

Esta tradição continua até hoje.

No entanto, em algumas circunstâncias extremamente raras e incomuns, alguns marinheiros se encarregavam de aproveitar o infeliz erro de navegação do pobre piloto para garantir o fato não passasse despercebido. Imagine o constrangimento e os horrores de ter que retornar ao seu porta-aviões de origem com “marcas” do seu erro de navegação para todos verem…

Supostamente aconteceu pela primeira vez quando a aeronave F2H-2P Banshee do VC-62, USS Coral Sea (CVB-43) pousou a bordo do USS Wasp (CVA-18) em 1952. Outro caso conhecido foi um F-4B Phantom da US Navy que aterrissou em uma base da força aérea anônima. O avião permaneceu por uma semana antes que a Marinha carregasse um novo motor e, quando chegaram, foram recebidos por seu F-4 usando o esquema de pintura de camuflagem da Força Aérea do Vietnam.

E não é só a US Navy/USMC que sofria com isso: há o caso de um avião alemão que pousou em uma base da RAF e foi levado para casa no dia seguinte usando cores e marcações da Força Aérea Inglesa.

Enfim, de qualquer maneira, o erro mais embaraçoso na aviação embarcada é pousar no convés de vôo errado e sair com o avião decorado. O F9F Panther teve diversos casos, entre eles o de um piloto do VF-111 “Sundowners”, William A. Finlay, Jr., que retornou à sua casa, o USS Lake Champlain (CVA-39), com um marco de marcas não regulamentares aplicadas ao seu F9F-5 Panther.

O kit visto neste post é um AMT-ERTL, muito antigo, de 1977 com alto relevo e praticamente nenhum detalhe (veja AQUI). Para montá-lo, decidi fazer algo especial e resgatar a tradição dos anfitriões de um aviador errante que enfeitavam seu jato com todo tipo de graffiti.

Este Panther em particular representa um F9F-2 (BuNo 125091) da USMC (Marines) que operou na Guerra da Coréia, pilotado pelo Capitão James Sharp, da Pohang Air Base e do USS Franklyn D. Roosevelt com oVMF-115 (Able Eagles) em 1952. Ele, ao que se sabe, não pousou em nenhum porta-aviões errado, mas em liberdade poética, fiz seu Panther como se tivesse, com o graffiti apropriado.

Estes escritor eram feitos a mão-livre e fiz o mesmo no kit, mantendo a originalidade e o mesmo tom das brincadeiras que eram feitas à época, inclusive com a força do avião (no caso Marines) e o número do esquadrão. Fiz uma base para representar a história e coloquei uma versão reduzida do (envergonhado) Capitão James Sharp.

f9f-3 panther | Marines

 

f9f-3 panther | Marines

 

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f9f-3 panther | Marines

 

Aeronave:  Grumman F9F Panther
Operador & Registro: USMC | VMF-115 | #125091
Kit: AMT-ERTL (AM00813)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02138

AMD Mirage IIIB | SAAF

O Dassault Mirage III é um dos mais bem sucedidos caças supersônicos já construídos. Desenvolvido pela Dassault Aviation da França na década de 1950, foi o primeiro avião de combate europeu capaz de voar a uma velocidade de Mach 2. O Mirage III foi produzido em diversas versões e adquirido pelas forças aéreas de vinte países num total de 1.422 unidades construídas.

Devido a possuir como característica ser um caça simples e confiável e por possuir um bom desempenho, o Mirage foi por muito tempo o principal avião de defesa da Força Aérea Francesa. Também obteve grande sucesso durante a Guerra dos Seis Dias quando a Força Aérea Israelense o utilizaram amplamente com sucesso em combate contra as Forças Aéreas do Egito, Síria e Jordânia.

Também foi empregado na guerra do Paquistão em Dezembro de 1971 onde obteve 8 vitórias sobre a Força Aérea Indiana. Em 1982 foram utilizados pela Força Aérea da Argentina nas Guerra das Malvinas contra a Inglaterra.

