Lockheed Electra II | KLM

Este é o Lockheed L-188 Electra II nas cores iniciais do modelo na KLM (depois, mudou o sentido das listras na deriva). Esta aeronave, PH-LLD, serial 2009, com o nome Jupiter, operou sua vida toda com a KLM e foi arrendada, por um período, em 1961 para a Air Ceylon e em 1965 para a PAS (Persian Air Services). Voltou para a KLM e encontra-se preservada no aeroporto Schipol em Amsterdan. O modelo é em metal, da Aviation200 na escala 1/200. Belíssimo trabalho da marca, pintura e detalhes muito bons.

O Lockheed L-188 Electra começou a ser desenvolvido em 1954 para atender uma exigência da American Airlines, para operar em rotas domésticas de curto e médio alcance. O primeiro protótipo voou em 6 de dezembro de 1957. Muitas outras companhias aéreas americanas já se interessavam pelo modelo e a lista de pedidos já passava de 144. Seu primeiro voo comercial foi em 12 de janeiro de 1959, com a Eastern Air Lines (devido a uma greve de pilotos da American Airlines). No entanto, o otimismo da Lockheed sobre vendas futuras foi fortemente abalado por uma série de acidentes ocorridos entre 1959 e 1960 (dois deles onde a aeronave partiu-se em voo), que contribuiu para uma grande quantidade de cancelamentos de pedidos.

Como medida preventiva, restrições à velocidade e altitude de voo foram impostas aos Electras após essas ocorrências. Após uma longa investigação conduzida pela Lockheed em conjunto com a NASA, finalmente descobriu-se a causa para as rupturas da estrutura da asa ocorridas em voo. Um erro de projeto das naceles dos motores fazia com que estes gerassem uma vibração conhecida como “whirl mode”, que era transmitida à asa na mesma frequência de ressonância desta, que iniciava assim um movimento de oscilação crescente que culminava no rompimento de sua estrutura e sua separação da fuselagem.

As naceles ou berços dos motores e as asas foram então reprojetados, recebendo diversos reforços estruturais, e todas as unidades do L-188 em operação foram imediatamente submetidos a um programa de modificações denominado “LEAP – Lockheed Electra Action Program”. Dessa forma, o problema foi definitivamente resolvido e as restrições de voo impostas ao Electra foram suspensas. Porém a imagem do modelo estava irremediavelmente manchada entre os usuários de transporte aéreo dos Estados Unidos, sendo esse um dos motivos que levaram ao prematuro encerramento de sua produção, tendo o último Electra produzido, modelo L-188C e número de série 2022, sido entregue à empresa Garuda Indonesian Airways no dia 15 de janeiro de 1961.

Aeronave: Lockheed L-188 Electra II
Operador & Registro: KLM | PH-LLD
Kit: Aviation 200
Escala: 1/200
Número Hangar: SR00704

Douglas DC-6B | Pan American

Mais um Minicraft, este out of the box, nas cores da Pan American, final dos Anos 50. O Douglas DC-6 foi um avião de motor a pistões construído pela Douglas Aircraft Company de 1946 a 1959. A Pan Am usou aeonaves DC-6 na inauguração dos seus voos transatlânticos em classe turística, iniciados em 1952. Eles voavam nestas cores para o Brasil. A aeronave que este kit Minicraft representa (escala 1/144) é a de prefixo N6528C, chamado de “Clipper Midnight Sun”, recebido na frota em 03.07.52 (serial )43528. Aliás, ele iniciou a carreira naquele ano com a pintura antiga e o nome “Clipper Morning Star”.

Aeronave: Douglas DC-6B
Operador & Registro: Pan American | N6528C 
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00944

Douglas DC-6B | Varig

O Douglas DC-6 foi um avião de motor a pistões construído pela Douglas Aircraft Company de 1946 a 1959. Começou a ser voar aqui quando a Pan Am a usou na inauguração dos seus voos transatlânticos em classe turística, iniciados em 1952. Kit Minicraft na escala 1/144 (by Nite), representa o DC-6B prefixo PP-YSI, ex-Real Linhas Aéreas.