Em 1959, a Força Aérea da França ordenou a construção de versões biplace, de dois lugares, para conversão operacional, do Mirage IIIA. Estas aeronaves foram denominadas Mirage IIIB. A fuselagem foi aumentada em um metro e o canhão foi retirado, para a instalação do segundo cockpit. Esta versão não contava com radar e nem com provisão para motor-foguete, porém, poderia carregar armamento como bombas e mísseis ar-ar por infravermelho (como o AIM-9B Sidewinder ou o R.550 Magic I).

Mirage III in SAAF

Algumas forças aéreas adquiriram estas aeronaves de treinamento, entre elas a África do Sul (SAAF), que no total teve 58 aeronaves, das quais do modelo chamado Mirage IIIBZ (Serial 823 até 825). A aeronave #825 era um deles e foi convertida nos Anos 80 para o modelo Cheetah D.

O kit é o Matchbox PK-44 (veja mais AQUI), lançado em 1973 como PK-20 e recebeu novas partes 1986, mas ainda em alto relevo, sem cockpit e bem básico. Comprei na HobbyCraft de Porto Alegre em 1987. Montei no mesmo ano nas cores da Força Aérea da França. Fiz overhaul em 2018 para as cores da SAAF.

Aeronave: AMD Mirage IIIB
Operador & Registro: South African Air Force (SAAF) | #825
Kit: Matchbox (PK-44)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR00046

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Este é um Eurofighter Typhoon, um avião para as funções de caça e caça-bombardeiro desenvolvido por um programa conjunto envolvendo as empresas Européias Alenia Aeronautica, BAE Systems e pela ADS (Airbus Defence & Space – ex-EADS) e os governos do Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha. Em janeiro de 2014 a EADS foi extinta pela Airbus, que criou uma nova divisão aeroespacial, a Airbus Defence & Space. A ADS passou a ser a responsável pela fabricação do caça, em sua unidade de aviões militares.

Sua tecnologia inova em várias tecnologias muitos caças a jato modernos não possuem como, por exemplo, a capacidade de alcançar a velocidade supersônica por longos períodos e chegar a esta velocidade sem o uso do pós combustor.  Ou seja, o Eurofighter Typhoon é capaz de voar em Supercruise.

Lista de países que operaram ou assinaram contrato de compra do Eurofighter Typhoon até Junho de 2018:

Alemanha: 143 aeronaves
Arábia Saudita: 72 aeronaves
Áustria: 15 aeronaves
Qatar: 24 aeronaves
Espanha: 73 aeronaves
Itália: 96 aeronaves
Kwait: 28 aeronaves
Omã: 12 aeronaves
Reino Unido: 160 aeronaves

Total: 623 aeronaves

A Luftwaffe recebeu sua primeira aeronave de série em 04.08.2003, comprou 143 aeronaves e recebeu 130 até Junho de 2018. Operam nos Esquadrões (Jagdgeschwader) 31 “Boelcke”, 71 “Richthofen”, 73 “Steinhoff” e 74 “Mölders”.

Demonstrando a capacidade de resistência do avião, uma aeronave se envolveu em uma colisão no dia 30.06.2014 durante um treinamento, mas não foi perdida. Naquela data, o Typhoon 30+91 sofreu uma colisão em voo com o Learjet 35A (D-CGFI), que participava do exercício como aeronave interceptada. O Learjet fez uma curva e bateu no 30+91, perdendo controle e caindo perto de Olsberg, na Alemanha, matando ambos pilotos a bordo. O bastante danificado Typhoon 30+91, mesmo atingido e danificado, fez um pouso de emergência na Base Aérea de Nörvenich Air Base e seu piloto sobreviveu.

Para saber mais sobre este acidente e até acessar o reporte oficial, clique AQUI.

Este é um modelo em metal da marca espanhola DeAgostini, da coleção Caças de Combate. A miniatura sofreu diversas alterações, como pintura do radome, antenas, entradas de ar e trem de pouso.