Esta aeronave começou sua vida voando pela SAS em 17.10.1953 como OY-KMI (serial 44166, line number 016). Veio para a Real em 17.03.1961 e em agosto do mesmo ano, passou a ostentar as cores da Varig. Depois, foi para a FAB como 2412 (1968). Em junho de 1975 foi cedido ao Paraguai, onde operou até 1980 (código 4003) até ser desativado.

Os Douglas DC-6 de primeira versão de produção (os “DC-6 puros”) foram produzidos até 1951, num total de 175 unidades. Destes, nenhum chegou a operar nas companhias brasileiras. Em 1948, entretanto, a Douglas começara a estudar a possibilidade de uma versão ampliada, com maior volume de cabine, carga útil e peso operacional, aproveitando para isso a disponibilidade dos novos e excelentes motores Pratt & Whitney Doublé Wasp C 16, de 2.400 hp. Que foram oferecidos com um sistema de injeção de água/metanol, para uso na decolagem. Permitindo um incremento sensível na potência.

Foi feito um novo alongamento da fuselagem, de 1,52 m, e a capacidade de combustível também foi ampliada, passando de 16.125 para 20.915 litros. Esta nova geração do DC-6 voou em 1949 e foi oferecida em duas variantes- DC-6 A, otimizado para carga (com assoalho reforçado e duas grandes portas do lado esquerdo, uma antes e outra atrás da asa), e o DC-6B, especifico para o transporte de passageiros. Ao todo foram produzidos 288 DC-6B, com o último sendo entregue em 10 de fevereiro de 1959, exatamente para a companhia brasileira Lóide Aéreo Nacional. Assim, os últimos DC-6 a saírem das linhas de montagem da Douglas!

A aquisição dos quatro DC-6 do Lóide Aéreo aconteceu com uma encomenda em 1957, feita em função de uma lei que garantia subvenção estatal para reequipamento às companhias aéreas. Como a empresa, na época, operava uma extensa rede de linhas domésticas com uma grande frota de DC-4 e C-46, ela pôde acessar recurso bastante respeitável através da lei e os investiu na compra dos DC-6.

O fato, porém, é que a própria companhia não sabia o que fazer com aeronaves de tal capacidade, de modos que, imediatamente à sua entrega, os aviões foram arrendados à Panair do Brasil-que, assim, se tornou a primeira operadora do modelo no país. Na Panair, os quatro DC-6 foram usados em linhas internacionais para a América do Sul, o sul da Europa e o Oriente Médio, servindo nessa rotas até 1961.

Aeronave: Douglas DC-6B
Operador & Registro: Varig | PP-YSI
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00134

Douglas DC-6B | Braniff

Este é um belíssimo Douglas DC-6B. Segundo o Mel Lawrence, estudioso da Aviação Comercial nos EUA, foi o único DC-6B da Braniff. Prefixo N91311, serial number 45063, o avião nº 678 na linha de montagem. Kit Minicraft na escala 1/144, via Doc.

Aeronave: Douglas DC-6B
Operador & Registro: Braniff | N91311
Kit: Minicraft
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00945

Douglas DC-8-33 | Panair

O primeiro jato da Panair do Brasil foi o DC-8-33, recebido em 1961. O primeiro, PP-PDS, foi entregue em 21 de Março de 1961, batizado de “Bandeirante Manuel de Borba Gato”. Com o “pouso forçado” da Panair, este equipamento foi transferido para a Varig em julho de 1965, que assumiu as rotas da Panair. O PP-PDS e o PP-PEA permaneceram com a Varig até outubro de 1975.

Este foi o terceiro DC-8-33, de prefixo PP-PDT, batizado “Bandeirante Brás Cubas”, apesar de ter sido matriculado anteriormente de N820PA pela Pan Am, não foi por ela utilizado e nas cores da empresa brasileira, foi destruído em um acidente durante a decolagem no dia 20 de agosto de 1962 no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Houve um quarto, PP-PEF, mas este acabou indo para a Delta Air Lines como N8184A. Kit na escala 1/144, Revell Lodela.

Ficha Técnica:

Aeronave:  Douglas DC-8-33
Registro: Panair do Brasil – PT-PDT
Kit: Revell-Lodela
Escala: 1/144
Número Hangar: SR00955