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Eurofighter Typhoon

Aeronave:  Eurofighter Typhoon
Operador & Registro: Luftwaffe | 30+26
Kit: DeAgostini
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02212

Bae. Hawk | RAF Red Arrows

Bae. Hawk | Red Arrows

Este é um Bae Systems Hawk T1A, o clássico treinador da Royal Air Force (RAF) que equipa a esquadrilha de demonstrações Britânica, os Red Arrows, desde 1979. Ele voou pela primeira vez em Dunsfold, Surrey, em 1974, sob o nome Hawker Siddeley Hawk e, posteriormente, foi produzido por suas empresas sucessoras, British Aerospace e BAE Systems, respectivamente. Tem sido usado na formação de pilotos e como uma aeronave de combate de baixo custo.

Operadores do Hawk incluem o Força Aérea Real (nomeadamente a equipe Red Arrows) e um número considerável de operadores militares estrangeiros. Estas aeronaves ainda estão em produção no Reino Unido e na Índia sob licença pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL), com mais de 900 Hawks vendidos a 18 operadores em todo o mundo.

Os Red Arrows, oficialmente denominados como Royal Air Force Aerobatic Team (Grupo Acrobático da Real Força Aérea), são um grupamento de acrobacias aéreas da Royal Air Force. Sua base oficial está localizada em Lincolnshire, Inglaterra. O grupamento foi criado em 1964 e participa de exibições e também de campeonatos de acrobacias aéreas. São 9 pilotos a cada ano, a elite da aviação inglesa.

Este kit Airfix na escala 1/72 foi comprado no Canadá em Abril de 2017 e montado logo na sequência para homenagear os 100 Anos da RAF comemorados em 2018. A aeronave XX325 (serial 169/312150) que este kit representa foi entregue para a RAF em 04.12.1980 e continua se apresentando com a esquadrilha Red Arrows.

Bae. Hawk | Red Arrows

Bae. Hawk | Red Arrows

Bae. Hawk | Red Arrows

Bae. Hawk | Red Arrows

Bae. Hawk | Red Arrows

Aeronave: Bae Systems Hawk T1A
Operador & Registro: Royal Air Force (RAF) | Red Arrows | XX325
Kit: Airfix (A55202B)
Escala: 1/72
Número Hangar: SR02568

F-4J Phantom II | US Marines

É o antigo kit Monogram, velho de guerra, modificado, com decais CAMPRO P48-014. A aeronave é a DB-9 do VMFA-235 (Death Angels), tal como baseado no Hawaii, na MCAS Kaneohe Bay, entre 1970 e 1972.

O F-4 Phantom II é um caça-bombardeiro de alto desempenho, capacitado para operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade. Desenvolvido originalmente durante a segunda metade da década de 1950 pela McDonell Douglas Corporation, mais tarde McDonnell Douglas e a atual Boeing, entrou ao serviço da Marinha dos Estados Unidos no final de 1960.

Inicialmente desenvolvido para uso a bordo dos porta-aviões, como interceptador de longo alcance, providenciando a defesa aérea da frota, veio a demonstrar uma grande flexibilidade de desempenho, sendo também adotado pela Força Aérea, pelo Corpo de Fuzileiros e ainda por uma dezena de países aliados, revelando-se uma aeronave capaz de executar uma ampla gama de funções, desde a interseção até ao bombardeamento, passando pelo reconhecimento e pela guerra eletrónica, para o que foram desenvolvidas versões especificas.

Em finais de 1979, quando a sua produção terminou, tinham sido construídos 5.195 exemplares de todas as variantes, das quais 2.874 para a USAF, 1.264 para a Marinha e Marines e 1.057 para exportação, mantendo-se na atualidade ainda em atividade em algumas nações, após uma extensiva atualização.

O VMFA-235, Death Angels, foi criado em 01.01.1943 e existiu até 14.06.1996. Voou SBD Dauntless no início e terminou sua carreira voando F-18C Hornet. Na Guerra do Vietnam voou F-8 Crusader, operando mais de 6.000 missões de sua base em Da Nang, no Vietnam. Em 1968 foi realocado para a Naval Air Station Kaneohe Bay, no Hawaii, recebendo novo equipamento,  os F-4J Phantom II, que ficaram maravilhosos com o radome vermelho cheio de estrelas, a marca registrada dos Death Angels.

Aeronave: McDonnell Douglas F-4 Phantom II
Operador & Registro: US Marines | VMFA-235
Kit: Monogram
Escala: 1/48
Número Hangar: SR01759